Você sabe como informar os riscos socioambientais da sua organização?

Uma boa comunicação é essencial para qualquer estratégia eficaz de gestão de riscos.

A comunicação clara das informações sobre riscos associados aos impactos socioambientais e medidas de controle, é um componente essencial e integral dentro do processo de avaliação de riscos.

O objetivo fundamental de comunicar o resultado de sua avaliação de risco posteriormente ao resto da organização, contribui para a excelência na gestão do ESG/QSMS-RS & Sustentabilidade.

Uma avaliação de risco geralmente é executada por você como um profissional de QSMS, sendo parte de uma organização. 

Para você, o resultado da avaliação de risco é muitas vezes bastante claro e simples de seguir. 

No entanto, sempre surgem dificuldades para informar da importância desses riscos e seu tratamento.

Como você se comunica com diferentes níveis organizacionais de forma eficaz? 

Como você garante que todos na sua organização não estão apenas cientes, e também entender os riscos com os que estão lidando?

A gestão de riscos começa com o estabelecimento do contexto e continua por meio de seções de avaliação de risco, tratamento de risco, registro e emissão de relatórios, comunicação e consultoria e monitoramento e revisão.

 Você deve comunicar sobre os riscos e seu tratamento, mas como você lida com isso? 

  • Se você se comunicar demais ninguém saberá o que ouvir nem se lembrar dele. 
  • Se você comunicar muito pouco, ninguém entenderá o contexto ou detalhes das informações. 

Use as dicas abaixo para superar essas barreiras para buscar uma melhor informação sobre os riscos elencados

– Tenha um ponto em comum

Antes de falar sobre riscos, as pessoas precisam entender os conceitos básicos. 

Não assume que todos estão na mesma página em relação aos riscos.

 Defina conceitos claramente para evitar confusão.

Certifique-se de que existe uma definição comum de risco estabelecida, para que os colaboradores gerenciem o risco com base no conceito comum e na visão do que constitui como riscos. 

Informe sua organização sobre a natureza da gestão de riscos e porque você está fazendo isso.

– Certifique-se de que todos possam entender

À medida que você se comunica com diferentes níveis e departamentos em de organização, é conveniente adaptar sua mensagem para quem recebe a mensagem. 

Um dos objetivos da comunicação de risco é fornecer informações significativas, relevantes e precisas em termos claros e compreensíveis. 

Esteja ciente de que esses critérios podem ser diferentes para as pessoas no andar de trabalho operacional do que para uma gestão superior. 

Ajuste suas informações ao seu público-alvo, para que todos na organização saibam seu papel na gestão dos riscos que enfrentam. Isso irá ajudá-lo a filtrar as informações de forma eficaz.

–  Considere a forma de comunicação

Quantas vezes você quer se comunicar com seus colegas?

 Dependendo de quais colegas, isso pode ser todos os dias, todas as semanas, mensais ou anualmente. 

Se a frequência for anual, escrever um relatório não será muito problema.

 Se a frequência for semanal, escrever um relatório provavelmente será muito demorado para criar e ler. 

Não vai demorar muito até que os colaboradores sejam desmotivados, o que provavelmente levará a uma comunicação menos clara ou pior, comunicação confusa! 

Pense em outras formas de comunicação, como vídeos, pósteres ou meios interativos. 

É provável que uma estratégia de comunicação unilateral seja menos eficaz.

– Construa um senso de inclusão e propriedade

“Você sabe que gerenciar riscos não é um trabalho de uma pessoa só.”

 Esse processo envolve diferentes departamentos e colegas.

 É impossível gerenciar o risco efetivamente se não houver comunicação e consolo com cada colega envolvido com cada parte interessada. 

Para otimizar a comunicação e a consulta, você precisa ter certeza de que cada stakeholders entende, conhece e concorda com o que é esperado deles em relação à gestão do risco.

Ao se comunicar sobre gestão de riscos, você envolverá seus colegas e criará inclusão e propriedade. 

A propriedade é importante, porque vamos enfrentá-la: riscos que não são de propriedade muitas vezes não são gerenciados. 

A clareza sobre as responsabilidades pessoais é muito importante para evitar que incidentes aconteçam. 

Não há necessidade de acidentes que poderiam ter sido evitados através de uma comunicação eficaz entre as partes interessadas.

Estamos juntos!

Você falar a língua dos diretores/CEOs? Você consegue traduzir “segurança” para seus líderes?

Recentemente, consultei para um grupo de profissionais de segurança que queriam ajudar para explicar aos seus líderes corporativos como sua função agregava valor à organização.

Ajudei-os a explicar os benefícios financeiros, legais etc de uma boa segurança em termos de que os executivos entenderiam

 Quase toda a terminologia que usei era estranha aos profissionais de segurança.

Não houve diferença filosófica entre os líderes e os profissionais de segurança; prioridades de segurança eram um subconjunto de prioridades executivas.

 Os dois grupos simplesmente falavam línguas diferentes.

Em tais situações, encontrei estratégias-chave para superar esse mal-entendido, depois de 4 décadas neste mundo canibal corporativo, começando como técnico de seg. chegando a uma vice-presidência ESG você aprende alguma coisa né!

Tanto pessoas de segurança quanto executivos tendem a pensar que se eles estão definindo e cumprindo seus próprios objetivos, eles são obviamente bem-sucedidos.

 Nenhum dos lados realmente considera o que o outro quer e precisa.

 Não há mentalidade de “ganha-ganha” expressa em objetivos e objetivos isolados.

Ambos os grupos impactam ativamente o outro, mas não há coordenação desses esforços.

Iniciativas corporativas podem ter um impacto devastador na segurança, e a segurança pode praticamente interromper a produção se feita isoladamente.

Muitas vezes, nenhum dos lados pergunta como eles vão impactar o outro, nem estão explicando suas ações em termos de como o outro lado se beneficiará.

Toda essa dicotomia começa quando estratégias organizacionais e de segurança são desenvolvidas independentemente umas das outras.

 Os líderes devem delegar a gestão da segurança cotidiana, mas não devem delegar o desenvolvimento da estratégia de segurança.

 A estratégia de segurança deve ser incorporada na estratégia organizacional de forma a definir prioridades claras e direcionar decisões táticas.

 Uma estratégia eficaz elimina a necessidade de se perguntar o que os líderes fariam em situações particulares.

Estabelece valores pelos quais devem ser tomadas decisões situacionais.

Também identifica prioridades para evitar que questões importantes recebam menos atenção do que questões que parecem urgentes, mas não são tão importantes.

 Uma estratégia que direcione decisões organizacionais deve ser abrangente e incluir todas as prioridades, como questões de segurança, qualidade, ambientais e regulatórias.

Infelizmente, a maioria das organizações não tem essa estratégia.

Idealmente, os profissionais de segurança devem ser líderes de negócios em primeiro lugar e especialistas em segurança em segundo lugar.

Se forem treinados como tal, falarão a língua dos negócios. Isso os colocaria mais na mesma página com seus líderes corporativos.

 A terminologia comum promove melhor comunicação e coordenação dos esforços.

 Entender prioridades organizacionais capacita os profissionais de segurança a fazer contribuições em vez de trabalhar em desacordo.

 Quando os líderes organizacionais falam a língua dos líderes de produção e segurança falam uma língua diferente, os trabalhadores percebem uma dicotomia entre segurança e produtividade.

 Esse pensamento prejudica tanto a produção quanto a segurança.

 A ideia de “produção segura” se perde.

Os líderes veem a segurança como estritamente um centro de custos cujo objetivo deve ser operar de forma barata.

 Os líderes de segurança costumam dizer que se os líderes organizacionais são sérios sobre segurança, eles “colocariam seu dinheiro onde a boca está”.

 Os líderes de segurança raramente pensam em termos de retorno do investimento quando planejam seus orçamentos.

Ao não se comunicar em linguagem de negócios, eles diminuem a credibilidade de suas mensagens e esforços.

A terminologia unificada pode garantir que a produção e a segurança possam chamar a atenção.

Eliminar esse dilema para os trabalhadores tende a torná-los mais seguros e produtivos.

O desenho organizacional deve facilitar a cooperação.

Muitas empresas têm muitas camadas de gestão entre líderes de segurança e líderes organizacionais.

 Esses gestores frequentemente filtram informações entre as duas entidades impedindo contato significativo entre eles ou formação de boas relações de trabalho.

A segurança precisa de um lugar na mesa com líderes organizacionais.

 Muitos esforços de segurança estão muito distantes da liderança estratégica da organização.

A segurança torna-se uma reflexão posterior ou, pior, um aborrecimento ao verdadeiro trabalho da produção.

Líderes que não são diretamente e frequentemente avaliados dos esforços de segurança tendem a simplificar demais a segurança e a falta de empatia pelos desafios diários que os líderes de segurança enfrentam.

Em algumas organizações, os principais líderes de segurança estão no comando completo e ditam práticas e programas de segurança.

Se eles têm um assento na mesa e coordenam com outros líderes, então os esforços de segurança podem ser estrategicamente alinhados.

 No entanto, em outras organizações, os principais profissionais de segurança são basicamente especialistas em assuntos e servem como conselheiros para pessoal de segurança regional ou de nível local.

Nesses casos, a continuidade dos esforços com estratégia pode ser seriamente comprometida.

Se o líder sênior de segurança não é um profissional dedicado de segurança, mas simplesmente tem a segurança como outra responsabilidade, a segurança raramente recebe a atenção que precisa para produzir excelentes resultados.

Um organograma deve ser projetado com uma apreciação aguçada de como ele afetará a segurança.

É difícil para as pessoas que falam línguas diferentes trabalharem em conjunto e eficazmente.

Quando os líderes empresariais e de segurança não só têm agendas e prioridades diferentes, mas falam diferentes idiomas, a colaboração e a coordenação estão seriamente comprometidas.

Segurança não é outra coisa que você faz além do trabalho.

 Segurança é a maneira como você executa o trabalho.

Se as pessoas que projetam estratégia operacional/organizacional e as pessoas que criam estratégia de segurança não colaborarem de perto, as duas estratégias quase sempre competirão por prioridade e recursos.

 Quando a segurança compete com a produtividade, a produtividade tende a ganhar.

Da mesma forma, se os líderes que dão ordens de marcha competem com aqueles que dão ordens de segurança, os trabalhadores ficam divididos entre essas prioridades.

Se a supervisão da produção controlar o sistema de aumentos salariais e promoções, eles serão percebidos como mais importantes e poderosos do que os líderes de segurança.

 Dê aos seus trabalhadores o que eles precisam para serem bem sucedidos tanto na produção quanto na segurança.

 Certifique-se de que a segurança e a produção entendam as necessidades uns dos outros, que desenvolvam estratégias que se alinhem em vez de competir, que falem uma linguagem comum que promova a valorização do grande quadro do sucesso organizacional, e que o design da organização apoie esses objetivos

Estamos juntos

Consultorias em QSMS -RS & Sustentabilidade, NÃO SÃO APLICATIVOS e nem treinamentos são para palestrantes de palco!

Como já mencionei em outros textos, hoje me considero um estagiário de novo negócios, buscando oferecer o que eu tenho de melhor para as organizações.

Admiro muito a coragem de meus colegas profissionais abrirem uma consultoria logo após sua saída da faculdade ou daqueles que nunca trabalharam por muito tempo no mundo corporativo na “linha de frete “.

Sem mencionar os que se aposentam dos órgãos ambientais e já se consideram consultores experientes.

E os palestrantes e seus treinamentos Mega Super Blaster ou Master Class? 

Admiro a todos, sem irreverência (eu acho)

Sim a diferença do ar-condicionado para o trecho é grande e dolorosa.

Jamais aceite conselhos de quem não tem cicatrizes.

São elas (e só elas) que sinalizam que a pessoa pode ter algo a ensinar.

Diplomas, títulos etc. são largamente irrelevantes para isso.

A vida real é que ensina e filtra a incompetência.

 Nassim Taleb”.

Mas não posso deixar de mencionar que eu tenho observado nesses meses como estagiário de novos negócios,

Os dias atuais impõem a nós, profunda reflexão acerca das práticas até aqui empregadas e de que forma estamos aconselhando nossos próprios clientes.

Será que estamos sendo honestos e fazendo mesmo um bom trabalho?

 Mais que análise e autocrítica, a pergunta é necessária e vital, pois se tragédias inomináveis como os últimos grandes acidentes socioambientais ocorreram é porque tal questionamento procede e nossa conduta precisa a todo tempo ser reavaliada por nós mesmos e pelo mercado.

A era da precificação e venda de serviços de consultoria ditado por questões meramente mercadológicas acabou!

 Apenas sobreviverá daqui em diante quem investir pesado em capacitação de pessoal, aprofundamento de práticas de Governança Corporativa e principalmente fixação justa e repasse dos custos decorrentes destes investimentos ao próprio cliente, em respeito ao mesmo.

Consultoria em QSMS-RS & Sustentabilidade não é “aplicativo”, e não há como tratar o nosso meio e atividade com o viés meramente focado no binômio produtividade/volume de atendimento.

É preciso, pois, repensar esse modal, investir cada vez mais em qualidade, transmitir segurança e competência, não simplesmente pregar capacidade de atendimento em larga escala.

 Não há sentido mais em vender baratinho sem preocupação com as consequências, possibilitados à alcunha de uma concorrência visceral de mercado ou pela economia em investimentos onde eles se fazem necessários: na formação de equipes tecnicamente competentes e exemplares por exemplo.

 As consequências de tais práticas se revelam potencialmente nefastas, tanto para clientes assessorados quanto para assessores!

Como você pode tirar a licença ambiental para uma empresa e não dar a mínima as condicionantes nem as questionar sobre seus custos e se são viáveis, por exemplo?

Há um divisor de águas transbordado em definitivo com os eventos de vazamento de petróleo, contaminação no solo, e consolidado com a os rompimentos de barragens a maior tragédia de cunho humano/ambiental já vivenciada nesse país.

É notório que o arcabouço legal sofrerá cada vez mais alterações significativas, frequentes e a fiscalização será dotada, forçosamente diga-se, a ocupar o espaço que sempre deveria ter ocupado.

Estejamos preparados, nossa capacidade de aconselhar e de transmitir com qualidade e exatidão as novas obrigações impostas é o grande valor que se anuncia.

Lamentável que apenas após o ocorrido (sempre falam de meio ambiente depois de um acidente, depois a mídia esquece) tais providências estejam sendo efetivadas.

Mas pior e mais lamentável ainda será se não dotarmos e prepararmos nossa conduta e atuação profissional.

Nos agradecerá o cliente, o mercado, o meio ambiente e principalmente a sociedade

Estamos juntos!

Acidentes socioambientais, realmente estamos prontos?

Assistindo a programas em uma mídia nas últimas semanas sobre alguns grandes acidentes socioambientais, sendo um nos Estados Unidos e outro na China, não pude deixar de pensar nos nossos.

Sempre infelizmente, estamos presenciando vários, na Amazônia e mais manchas de óleo em nosso litoral.

Derrames de óleo temos vários quase que diariamente em nossos corpos d’água nos diferentes modais de transporte a décadas, e por que só agora a mídia grita?

Por que sua praia favorita sujou?

Para quem é da área sabe que gestão de riscos, prevenção, equipes treinadas para pronta resposta a emergências, bem como gestão de crises são fundamentais para a sobrevivência da sua marca /organização.

Existe culpado em todos esses acidentes, NÃO, o culpado somos nós mesmos que não temos cultura de prevenção a não ser quando te incomoda, aí é outra história.

Comecei a me questionar se estávamos preparados para lidar como uma situação daquelas e se nossas equipes estariam prontas para uma eventualidade deste porte?

Já passei por vários acidentes socioambientais em diversos países, e não tem diferença, depois de uma pronta resposta ao atendimento do acidente, vem o que eu particularmente chamo de prestação de contas da hora da verdade.

Pois vem o trabalho com as comunidades afetadas, com psicológico dos próprios funcionários, com a mídia e claro no final com os acionistas.

E todos envolvidos saem desgastados.

NÃO EXISTE ZONA DE CONFORTO para quem trabalha na área de QSMS-RS e Sustentabilidade corporativa e não deveria existir mesmo seja em qualquer empresa independente do negócio, pois é um exercício que tem que ser praticado todo dia e que envolve a todo um departamento de Sustentabilidade e a empresa.

É muito bonito falar de Sustentabilidade, segurança do trabalhador e etc., mas na hora do acidente, se você não tiver com o dever de casa feito, a exposição a partes interessadas é cruel.

Quando falo em dever de casa feito, significa estar 100% em compliance!

Não é novidade que depois de um desastre socioambiental comecem aparecer falhas em compliance da organização.

Um bom planejamento para gerenciar acidentes ambientais ainda é renegado por muitos, a máxima de que só acontece com o vizinho é muito forte em nossos costumes.

Desde que eu siga as regras e a lei, tudo está bem!!!!!!!!!!!

Mas quando acontece um acidente como: vazamento de produtos, rompimento de barragem de resíduos, o tombamento de um caminhão com produto perigoso ou vazamento de óleo da embarcação.

Vamos à pergunta:

Será que a empresa está pronta para agir na hora da crise? Será que o plano de emergência estará em dia? Será que o pessoal realizou treinamentos e simulados recentemente? Relações Comunitárias, Comunicações, Relação Instrucionais estão alinhadas e prontas para gerenciar a crise?

Bem, se não conseguir responder a estas perguntas de pronto e nem a sua equipe, acho bom começar a pensar seriamente a respeito.

Muitas empresas, mesmo depois de anos, ainda são referência na mídia para qualquer novo acidente ambiental, como mau exemplo de conduta e administração.

Quanto custa a imagem arranhada da empresa?

Relevar medidas de prevenção ambiental e ter uma equipe treinada para tal, normalmente é dado a sua caracterização como questão marginal, altamente dispendiosa.

Mas os tempos são outros, com o passar dos anos as empresas líderes no mercado começaram a apreender da necessidade de implantar uma gestão a acidentes ambientais tanto na prevenção e na pronta resposta e não apenas com custos a serem assumidos pós um acidente, mas principalmente a representatividade que os investimentos alcançariam nos negócios futuros e as consequentes vantagens competitivas que daí adviria.

O custo dos impactos ambientais é altíssimo.

A sociedade não aceita mais qualquer tipo de agressão ao meio ambiente.

Definindo-se as responsabilidades de operação do sistema, os planos de contingência e emergência, os riscos em potencial, os treinamentos necessários e a conscientização e competência face ao meio ambiente, estará à empresa elaborando um bom plano para o gerenciamento de risco, ou seja, o conjunto de procedimentos necessários à identificação e ao controle dos aspectos que podem causar ou causam impactos ambientais significativos.

Mesmo a despeito da existência de instrumentos de prevenção a acidentes, ainda são registrados diversos acidentes e vão continuar acontecendo infelizmente.

Faz-se imprescindível tomar uma atitude quanto à prevenção e pronta resposta a acidentes ambientais, como forma de garantir até mesmo própria existência do negócio, pois, embora em número menor, existem empresas preocupadas em conciliar a proteção ambiental com o desenvolvimento, e em função disso já têm ganhou destaque com sua marca no mercado global.

Estamos juntos!

Certo, muito legal, passou a COP27, e agora?

Muita gente foi no evento, (muitas emissões de seus aviões etc.), todos disseram que participaram e foram trabalhar, certo, vamos dizer que sim, rsrs

E……., bem deixa para lá.

Quando nossos descobridores chegaram ao Brasil, uma grande porcentagem do território que hoje pertencem ao nosso país era coberta por nossas matas.

Com o passar do tempo a ocupação do território e a expansão da população, o território brasileiro começou a ser desmatado.

As principais causas destes impactos ambientais nas florestas são os desmatamentos para agropecuária, para extração de madeira e para exploração mineral, ou seja, para a produção dos bens que tem grande participação nas exportações dos países pobres.

Muito mais da metade da extensão original das florestas equatoriais e tropicais de todo o mundo já se foram.

Entre as várias razões, motivos, ou seja, lá qual for a explicação para a derrubada das matas têm sido diversas: lenha para fornalhas, limpeza do terreno para a instalação de lavouras ou de pastagem para gado, exploração da madeira, ocupação para a construção de cidades, estradas etc.

A primeira floresta a ser devastada foi a mata Atlântica, que cobria justamente a faixa de terra onde o povoamento teve início: a fachada oriental do país.

Da mata Atlântica restam, hoje, apenas, menos de 10% de sua extensão original.

Lá se vão anos e a devastação florestal intensificou-se tanto na floresta amazônica como na mata atlântica, que em poucos anos chegou a perder cerca muito do seu domínio original.

Quando as florestas são desmatadas, rompe-se a relação vegetação/solo que possibilita o desenvolvimento da vida vegetal e animal.

Os solos das florestas são, relativamente, impróprios para a prática agrícola.

Por isso a agricultura nessa região é itinerante, ou seja, aproveita o solo desmatado, mas logo é obrigado a se estender sucessivamente para outras áreas da floresta, o que significa mais desmatamento.

Com a devastação, a água das chuvas muito abundante nessas áreas de convergência dos ventos alísios cai diretamente sobre o solo descoberto.

Como resultado disso, ocorre a erosão e o afloramento de uma camada de solo impermeável, o que diminui a infiltração da água.

Desse modo, com o aumento do escoamento na superfície, acontecem as enchentes e diminui o abastecimento dos lençóis subterrâneos que alimentam os rios.

A vegetação exerce um papel muito importante sobre o regime pluvial.

O desmatamento acaba com a transpiração que favorece a ocorrência de chuvas, ocasionando mudanças no clima regional.

A Amazônia não é o pulmão do mundo, já que o oxigênio liberado pelas plantas é aproveitado pela própria floresta, todas as florestas equatoriais e tropicais são significativos reservatórios de gás carbônico (cerca de 20% do planeta).

A queima da floresta, pode, portanto, levar a um grande aumento da concentração desse gás na atmosfera.

A diminuição do volume de água potável, a alteração do regime dos rios que afeta a pesca, a destruição de espécies vegetais e animais fundamentais a sobrevivência das populações nativas são, apenas, alguns dos impactos econômico-sociais causados pela devastação florestal.

Devemos fiscalizar, protestar e combater o uso dos recursos naturais sem critério nenhum e denunciar sempre que eles estiverem sendo mal aproveitados, danificados ou destruídos.

Por isso um licenciamento ambiental correto, uma gestão de risco socioambiental bem elaborada, todos esses antes de iniciar qualquer projeto devem ser bem analisadas e discutidos por todos os envolvidos e participação dos stakeholders.

Se não………: Reuniões, congressos, institutos de proteção, discussões etc. sobre o meio ambiente, não vão ser mais necessárias.

Estamos juntos!

Plano de emergência socioambiental e gestão de crises exigências do ESG.

Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça, mais verdadeiro que isso é impossível.

Como tenho vários acidentes e TACs assinados tanto ambientais como de trabalho em minha folha corrida nesses +35 anos de profissão acabei me especializando no assunto.

Mas então, por que não é levado tão a sério, principalmente aqui na terrinha?

Essa mania que o pessoal do QSM-RS achar que ficar para depois, e não vai acontecer agora, custa muito caro!!!

Até hoje, não entendo os profissionais aqui no Brasil, vendo a covid pipocar na China, na Europa, no USA e não fazer nada com prevenção e quando chegou aqui no Brasil, só então ficaram que nem barata tonta copiando protocolo um dos outros

Não tem vergonha não, você que se acha “prevencionista “?????

Agora atuando do outro lado do balcão, elaborando e atualizando PAEs e PEIs, e planos de gestão de crise, observo, o descaso da parte alguns profissionais nesse assunto.

Não é culpa deles, mas sim a falta de “CULTURA” da organização.

Acontece a crise /emergência, comunidades impactadas, a mídia te devorando e….

Nada! Desculpas e mais desculpas a comunicação pedindo desculpas e o mesmo filme de sempre.

Aí, tomam-se medidas bacanas perante a mídia (só se põe a grade na janela depois de arrombada), e passando a crise ….

Enfia os novos planos em uma gaveta ou melhor, em algum arquivo no p.c. e esquece.

Então, cadê o seu? Quando foi a última análise crítica, revisão ou simulado?

SIMULADO COM HORA MARCADA, NÃO É SIMULADO

Organizações que levam a sério Sustentabilidade Corporativa e sua governança precisam desenvolver um plano de emergência, bem como, um plano de gestão de crises que definam direta e operacionalmente a sua mídia interna, sua mobilização e a ação específica para os cenários identificados em sua análise de risco.

Indicando, recursos necessários para mobilizar o controle de possíveis situações de risco.

E quais seriam? Identificação e avaliação de riscos; diagnóstico de pronta resposta; Procedimentos específicos para ação antes de cada tipo de emergência; Implementação e manutenção do planejamento.

Qualquer dúvida, qualquer brecha na improvisação, qualquer pequeno detalhe pode levar ao desastre durante o gerenciamento de uma crise na empresa.

Cada uma das fases implica participação, conhecimento e desenvolvimento por diferentes grupos de pessoas, direta ou indiretamente envolvidas.

Durante a fase de preparação e planejamento, é necessário responder a uma série de perguntas fundamentais.

Quais são as emergências que podemos enfrentar? Que situações externas podem nos causar danos? Fenômenos naturais podem nos causar problemas? Com que meios devo lidar com emergências? Que ajuda posso esperar?

Nesta fase, é necessária a participação de todos envolvidos diretamente, pois são os que melhor conhecem os processos e as instalações e serão os que finalmente atuarão em caso de emergência, e a presença de pessoal especializado na análise de riscos.

Da mesma forma, é essencial a participação daqueles que, se necessário, virão em nosso auxílio, ou seja, administrações competentes, proteção civil e bombeiros.

Portanto, é importante realizar uma série de ações para atingir níveis adequados de segurança, que, somados aos cuidados iniciais adquiridos no projeto, construção e operação das instalações, serão os alicerces da que cimentam a gestão de crises.

Vamos alguma delas;

A análise de risco inclui a identificação de situações acidentais ou contingências de origem interna e externa, bem como a estimativa das consequências e / ou probabilidades dos cenários identificados.

O objetivo de identificar e avaliar o risco associado é antecipar o que pode ocorrer em uma emergência, com base no conhecimento de possíveis eventos e seus possíveis desenvolvimentos.

Dessa forma, os meios necessários para seu controle e mitigação de danos podem ser estimados, podendo-se estabelecer as medidas de proteção adequadas para o risco e estabelecimento de um plano para continuidade de negócios

Os resultados dessa fase são, fundamentalmente, a localização das possíveis emergências que ocorrem dentro e fora das instalações e tudo isso com o objetivo de avaliar o impacto sobre o pessoal, próprio e externo, presente nas instalações, as próprias instalações e / ou sobre a população presente nos arredores.

Uma vez analisados os resultados anteriores, as organizações devem analisar a capacidade de resposta, onde são avaliadas a disponibilidade e a capacidade dos seguintes meios de prevenção e mitigação.

Entre vários podemos mencionar : Fator humano no conhecimento de riscos e treinamento; Coordenação interna e externa em caso de necessidade de ajuda externa; Intervenção ao estabelecer o equipamento necessário para garantir a integridade das pessoas; Estabelecimento de distâncias de segurança em ação direta sobre o acidente; Desenho da estratégia de intervenção com base nos equipamentos e instalações afetados; Meios materiais para gerenciamento e coordenação ;Aviso e comunicações internas e externas; Recuperação dos danos ao meio ambiente.

As organizações devem estabelecer em seu planejamento uma estrutura organizacional que garanta a prestação dos seguintes serviços e missões gerais, para cobrir em qualquer situação de emergência, como:

Direção e coordenação de ações e recursos mobilizados durante a emergência; Intervenção direta no local do acidente para controle de emergência; Controle de processo; Cuidados de saúde e evacuação das pessoas afetadas; Gestão ambiental; Apoio logístico de forma a garantir a operacionalidade de serviços essenciais durante a emergência e a aquisição de materiais e equipamentos; Relações com agentes externos (autoridade, mídia etc.) e Tráfego de veículos e pessoas.

Uma vez analisados os possíveis cenários estabelecidos e os meios necessários, as organizações devem desenvolver, para cada situação de risco que possa surgir, procedimentos específicos de ação, nos quais são definidas instruções precisas, dirigidas às pessoas envolvidas, com para treinar e informar sobre diretrizes de ação concretas para o controle seguro de cada tipo de cenário.

Sem dúvida, para obter um desempenho eficiente, esses procedimentos devem conter as seguintes informações:

Riscos associados a cada cenário; Equipamento de proteção individual e meios adequados de intervenção; Instruções precisas para comunicação, controle de riscos e minimização de consequências para as pessoas e o meio ambiente.

Lembrando que todo o trabalho anterior pode ser inútil se uma implantação e uma difusão adequada das diretrizes anteriores “não forem alcançadas”, para as quais é necessário o envolvimento direto do gerenciamento e controles intermediários das organizações.

Uma vez que a implantação e difusão devem ser necessários realizando em duas direções;

Uma interna na qual o pessoal é informado e treinado com missões em situações de emergência.

E uma externa, no qual as autoridades competentes, a população que pode ser afetada e os grupos de pressão relacionados à organização devem ser informados.

Do ponto de vista interno e em relação ao fator humano que irá atuar em situações de grande estresse, esforço e rapidez de ação, é essencial um profundo conhecimento do risco, dos procedimentos específicos de ação e da capacidade de responder.

Para isso, é necessário projetar e implementar um plano completo de treinamento e periódico, onde os simulados desempenham um papel importante, permitindo que sejam testados.

O treinamento deve ser realizado para diferentes cenários, que, por sua vez, são concluídos com a realização periódica nas próprias instalações, a fim de obter um conhecimento aprofundado e familiarização da área.

É essencial realizar uma campanha de informação a autoridades competentes e população principalmente para que, por um lado, as autoridades levem em conta os riscos no planejamento territorial de emergências e, por outro, que a população conheça os riscos aos quais estão sujeitos e que tipo de medidas são planejadas para sua proteção.

A estreita colaboração entre a organização e os stakeholders é essencial para definir as necessidades de recursos humanos e materiais.

Sempre promovi visitas por exemplo, para que conheçam as instalações e a participação em simulados, a fim de verificar o grau de coordenação entre todos os participantes.

Além disso, é necessário comunicar à população os riscos a que estão sujeitos, bem como os meios e medidas de proteção previstos para sua proteção, bem como a comunicação de como proceder em qualquer uma das situações acidentais.

Ao se comunicar com a população, é necessário ser rigoroso com as informações a serem transmitidas, muito claras e didáticas para que as instruções sobre como agir em caso de acidente sejam compreendidas por todos.

Em uma gestão de crises, ter um plano de ação emergencial (PAE) que desenvolva uma orientação, bem como o funcionamento da mídia interna, sua mobilização e os procedimentos são fundamentais para sobrevivência da sua marca/organização.

Estamos juntos!

Em Gestão ESG , sem investimento não tem como obter resultado. Não se paga para ver em riscos socioambientais!

Dois CEOs, meus amigos, em uma festa ao descobrirem que estava de volta ao Brasil, me pediram auxílio, pois estavam gastando uma fortuna tanto na questão da segurança do trabalho, bem como na questão ambiental e problemas com as comunidades a sua volta!

Reclamavam dos custos de produção com os gastos com água e energia e inclusive um deles teve que parar a produção por uns dias, pois faltou água na fábrica, e o outro já tinha parado por causa de uma autuação do órgão ambiental e problemas sérios com as comunidades impactadas ambos queriam entender o porquê destes acontecimentos.

Pois segundo seus diretores e gerentes responsáveis da área tudo estava dentro dos conformes.

Fica difícil não atender ao pedido de amigos, ao mesmo tempo como profissional ao elaborador um diagnóstico de Sustentabilidade e QSMS-RS é sensível, confidencial, devem ser relatados fatos e evidências da situação que se encontra a unidade.

E eles poderiam não gostar ou ficar constrangidos com minhas observações

Os dois quiseram pagar meus honorários, já que sabiam que estava parado, mas recusei.

Amizade é mais importante e fui bem claro a eles que, ao final da auditoria, nada de cara feia com a minha pessoa.

Uma das fábricas era de grande porte, cerca de 700 colaboradores diretos e mais uns 200 terceirizados e consumia muita água na sua linha de produção.

Antes de realizar o trabalho pedi para reunir a equipe de sustentabilidade e QSMS-RS para uma conversa.

Quando corporativo e com longa experiência em visitar sites, toda vez que eu chegava a um novo projeto ou em um que já funcionava a anos, quando as pessoas sem eu falar nada já vinham justificando, reclamando e com atitudes pessimistas, com certeza estava pegando alguma.

E nessa reunião não foi diferente, só escutei lamurias sem realizar uma única pergunta.

O responsável da área desta fabrica (não existia o cargo de gerente ou diretor de Sustentabilidade e QSMS-RS) tinha a formação em segurança do trabalho e a equipe toda era de três técnicos de segurança, ninguém com formação ambiental e eram responsáveis por toda área.

Naquele momento tinham que renovar quatro licenças ambientais, as condicionantes estavam atrasadas há anos, outorgas com licenças expiradas, estação de tratamento de efluentes sem controle ou manutenção há anos.

Já tinham sido autuadas pelo órgão ambiental várias vezes, dois acidentes fatais em cinco anos e por aí foi. Gestão de Sustentabilidade e QSMS-RS nenhuma!

Na segunda fábrica, o quadro era bem parecido com a da primeira, só que esta possuía barragem de rejeitos.

Escutei de um dos diretores que os advogados resolviam essas broncas de meio ambiente e segurança do trabalho.

E que se pensasse em ser sustentáveis seria uma perda de tempo, pois com a crise ninguém pensa nesta questão (esta era a fábrica que havia parado por falta de água).

Perguntei sobre a situação e legalização das barragens, a reposta do responsável da área foi a seguinte: Depois do caso da mineradora lá de MG e PA foi um corre corre danado para legalizar, mas o diretor quando soube do preço achou caro e não fez nada!

Em ambas realizei meu trabalho, elaborei um plano de ação para resolver o mais rápido as pendências, conformidades, melhorar a eficiência do consumo tanto de água como de energia e uma estimativa de quanto poderia ser o investimento para solucionar todas as questões.

Confesso que fiquei com medo ao entregar as auditorias. Todos os dois foram muito educados comigo e a respostas foram as mesmas:

MUITO CARO O INVESTIMENTO

Agradeci e respondi com um pequeno comentário e uma pergunta.

Sem investimento não cobrem resultado do seu pessoal!

E o que sai mais em conta: Pagar 20 bilhões de reais para reparar os danos, responder civil e criminalmente pelo o acontecido ou investir em gestão de Sustentabilidade e QSMS-RS?

Na última festa que os encontrei, vieram falar comigo e me agradeceram mais uma vez.

E disseram que tinham pensando bastante e observado que a concorrência tinha uma visão estratégica quanto a Sustentabilidade e QSMS-RS e tinham resolvido a investir independentemente do cenário do momento.

UFA! Não tinha perdido os amigos.

Nunca é caro investir em Sustentabilidade e QSMS-RS.

Caro é pagar a reparação de um dano ambiental, tentar minimizar a perda de uma vida, recuperar uma comunidade destruída, tentar recuperar seu negócio quando é fechado e taxado de inimigo da sociedade.

PS: Pedi autorização a eles para escrever este texto

Estamos juntos!

A importância da auditoria de SASSMAQ para transportadores de produtos perigosos para boa gestão ESG.

O SASSMAQ possibilita uma avaliação do desempenho nas áreas de segurança, saúde, meio ambiente e qualidade das empresas transportadoras de produtos químicos que prestam serviços à indústria.

A avaliação pelo SASSMAQ não é obrigatória, mas sua aplicação gera um importante diferencial para as empresas certificadas pelo sistema pela comprovação de que oferecem serviços qualificados nas operações de logística.

Quando iniciei em plantas industriais há alguns anos, até então não possuía uma visão ampliada como gestor de Sustentabilidade e QSMS-RS, limitava a minha preocupação ao chão de fábrica/trecho e aos portos para escoação produto.

Com a legislação ambiental no passar destes anos cada vez mais rígida, evoluindo e sendo corresponsável tanto civil e criminalmente pelos acidentes ocorridos durante o transporte de nossos produtos ou matéria prima.

Aprendemos da maneira mais difícil, ou seja, lidando com muitos acidentes nas estradas em situações como derrame de produtos em qualquer que fosse o modal e, neste país imenso como o nosso onde logística de atendimento é extremamente complicada posso dizer que passamos por maus momentos.

Mas ganhamos experiência e entrou para nossa gestão de lições aprendidas, e é o que mais importa.

Passamos a pedir ao nosso departamento de logística a exigência as empresas transportadoras esta avaliação e a contratação de uma empresa que pudessem dar uma pronta respostam a estes acidentes.

Há anos atrás os japoneses obrigaram todos do mundo empresarial a rever seus conceitos de produção com a introdução dos sistemas de qualidade total.

Depois veio a globalização, a produção em cadeia, tornando a gestão da qualidade uma necessidade não de cada empresa individualmente, mas de toda a cadeia de produção e fornecimento de um determinado produto ou serviço.

A partir dos anos 70 unindo se a estas chegou à preocupação com responsabilidade ambiental através do conceito em ter um desenvolvimento sustentável, onde todos estão preocupados com a responsabilidade em não impactar não só meio ambiente, mas a sociedade também.

No dia a dia das decisões empresariais, por exemplo: a definição do o melhor preço para qualquer serviço basta só comparar as propostas para uma tomada de decisão.

Já a certeza sobre a qualidade ambiental do serviço que garanta o fechamento de um contrato de longo prazo, é outra estória e tem que ser avaliada e levada em conta pela área de Sustentabilidade e QSMS-RS antes da decisão final de escolha.

Ninguém hoje no mercado está disposto a prejuízos por conta de parceiros, não basta simplesmente dizer que tem qualidade no serviço prestado, mas também ser transparente e mostrar provas de que estão em condições de oferecer serviços qualificados através de não só de certificações obtidas juntas a organismos credenciados e respeitados, mas principalmente na questão ambiental, através de suas ações quanto às questões relacionadas à Sustentabilidade e QSMS-RS.

A normatização tem desempenhado um importante papel no sentido de demonstrar a capacitação de um fornecedor na hora da negociação de um contrato de serviço, mas para algumas atividades como, por exemplo, o transporte de produtos perigosos, não basta.

Cada vez mais as grandes corporações exigem dos seus operadores logísticos e empresas de transporte uma avaliação e certificação através do Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (SASSMAQ) e seus Kpis de QSMS-RS.

Esta avaliação é direcionada a operadores logísticos que atendem a indústria química, petroquímica e outros relacionados a produtos perigosos em geral.

Os segmentos Rodoviários e Terminais de Armazenagem de Granéis Líquidos já estão quase todos implantados, e o Ferroviário e Navegação estão em processo de desenvolvimento.

Sem dúvida é uma ferramenta que vem sendo utilizada na evolução para os serviços de logística, com potencial de gerar efeitos positivos para todos os agentes envolvidos.

Para os prestadores de serviços de logística, a aplicação do sistema é um importante diferencial de mercado pela comprovação de sua capacidade para operações seguras com produtos perigosos.

São avaliados os “elementos centrais”, compostos pelos aspectos administrativos, financeiros e sociais da empresa, e os “elementos específicos”, constituídos pelos serviços oferecidos e pela estrutura operacional.

A avaliação não é obrigatória, mas sua aplicação gera um importante diferencial para as empresas certificadas pelo sistema pela comprovação de que oferecem serviços qualificados nas operações de transporte.

O mercado exige e percebe se que cada dia está mais difícil transportar qualquer produto sem uma avaliação das ações quanto à responsabilidade ambiental.

Qualidade e tranquilidade que seu produto será entregue, sem a chance da noite para o dia, ver a imagem de sua empresa estampada em jornais ou na mídia em geral, como grande inimiga do meio ambiente por ter causado danos a este, devido acidente com sua carga, sem mesmo ser responsável pelo transporte.

É o que nenhuma empresa deseja neste momento onde todos estão preocupados em demonstrar a sociedade sua participação e preocupação com a responsabilidade sócio ambiental.

Vejam os exemplos recentes com acidentes ambientais assistidos na mídia.

Estamos juntos!

Prontidão e Resposta a emergência ambiental em seu SGA! Tudo certo?

Esses dias um cliente no qual acabamos de implementar o SGA, liga, sua diretoria não entendia a importância de identificar os cenários para a elaboração do seu PAE ambiental (Imagina, depois de Mariana, Brumadinho ou em ” N” derrames de óleo).

E pediu uma ajudinha para uma reunião, senti que talvez fosse a dúvida de muitos, nesse intuito é o nosso texto de hoje.

Utilizamos o BOW TIE para demonstrar a diretoria e foi um sucesso, às vezes é preciso desenhar mesmo  e nada como um bom BOW TIE

O que é requerido pela ISO 14001 quando ela discute prontidão e resposta a emergência?

Esta questão é frequentemente um problema para muitos e a seriedade e a importância que tem que se olhar.

Obviamente, há uma necessidade de se ter planos para prontidão e resposta a emergências, mas por onde você começa?

 Que tipo de emergências você precisa tratar?

Quão detalhados seus planos precisam ser?

Espero poder esclarecer;

Olhe para os seus aspectos ambientais primeiro.

Basicamente, se há uma emergência onde um impacto socioambiental ocorre, a organização precisa ter planos disponíveis para lidar com esta situação para evitar ou minimizar danos ambientais.

De forma a decidir quais situações antecipar, é melhor olhar para os aspectos ambientais que você identificou anteriormente em sua implementação do seu SGA.

Uma vez que os aspectos ambientais são quaisquer partes do seu processo de sua organização que poderiam interagir com o ambiente, positive ou negativamente, é importante notar como o aspecto causa um impacto.

Obviamente, você não precisa fazer planos para uma resposta a emergência quando o impacto ao ambiente é positivo, mas apenas quando ele é negativo.

Parte da identificação é indicar se você controla o aspecto ou meramente tem influência sobre ele. Isto é importante, uma vez que você precisa ter controle sobre o aspecto de forma a criar um plano de emergência e responder a ele.

Esta é provavelmente a parte mais útil da identificação de aspectos quando se trata de identificar a necessidade por prontidão para emergência.

Se o aspecto foi identificado como significativo, tal como o potencial para um grande incêndio em um processo, então isto é uma indicação de que você precisa ter um plano de resposta a emergência pronto em caso de um derramamento de óleo ocorrer.

Se o incêndio em potencial for pequeno, e o combustível em chamas tiver apenas um impacto pequeno no ambiente (tal como álcool queimando ao invés de borracha de pneu), então o aspecto pode não ter sido identificado como significativo e um plano de emergência pode não ser necessário (ou seria muito mais simples do que um plano para um incêndio de maiores proporções).

O que é necessário em um planejamento de emergência?

A primeira coisa requerida é ter um procedimento para como você identificará as situações potenciais de emergência.

Este procedimento pode ser documentado ou não, como determinado pela organização, mas deve ser adequadamente usado de forma que seja entendido pelos empregados que precisem usá-lo.

Você então precisa decidir, usando o procedimento, que situações potenciais existem. Após decidir que situações potenciais de emergência você tem, incluindo acidentes em potencial que poderiam impacto o ambiente, você precisa decidir como você responderá a eles.

Como declarado anteriormente, a resposta deveria ser comparável a quão significativa a situação poderia ser.

Planos para um grande derrame de um produto químico potencialmente danoso (tal como o despejo de um barril de ácido) pode implicar em ter em mãos suprimentos que lhe permitirão conter e limpar o derramamento incluído respiradores, roupas protetoras e uma equipe de indivíduos habilidosos e treinados que possam remover com segurança o derramamento com o mínimo de impacto ao ambiente.

Reciprocamente, planos para um derramamento pequeno de muitos produtos químicos inofensivos (tais como uma garrafa muito pequena de álcool) podem ser tratados com menos detalhes e menos preocupações de segurança.

Após decidir como responder, esta resposta precisa ser documentada de tal forma que ela possa ser usada e entendida.

Isto novamente não precisa ser um procedimento documentado, mas precisa estar em tal forma que aqueles na organização que precisem dele possam usá-lo de forma consistente.

 Os procedimentos precisam ser revisados periodicamente, e revisados quando necessário para assegurar que você tem um plano que funcionará de forma consistente.

Por último, a norma requer que estes planos sejam usados quando uma emergência real ocorra, que é claro o ponto de se tê-los.

Após um incidente efetivo ocorrer, também é importante tempo para rever o procedimento com relação a quaisquer erros ou melhorias que possam ser necessárias.

Dependendo da significância dos impactos, também é requerido testar os procedimentos sempre que puder (Simulados)

Esteja preparado para reduzir seu risco de dano ambiental, SEMPRE!

Uma das principais razões das organizações implementarem um SGA com base na ISO 14001 é controlar os riscos ambientais associados com as atividades delas.

 A identificação de aspectos ambientais é fundamental na a avaliação e gestão dos riscos, e a prontidão e a emergências provê a garantia de que você será capaz de responder caso o risco se realize e permita a você reduzir o impacto ambiental de seus riscos realizados.

Isto é do que se trata a implementação do SGA

Estamos juntos!

Sua organização precisa de um Diretor de ESG?

Se você acha que não, cuidado, o mundo corporativo e sociedade com sua conscientização e anseios já mudaram faz tempo.

Se sim, o que está faltando????

Aqui escreve um ex  Head de ESG/ QSMS-RS & Sustentabilidade e agora de regresso ao Brasil gostaria de dividir minha visão depois de 25 anos como expatriado.

Organogramas normalmente possuem caixinhas para determinar as chefias na corporação, seja para diretor executivo (CEO), diretor financeiro (CFO), diretor de operações (COO) e também para indicar posições de responsabilidade sênior para áreas de operações e estratégicas.

No entanto, algumas organizações que possuem um compromisso explícito de práticas de negócios sustentáveis, ainda não concederam a mesma posição sênior para a pessoa responsável por essas iniciativas tanto de Sustentabilidade como de QSMS-RS.

Observam se muitos cargos de analistas, supervisores e alguns gerentes, mas cargos de diretoria ainda são poucos para a grande quantidade de empresas existentes no Brasil, independente da atividade econômica e tamanho.

Quando a responsabilidade da posição deveria estar ligada ao CEO e ao Board dando suporte na viabilidade do negócio tanto na parte de compliance de QSMS-RS, como na parte das ações de Sustentabilidade.

Em outros países há um número crescente diretores de sustentabilidade (CSO) reportando ao CEO e ao conselho.

Mas ainda lamentavelmente, para muitas organizações a questão sobre sustentabilidade e QSMS-RS somente é vista como qualquer outro setor na organização.

Não sendo percebida com uma visão ampliada do negócio ou responsabilidade estratégica como compliance e governança.

Assistimos alguns acidentes ambientais nestes últimos meses no Brasil, e no mercado global equívocos na questão de um produto ser sustentável e que na realidade não passava de mais um caso de famoso Green washing.

Percebe se claramente a falta de responsabilidade quanto à questão de sustentabilidade e QSMS-RS nestes casos.

“O green washing é a prática de utilizar a publicidade para promover um compromisso com a sustentabilidade, mas que não possui nenhuma evidência real na prática operacional”.

Algumas empresas em seu marketing dizem as coisas certas nas questões de Sustentabilidade e QSMS-RS, mas na realidade não realizam nenhuma alteração significativa em suas práticas de negócios que suportem a esses compromissos.

Casos como estes, temos vários a todo o momento. Será que o pessoal de marketing ou comunicação corporativa ainda acredita que cartazes com colaboradores sorrindo ou segurando uma plantinha influenciam a opinião da sociedade?

Com base nisso, muitas empresas não realizam a necessidade de apoiar as iniciativas de sustentabilidade e QSMS-RS com uma estrutura organizacional formal e com métricas operacionais (Kpis).

A área de conformidade pode certificar que a empresa não está quebrando nenhuma regra (depois dos acontecimentos todos falam de compliance agora!), e a área comercial certificar de que estão a promovendo todos os esforços de um bom relacionamento com a comunidade em nome da sustentabilidade e responsabilidade social empresarial (RSE).

Mas…. Desde que não excedam o que for exigido por lei e indo além da conformidade ordinária.

Mas felizmente a realidade está mudando, o mercado é cada vez mais competitivo e como se fala nos círculos de gestão, “existem dois tipos de empresa: as rápidas e a mortas”. Isto geralmente se refere ao um pré-requisito absoluto para a agilidade a fim de manter o sucesso do negócio, a capacidade de ver as tendências no horizonte e agir rapidamente para aproveitá-los.

Se o acima não convence, vejamos:

As organizações precisam estar preparadas para atuar nem futuro de poucos recursos naturais, por volta de 2030 estima-se que haverá no mundo uma população ao redor de 9 bilhões de pessoas, pressionando a demanda por energia, água, alimentos e o uso da terra.

Como consequência, o meu e o seu planeta enfrentará uma intensa pressão por recursos naturais. “Isso significa maior competição por recursos e os CEOs terão de fazer uma avaliação mais crítica dos cenários para se antecipar a possíveis crises”, os fatos por si só já estão presentes para testemunhar.

Hoje temos falta de água em São Paulo e empresas gritando por energia.

Imagine quem não tomar iniciativas quanto à sustentabilidade, quando estes recursos estiverem mais escassos.

Observa se um crescimento das ações de sustentabilidade em algumas empresas independente do porte e não se pode negar. Sem dúvida é impulsionada por consumidores que cobram cada vez mais uma atividade produtiva voltada para a minimização de impactos no meio ambiente.

Bem, como não tem volta à questão de Sustentabilidade e QSMS-RS, e é uma questão uma visão estratégica de sobrevivência. Vale a pena levantar algumas situações a quem ainda não este totalmente convencido e ainda insiste em green washing.

Quem na organização dará suporte ao CEO e ao conselho sobre o resultado das metas em questão de eficiência, redução de custos, e os Kpis quanto ao retorno do investimento na área de Sustentabilidade e QSMS-RS?

Atualmente, são mais de 35.000 normas, leis e etc., relacionadas à questão ambiental, segurança do trabalho, saúde ocupacional e responsabilidade social. Quem irá realizar a gestão das obrigações destas?

Conquistar a preferência dos investidores e instituições financeiras com iniciativas de Sustentabilidade e QSMS-RS?

A sociedade já não está mais disposta a se contentar somente com slogans de publicidade sobre questões de Sustentabilidade.

Não basta ter só um departamento de Sustentabilidade e QSMS-RS, mas tem que mostrar seu comprometimento efetivo.

Mentira tem pernas curtas, depois que uma imagem empresarial é arranhada, não se recupera mais!

Clientes, parceiros e investidores agora esperam ver compromissos sérios, transparentes e firmes, divulgações dos relatórios de sustentabilidade e querem saber como a empresa é realmente comprometida.

Empresas pegas em fraudes ou onde aconteceram os desastres ambientais possuem websites espetaculares e com missões e valores e etc.? Como aparecem agora perante o público?

Se a empresa planeja incorporar práticas em negócios sustentáveis como um valor fundamental a ser agregado, também deve abraçar a responsabilidade de um compromisso público com resultados tangíveis.

Criar um cargo de diretor de Sustentabilidade e QSMS-RS (CSO) em uma organização independente do tamanho, mas sem ter nada, pode parecer que você está tentando correr antes de dar primeiro passo, mas sem dúvida é o início de um longo caminho a seguir.

E por onde começar?

A conformidade em QSMS-RS é um ótimo lugar.

Promover ativamente o fato que você dedica tempo e recursos para a manutenção da conformidade com as normas e regulamentos pode ser um bom primeiro passo no seu caminho para a sustentabilidade.

Essa conformidade envolverá todos os departamentos que são objetos de regulamentação, desde compras até a entrega do produto ou serviço final.

Nesse sentido, a sustentabilidade e QSMS-RS agem como um mecanismo de gerenciamento de risco.

O próximo passo pode ir além da conformidade básica, pode ser: melhorar a eficiência energética e na redução de custos através de criatividade e inovação incorporando maior sustentabilidade ao produto.

Mudança para a energia eólica, energia solar ou utilização de biomassa como fonte de energia e etc. Para reduzir as emissões de carbono seriam bons exemplos.

Isso irá permitir a diferenciação de marca e identificação de oportunidades de negócios.

Para obter uma vantagem estratégica, no entanto, implicaria uma transição formal para a sustentabilidade como um valor fundamental a ser agregado na cultura da empresa.

Produtos e serviços que você oferece aos seus clientes precisam realmente refletir seu compromisso com as ações de Sustentabilidade e QSMS-RS.

Isso normalmente envolve inovação, ao começar a redesenhar os produtos existentes, serviços, gestão e metodologias de engajamento, além de ampliar suas ofertas.

Tudo isso posto, acredito que você pode estar pronto para abrir essa vaga de Diretor de ESG  ou Sustentabilidade e QSMS-RS  na sua organização.

Estamos Juntos!!!

 As emissões do Escopo 3 continuam sendo um mistério e, é na cadeia de valor onde mora o perigo!

Antes os investidores estavam procurando organizações  para reduzir apenas as emissões operacionais (Escopo 1) e as emissões indiretas das compras de energia (Escopo 2).

Mas agora, eles estão mudando seu foco para toda a cadeia de suprimentos do negócio.

Os investidores ESG estão procurando organizações que sejam capazes de mudar e se comprometam a alcançar as metas climáticas.

Assim, a principal questão que eles têm diz respeito a todas as atividades que as empresas estão fazendo ou não relacionadas às emissões.

Isso significa que a importância das emissões do Escopo 3 também é de alto interesse.

 Na verdade, muitas empresas têm emissões de Escopo 3 que representam mais de 70% de sua pegada total.

Enquanto algumas empresas estão usando um padrão de renome e mundial para medir e gerenciar as emissões de GEE das empresas e suas cadeias de valor.

Ele identifica “bens e serviços comprados” e “uso de produtos vendidos” como os mais vitais.

Muitas empresas estão estabelecendo metas líquidas zero” NET ZEO “, levando em conta apenas as emissões de escopo 1 e escopo 2, devido aos seguintes desafios;

  • A coleta de dados do Escopo 3 é muito difícil investidores e organizações geralmente têm cadeias de valor complexas, incluindo fornecedores, clientes, empréstimos e investimentos que abrangem diferentes países e setores.

 Coletar dados de todas essas conexões diretas da cadeia de valor é um grande desafio.

  • As cadeias de valor muitas vezes se sobrepõem, levando facilmente à dupla contagem .

O rastreamento das emissões de GEE do Escopo 3 sem dupla contagem representa um desafio significativo e requer uma abordagem de medição adequada.

  • Atribuir emissões dentro de grandes cadeias de valor é uma tarefa desafiadora.

As cadeias de valor de hoje incluem vários níveis de fornecedores e clientes, tornando a definição de limites da cadeia de valor e a atribuição de responsabilidade entre os parceiros da cadeia de valor uma questão assustadora ao medir as emissões do Escopo 3.

A comunicação das emissões do Escopo 3 em breve será um requisito para as organizações obrigadas nos regulamentos da  união europeia e com certeza já se espalha pelo mundo .

A partir de 2021, o Regulamento de Divulgação de Finanças Sustentáveis da UE (SFDR) entrou em vigor, impondo a divulgação ESG obrigatória aos Participantes dos Mercados Financeiros.

Os investidores devem relatar quantitativamente os Principais Impactos Adversos de suas carteiras.
A partir de janeiro de 2023, será obrigatório inclusão das emissões do Escopo 3.

Estamos juntos

Como o hábito, uma cultura organizacional é uma ferramenta poderosa ou um obstáculo para melhorar o desempenho .

As culturas influenciam as crenças e comportamentos dos novos membros e devem ser gerenciadas para um desempenho inovador em qualquer categoria operacional.

Culturas podem ser compreendidas, medidas e gerenciadas.

 Muitos escreveram sobre o papel óbvio que as crenças e comportamentos desempenham na cultura.

 O objetivo deste texto , não é ensinar aos colegas , é fornecer alguma direção inicial sobre como moldar a cultura.

Percepções criam atitudes e influenciam decisões

Quando os indivíduos se juntam à sua organização, eles têm percepções existentes, como:

“Eu acredito que é uma boa ideia parar o trabalho por uma preocupação com a segurança”.

Sua cultura existente também tem percepções, que muitas vezes se tornam crenças culturalmente .

Quando alguém tem uma crença positiva em relação a algo, muitas vezes o que se manifesta é uma atitude positiva.

O oposto também é verdade.

 Se um colaborador  acredita que a liderança não apoia os esforços de melhoria da segurança devido à crença de que a produção tem prioridade, é provável que uma atitude negativa em relação às iniciativas de segurança seja exibida.

Se um colaborador perceber que a liderança não apoiará as decisões de adesão aos esforços de segurança, ou interromperá o trabalho por uma preocupação de segurança identificada e seus pares se sentem semelhantes, é duvidoso que, quando a oportunidade se apresentar, ele tome medidas.

 Se, no entanto, um colaborador sentir que os dados de quase-erro são usados efetivamente e relatar tais informações é “a maneira como fazemos as coisas por aqui”, ele será fortemente influenciado a tomar a decisão de relatar quando um evento livre de lesões ocorre.

 O que um indivíduo ou grupo de indivíduos percebe desempenhará um grande papel nas decisões de cutucar.

Decisões criam expectativas de comportamento

“Toda decepção é baseada em um nível definido de expectativas.”

 É importante lembrar deste velho ditado.

 Quando um colaborador decide intervir por uma preocupação de segurança, relatar um quase erro ou se voluntariar para uma iniciativa de segurança, eles estabelecem um grau de probabilidade do que ocorrerá após esse comportamento.

As decisões são tomadas com as consequências antecipadas que seguirão o comportamento em mente.

A menos que o indivíduo seja um glutão para punição, humanos normais e racionais não tomam decisões sabendo que resultará em uma consequência indesejável.

Se as decisões de ajudar um novo colaborador, realizar uma observação de trabalho ou sugerir uma nova solução inovadora forem apoiadas e reconhecidas por um supervisor, os comportamentos desejáveis são prováveis.

Comportamentos Resultam em experiências que produzem histórias

Quando alguém toma medidas e se comporta de uma certa forma resultando em uma experiência negativa, histórias são contadas a outros em toda a organização que confirmam (+) ou conflitam (-) com o indivíduo existente ou percepções compartilhadas.

Além disso, as experiências negativas são conhecidas por serem mais virais do que experiências positivas.

 Quanto pior a experiência, mais pessoas saberão sobre isso.

Histórias são as características tribais de uma cultura organizacional.

Sejam formais ou informais, são a influência mais eficaz nas decisões e comportamentos.

Medição e Gerenciamento

Através de um processo de mapeamento, percepções, decisões, comportamentos e histórias foram medidas em muitas organizações.

 Lembre-se, uma medição imprecisa das coisas certas pode muitas vezes ser mais de valor do que uma medição precisa das coisas erradas.

Os principais indicadores de mudança de cultura podem ser desenvolvidos, começando por responder às seguintes perguntas.

 Isso pode ser determinado através de conversas, pós-evento ou durante uma observação da prática de trabalho.

  • Quais são as percepções atuais?
  • Que percepções seriam desejáveis?
  • Que decisões as pessoas estão tomando atualmente?
  • Que experiências estão moldando as percepções, decisões, comportamentos e histórias atuais em sua organização?
  • Quais comportamentos seriam desejáveis e qual é a frequência necessária versus a frequência real de ocorrência?
  • Quais comportamentos as pessoas precisam mostrar (situação ou por nível) para criar as experiências que moldam as histórias e percepções?
  • Quais são as histórias atuais? Classifique-as em uma escala de negativo para positivo.
  • Quem tem a voz mais influenciadora? Os indivíduos moldando a organização com histórias de experiências positivas, ou os pessimistas trabalhando duro para manter a percepção do status quo?

As culturas são uma das principais razões pelas quais novas iniciativas têm sucesso ou falham.

Organizações de alto desempenho percebem que a mudança de cultura é a responsabilidade central dos líderes seniores .

O sucesso na carreira de um executivo não será julgado por contribuições individuais.

O sucesso é medido pela capacidade de impulsionar mudanças positivas e necessárias, criar um desempenho inovador e sustentar os resultados.

A cultura é o último mecanismo de sustentabilidade, trabalhando duro para manter o status quo; ou se for influenciado adequadamente, será a melhor ferramenta que o executivo tem disponível.

Estamos juntos

Gerenciando o Risco Socioambiental da sua organização, “ESG “não é para amadores!

Alguns anos, um gigante mundial de produção de cereais resolveu dar de brinde um brinquedinho dentro de seus pacotes, foi um sucesso inclusive foi lançado junto com um filme.

Só que esta organização foi pega de surpresa por uma enxurrada de críticas e ações populares por este brinde, pois continha uma bateira que possuía mercúrio (altamente toxico).

O estrago estava feito, como em qualquer desses casos, a marca quando lembrada estava associado ao caso.

Fora ter que ressarcir os que tinham comprado o pacote com o brinde, pagou pesadas multas e teve sua exposição à mídia manchada.

Na mesma época, uma cadeia de restaurantes respirou aliviada perante o acontecido, pois já tinha identificado o mesmo problema do mercúrio(bateria) antes de lançar seus brindes.

A equipe de sustentabilidade através de análise crítica de processo onde buscavam elementos que podiam causar impactar sócio ambiental já havia condenado.

Quando você possui uma grande marca com valor intangível, o departamento de sustentabilidade tem a responsabilidade de reduzir os possíveis impactos sócios ambientais que vão desde embalagem, fornecedores e até o lixo, através de uma análise de risco socioambiental bem criteriosa do processo.

É uma questão de sobrevivência neste mercado competitivo e com uma sociedade preocupada com os impactos socioambientais.

Há pouco tempo tivemos o caso de uma marca famosa de roupa acusada de trabalho escravo e uma marca de carro que se dizia reduzir as emissões de carbono em seus carros.

Não preciso esticar quanto às consequências desta denúncia uma vez vindo a público.

O número de produtos e serviços sendo expostos em supermercados e na mídia que se dizem ecológicos ou sustentáveis tem aumentado consideravelmente.

É cada vez mais fácil encontrar produtos no mercado comprometidos com o meio ambiente, bem como empresas que dizem serem comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Muitos são evasivos e só dizem que são, mas não mostram por que, onde ou como.

Muitas empresas usam a chamada “maquiagem verde” sem explicar o que realmente estão fazendo a favor do meio ambiente.

Uma publicidade pode ser totalmente correta e mesmo assim ser enganosa, como por exemplo, quando omite algum dado essencial.

O que fora anunciado é verdadeiro, mas por faltar o dado essencial, torna-se enganosa por omissão.

 Normalmente, é essa a intenção da “Maquiagem Verde” ou Green washing.

Com a consciência aumentando a cada dia pela sociedade sobre o que é realmente ser sustentável, tem aparecido situações embaraçosas para muitas marcas e até mesmo profissionais, quando questionado sobre suas empresas.

Realizando auditorias de Sustentabilidade por anos, ainda fico realmente impressionado como existem vários produtos que a famosa maquiagem verde e relatórios GRI que precisam…, bem deixa para lá.

Situação desagradável e vexatória.

Em época de lava jato, desastres ambientais, imaginem como deve ser desconfortável para essas empresas a exposição de sua marca.

Ser exposta em rede nacional por um órgão fiscalizador manifestando que sua rotulagem ambiental é considerada uma propaganda enganosa com Maquiagem Verde e dando o direito de se defender e estas não conseguem, sem dúvida é desconfortável e uma vez com a imagem arranhada, perde se credibilidade e valor de mercado se está presente no índice de sustentabilidade da bolsa de valores.

Que os departamentos de marketing e comunicação estejam em alerta quanto a informações divulgadas de suas marcas e que busquem estar alinhados com o departamento de sustentabilidade e QSMS-RS, questionando a estes os resultados de seus trabalhos.

Já mencionei em outros textos, que a sociedade não compra mais a ideia de ver cartazes sobre sustentabilidade, ambientes seguros para seus colaboradores, com funcionários sorridentes ou plantando árvores.

Em uma situação, onde participei como palestrante ao final do evento fomos para mesa de debates. Quando foi aberto a perguntas, iniciou se um questionamento com um dos membros da mesa, vindo de um dos participantes.

Este questionava ao participante da mesa sobre a instituição financeira em que ele representava que se dizia em sua propaganda ser sustentável e preocupada com o meio ambiente.

O colega da instituição ficou em uma situação complicada, com as perguntas realizadas como: Onde uma instituição financeira poderia ser sustentável? Quais as ações concretas? Quais são os Kpis de Sustentabilidade da organização? Reduziram o consumo de água das agências? Pegada de carbono? Kpis de segurança do Trabalho? Reclamações das comunidades?

E por aí foi, não vou me alongar no martírio que foi do colega em tentar se explicar, até por que sobrou para outro da mesa que representava uma empresa que tinha fama de ser sustentável, mas recém tinha sido autuada por despejos químicos afetando uma comunidade, imaginem como terminou o debate.

Gestores ESG tem que estar atento a suas ações, análises de seus resultados e estarem bem alinhados com seus respectivos departamentos de marketing e comunicação.

Dizer em seu produto ou em propaganda de sua empresa que é sustentável, eco friend, possui selo verde, acidente zero e sem acidente ambiental não é o suficiente e se faz necessário mostrar. “SER E PARECER!”

Se não provarem com dados e ações concretas. Podem passar vergonha perante o público, fora as consequências econômicas.

E haja propaganda e malabarismos da comunicação para reverter à situação.

Se é que conseguem.

Estamos juntos!

Listas de verificação salvam vidas e ajudam a prevenir erros críticos

As chances são altas de que você já usou uma lista de verificação antes.

 Seja comprando material escolar, seguindo uma receita ou verificando uma lista de tarefas, uma lista de verificação é uma ferramenta aparentemente simples, mas altamente eficaz.

E não podemos esquecer está la como sugestão na ISO 31010!

O início do uso das listas de verificação começa durante as guerras mundiais bem especificamente nas operações da força aérea, que remonta à década de 1930.

Há pouco mais de 90 anos, em 30 de outubro de 1935, a Força Aérea estava realizando um voo de demonstração para o protótipo do Modelo 299 B-17 da Boeing, conhecido como “Fortaleza Voadora”.

Os pilotos de teste empurraram os controles do motor para a potência máxima, mas quando o avião começou a subir, seu nariz arremessou.

 “Com seus motores em plena potência, o bombardeiro entrou em uma subida alarmantemente íngreme e parou algumas centenas de metros acima do solo.

 Ele realizou uma graciosa meia pirueta e apontou direto para o chão”, observou o comando.

 A investigação concluiu que o acidente, que matou dois dos cinco tripulantes, foi um erro do piloto.

 A nova aeronave tinha travas de controle no cockpit que os pilotos simplesmente esqueceram de desbloquear.

Os pilotos são um excelente exemplo da eficácia das listas de verificação.

Há mais de quatro listas de verificação que a tripulação do cockpit passa antes de qualquer voo em um Boeing 737 hoje.

 Após a tragédia, o manual de voo usado durante a Segunda Guerra Mundial afirmou que é “absolutamente essencial que a lista de verificação do cockpit seja usada corretamente pelo piloto e copiloto o tempo todo”.

30 de outubro foi agora nomeado Dia Nacional de Checklist.

Acredito firmemente em listas de verificação.

 Na verdade, as checklists são uma das quatro principais ferramentas de comunicação que discuto nos meus workshops e aulas em gestão de risco.

 Outros incluem programas de treinamentos, procedimentos e processos , mas eu tenho uma queda pelo check list e o BOW TIE , gosto não se discute rsrsr

Apesar de pessoalmente usar checklists para tudo, uma vez tive um “erro de usuário” quando estava viajando.

O meu exemplo não é tão importante quanto com pilotar um avião, mas vamos dissecar o incidente.

Realizo muitas palestras, workshops tanto sobre ESG ,bem como gestão de riscos, BOW TIE e outros.

No meu tempo livre sou fã de motos e mergulho.

 Às vezes minha vida pessoal e profissional se cruza, e posso sair um dia ou dois mais cedo e mergulhar antes de realizar um workshop ou palestra

Minha lista de verificação para um workshop de BOW TIE por exemplo tem muitos itens, desde colocar um novo pacote de post-its na minha bolsa até verificar meu carro alugado e garantir que eu tenha meus antialérgicos para a viagem.

Combinado com a minha lista de mergulho por exemplo, há quase 100 coisas que precisam ser verificadas para viagem (Não é TOC tá!)

No meu exemplo da vida real, quando cheguei ao aeroporto para uma palestra e viagem de mergulho, percebi que tinha esquecido minha identificação, que é obrigatória para embarcar.

Na realização da análise da causa básica rsrsrsr, é importante pensar no impacto.

Neste caso, quase impactou a parte de mergulho da minha viagem.

 A realidade é que “Traga sua carteira” não estava na minha lista.

Minha história tem um final feliz.

Minha esposa trouxe minha carteira para o aeroporto e quaisquer consequências graves, como perder meu voo e ter que remarcar a oficina ou ter que pular a parte de mergulho da viagem, foram evitadas.

Por causa das melhorias no processo que fiz, não esqueci minha carteira desde então.

O uso efetivo de seus sistemas é fundamental

Checklists são ferramentas maravilhosas quando usadas de forma eficaz.

Sua lista de verificação deve ser clara e simples de usar, e deve ser usada diligentemente.

Estamos juntos 

Passivo Ambiental e Remediação de áreas impactadas, o responsável pode ser você!

Esta manhã, atendo uma ligação de uma empresária que tinha assistido a matéria sobre os valores pedidos pelo MPF ao responsável e aos corresponsáveis pelo desastre ambiental da Mineradora e de derrame de óleo em uma praia (esqueceu das prisões, ou melhor, não deu importância, mas tudo bem)

Ao mesmo tempo em que estava assustada com valor pedido sobre a questão do passivo e a remediação do impacto, comentava que na mesma notícia dizia que nada ainda havia sido pago!

E começou a questionar se a lei funciona ou não, o poder judiciário etc., e se valia a pena correr o risco, já que está comprando uma área para expansão do seu negócio e existe uma forte suspeita da existência de um passivo e se fosse verdade queria buscar uma empresa baratinha para resolver a questão.

Respondi que não valia a pena correr o risco, e que deveria realizar uma due diligence investigativa ambiental antes de concretizar o negócio e depois escolher uma empresa com responsabilidade perante o assunto, que considero extremamente delicado caso fosse necessário.

Chamei atenção para que relembra se alguns casos que eu tinha apresentado durante minha palestra em um evento no qual ela estava presente.

Mencionei que em um mundo de transparência e informações de baixíssimo custo, fica cada vez mais claro identificar quem é responsável pelo que.

Ser flagrado por ser fonte de poluição, descarte de substância toxica, fica fácil com os meios de mídia que temos hoje.

Mesmo assim a dúvida por parte dela persistia.

Talvez pensasse que queria vender serviço.

Continuei então……..

Mesmo que as notícias diziam que a mineradora não tinha pagado nada ainda, e der repente não pagasse!

Que raciocinasse comigo nas seguintes questões:

Quanto custa a imagem da empresa depois de ser flagrada em um crime ambiental? Será que a empresa vai ter licença para operar (Licença Social) de novo? Quanto uma seguradora vai cobrar para fazer o seguro? Qual a instituição financeira vai querer emprestar? 

Quer corre o risco? Não conte com minha aprovação!

Ficou um pouco chateada comigo, mas acredito que a convenci (assim espero).

Estamos assistindo empreendimento novos surgindo, aquisições e fusões. O país está barato, segundo os economistas de plantão.

Muitas empresas estrangeiras estão chegando, se instalando e algumas nacionais de certos segmentos, apesar do cenário atual estão em franca expansão.

Muitas empresas estão sendo adquiridas, bem como novas áreas também, e não existe um histórico de que forma foram tratadas as questões ambientais e seu gerenciamento de risco no passado.

Não podemos ignorar a vida útil das instalações, equipamentos e tubulações que fazem parte do pacote de compra, que podem estar comprometidos.

Não é à toa que alguns acidentes ambientais onde foi constatado vazamento proveniente de antigas estruturas já vêm refletindo no aumento das estatísticas das listagens de áreas contaminadas, segundo informações divulgadas por órgãos ambientais.

A falta de gerenciamento dos resíduos tóxicos ao longo desses anos também agravou o problema deste grande passivo ambiental e não temos a menor ideia da realidade da situação.

Podemos imaginar o que está espalhado pelo país de baixo do tapete, ou melhor, enterrado em algum lugar, no fundo de um rio/lago ou até mesmo na esquina que passamos todos os dias e não nos damos conta.

Diversos casos envolvendo contaminação e remediação do solo mal elaboradas em várias indústrias e aterros vieram a público e estarreceram a sociedade tanto no Brasil como no mundo a fora.

E as empresas foram responsabilizados pelos danos ao meio ambiente e a comunidade.

Fica uma dica para os gestores da área, muitos casos destes que mencionei acima, a causa raiz do problema foi a falta de verificar de quem estava manuseando ou prestando serviço no gerenciamento do risco da coleta dos resíduos ou da remediação, e descobriu se que estas prestadoras não tinham a mínima condição de realizar o trabalho proposto.

E quem pagou a conta…? A empresa onde originou o passivo!

As empresas e principalmente seus gestores de QSMS-RS e Sustentabilidade necessitam estar alerta para quem está batendo a sua porta e se prontificando a recolher seu resíduo ou remediar o seu passivo.

É necessária uma auditoria de quem vai realizar este trabalho e deve se questionar sempre: Quem é a prestadora que vai coletar e remediar quanto a sua experiência em trabalhos similares, quem é o corpo técnico etc.

Empresas têm sido interditadas pelo motivo de ocultação de passivo ambiental e agora começam a aparecer remediações malfeitas e os empresários estão pagando a conta.

E por que a empresa pode vir a ser responsabilizada?

O entendimento do problema está no conceito legal de poluidor indireto.

A lei n◦ 6.938/81, que institui a política nacional do meio ambiente, define poluidor como toda a pessoa física ou jurídica responsável, direta ou indiretamente, pela degradação ambiental.

A legislação entende que o poluidor é sujeito ao pagamento de indenização e outras penalidades.

Dependendo do tamanho da pluma e do nível de contaminação do solo e uma remediação malfeita, uma área adquirida pode se tornar inabitável.

Fora as multas que são altíssimas e indenizações a terceiros, existe ainda a possibilidade de responder criminalmente.

Coleta de resíduos perigosos e remediação de áreas impactadas tem que ser elaboradas por empresas que realmente tem capacidade técnica para realizar.

Não se deve delegar tal serviço a qualquer empresa.

Um bom gerenciamento de risco deste trabalho deve ser acompanhado de perto pela empresa contratante, e a contratada deve ser auditada antes, durante e depois do serviço, pois mesmo depois de efetuado todo o trabalho existe a responsabilidade sobre o destino dos resíduos gerados pela remediação.

Se não, quem paga conta é você! A lei é bem clara.

Estamos juntos!

 

 

 

Como identificar os riscos ESG na sua cadeia de suprimentos !

Na jornada de gerenciamento de riscos do ESG , não existe zona de conforto ,a seguir algumas sugestões baseadas em nossa experiencia .

Apesar da crescente pressão das partes interessadas, muitas empresas ainda não têm uma compreensão da conformidade, potenciais riscos e impactos de sua cadeia de suprimentos.

 Estamos observando em nossa consultoria implantando o ESG  com nossos clientes, a falta de uma gestão de riscos na sua cadeia de fornecedores .

Ao mesmo tempo  acreditamos que as organizações estão em uma jornada de gestão de riscos com seus fornecedores em fase de amadurecimento.

O objetivo final desta jornada é integrar a gestão sustentável de fornecedores em seus negócios, a fim de criar cadeias de suprimentos mais transparentes, responsáveis e livres de riscos.

O risco da cadeia de suprimentos pode ser classificado como operacional, financeiro, regulatório e reputacional.

São fatores muito fortes para a adoção de práticas mais sustentáveis da cadeia de suprimentos.

 O principal risco que garante a ação em todos os níveis de uma organização é financeiro, e pode-se argumentar que os riscos operacionais, regulatórios e reputacionais afetam todos os resultados se eles não forem realizados.

A jornada de gestão de riscos ,nunca é tranquila !

Quando falamos sobre a jornada de gestão de riscos, o que queremos dizer é que todos os tipos de riscos são considerados e abordados em cada etapa do processo de engajamento e gestão de fornecedores.

 Em todas as etapas desta jornada, o risco é um fator chave para a melhoria do desempenho e, como tal, deve ser incorporado em todos os processos e decisões , a fim de destravar os benefícios estratégicos e operacionais de relações mais simbióticas dos fornecedores.

Quando nos envolvemos com nossos clientes, procuramos tornar fornecedores engajados e identificando e remediando o risco o mais simples possível.

Como em qualquer projeto, dividi-lo em fluxos de trabalho gerenciáveis ajuda a simplificá-lo e garantir o progresso contínuo.

 A  jornada de risco é um reconhecimento dos riscos potenciais que você deve estar ciente em todas as etapas da criação de um programa eficaz de gestão de fornecedores.

Abaixo detalhamos esses alguns passos-chave da jornada de risco.

Engajamento do fornecedor

Os riscos:

Os riscos aos que as organizações são expostas através do engajamento ineficaz dos fornecedores são significativos.

Sem uma fase de engajamento de fornecedores bem-sucedida, você não vai obter os dados que criam transparência e impulsionam as decisões.

Você também só tem uma oportunidade de realizar esse processo corretamente, pois não quer frustrar os fornecedores com tentativas de engajamento fracassadas e sem coração.

Requisitos e qualidade dos dados

Os riscos:

De mãos dadas com o engajamento do fornecedor, os requisitos de dados.

Os riscos nesta fase incluem taxas de resposta ruins e informações desatualizadas, levando novamente à falta de dados significativos.

 Você também corre o risco de criar dados incomparáveis,  irrelevantes ou inacessíveis que limitem sua utilidade.

Identificação do risco da cadeia de suprimentos

Os riscos:

Muitas vezes os fornecedores são contratados, as informações são coletadas e então nada é feito.

O efeito disso é duplo, os fornecedores podem ficar desencantados com o processo e acreditam que perderam seu tempo, o que pode afetar a conformidade contínua.

Talvez ainda mais importante, no entanto, é o fato de que os riscos permanecem não identificados e não resolvidos.

 Não só isso, mas você corre o risco de culpa legal por ter feito a pergunta do fornecedor, mas não ter feito nada sobre isso.

Remediar e resolver o risco do fornecedor

Os riscos:

Uma coisa é criar um processo robusto e eficiente de revisão de fornecedores, mas outra coisa é agir sobre ele.

A capacidade de mitigar e remediar o risco em seus fornecedores é o que temos construído ao longo desta jornada de risco.

Os riscos óbvios em não poder fazê-lo são que você tenha conhecido os riscos que permanecem abertos, e você continua a usar fornecedores que permanecem incompatíveis ou não atendem aos padrões esperados de sua organização, seus clientes e seus investidores.

 Não só isso, mas a falha em remediar efetivamente esses riscos mina a crença no valor do processo e é algo que será escolhido pelos auditores.

Gestão de riscos em andamento

Os riscos:

A parte final de um programa eficaz de gestão de fornecedores  é garantir que o processo que foi colocado em prática para engajar fornecedores (especialmente novos fornecedores), distribuir conteúdo relevante do questionário, revisar dados e remediar riscos, esteja apto para uso contínuo.

O principal risco de não ter um processo contínuo em vigor é que os dados evoluam.

As respostas dos fornecedores mudam ao longo do tempo e você precisa estar ciente disso, a documentação de tempo crítico pode expirar, e novos fornecedores, entram a bordo e precisam ser submetidos ao mesmo processo de revisão.

Tudo isso requer uma revisão contínua dos dados e uma notificação idealmente automatizada quando novas exceções ocorrem.

No entanto, talvez um dos principais riscos seja a novas legislações.

 O risco é duplo.

Ou você desconhece a legislação que abre uma questão clara de conformidade, ou seu processo não é flexível o suficiente para acomodar mudanças de conteúdo, respostas de fornecedores e assim por diante.

Sem uma compreensão clara do status de seus fornecedores a qualquer momento, o potencial de riscos para passar despercebido aumenta exponencialmente.

Além disso, se você não tem um processo em andamento eficiente, em vez de lidar com uma quantidade gerenciável  de exceções de forma contínua, você está armazenando problemas que exigirão um levantamento pesado mais adiante.

Estamos juntos

Sugestões para melhorar na elaboração de seus procedimentos de segurança e meio ambiente.

Com a questão da pandemia, nossa consultoria, evitando ir a campo e visitas técnicas etc., nós começamos  a atender nossos clientes na parte documental de gestão seja ESG /QSMS-RS & Sustentabilidade.

Entre outras trabalhos , começamos a observar na revisão de procedimentos e planos de emergência alguns equívocos e, gostaríamos de dividir com vocês nossas sugestões.

Os procedimentos são acordados de forma segura de fazer as coisas, consistindo em instruções e informações relacionadas necessárias para ajudar a realizar tarefas de forma segura e eficiente.

Os procedimentos não são necessariamente instruções passo a passo, mas também podem ser listas de verificação, auxílios/tabelas de decisão, diagramas, fluxogramas e outros tipos de “auxílios ao trabalho”.

Por que os procedimentos são necessários?

  • Para minimizar erros/erros;
  • Para garantir que sejam realizadas etapas críticas de segurança/qualidade;
  • Para fornecer uma base para o treinamento;
  • Proteger contra a perda de conhecimento operacional;
  • Padronizar a prática de trabalho;
  • Para atender aos requisitos legais.

O fornecimento de informações e instruções é um requisito básico da legislação de saúde e segurança

Os procedimentos, especialmente os procedimentos operacionais e de manutenção, são importantes para a prevenção de acidentes socioambientais e problemas de saúde.

Os procedimentos escritos são vitais para manter a consistência e garantir que todos tenham o mesmo nível básico de informação.

Eles são um elemento-chave de um sistema de gerenciamento de segurança e uma importante ferramenta de treinamento.

No entanto, procedimentos ruins podem ser uma razão para as pessoas não seguirem as ações recomendadas.

Além de serem tecnicamente precisos, os procedimentos precisam ser bem escritos, utilizáveis e atualizados.

Deixa-me perguntar?

  • Seus procedimentos são acessíveis?
  • Eles são realmente seguidos pelo pessoal?
  • Eles são escritos para que possam ser compreendidos e seguidos facilmente?
  • Eles refletem as tarefas como elas são realmente realizadas?
  • Os procedimentos incluem informações de segurança importantes?
  • Eles são mantidos atualizados e revisados ocasionalmente?

Meus amigos e amigas, um procedimento idealmente precisa:

  • Ser preciso e completo;
  • Ser claro e conciso com um nível adequado de detalhes;
  • Estar atualizado e atualizado;
  • Ser apoiado pelo treinamento;
  • Identificar quaisquer riscos;
  • Estriem as precauções necessárias para os perigos;
  • Usar linguagem familiar;
  • Utilizar terminologia consistente;
  • Refletir como as tarefas são realmente realizadas;
  • Promover a propriedade pelos usuários;
  • Estar em um formato adequado;
  • E ser acessível !!

Por que as pessoas nem sempre seguem os procedimentos?

O descumprimento de regras, procedimentos e instruções elaborados para a operação segura ou eficiente e manutenção de plantas ou equipamentos é uma causa significativa de acidentes industriais.

Além disso, essas “violações” são uma causa frequente de perdas de produção e manutenção não confiável.

Não conformidades ou desvios ocorrem por muitas razões e raramente são atos de sabotagem ou vandalismo.

 A maioria decorre de um desejo genuíno de realizar um trabalho satisfatório dadas as restrições e expectativas que existem.

Desvios de procedimentos acordados podem se tornar a norma dentro da organização.

Como você garante o cumprimento dos procedimentos?

A estratégia exata para reduzir o não cumprimento dependerá, em grande medida, das razões pelas quais os procedimentos não são seguidos, por exemplo:

Se não seguir uma regra, procedimento ou instrução tornou-se a maneira normal de se comportar dentro do grupo de pares da pessoa, os colaboradores veem pouco valor nela e não há compromisso de gestão suficiente para aplicá-la.

Considere explicar as razões por trás da regra; alterar a regra se ela se tornar inadequada ou considerar a racionalização de sistemas de trabalho para reduzir o número de regras desnecessárias.

Se a regra for crítica, então aumente a probabilidade de detecção.

Se uma regra é impossível ou extremamente difícil de trabalhar em uma determinada situação (por exemplo, requisitos conflitantes ou fisicamente impossíveis de realizar as atividades da maneira especificada) então melhore o desenho do trabalho e as condições de trabalho, e implemente um sistema de emissão de relatórios adequado e fornecer supervisão mais adequada.

O seguinte tornará mais provável que os procedimentos sejam usados na prática:

Certifique-se de que a maneira “certa” de fazer o trabalho requer menos tempo e esforço. Identifique incentivos para tomar atalhos.

Use o formato certo de procedimento para se adequar à tarefa e ao usuário (por exemplo, lista de verificação, fluxograma, diagrama, auxílio à decisão, gráficos, fotos).

Envolver usuários finais no desenvolvimento e implementação de procedimentos (para ajudar a diminuir a distância entre ‘trabalho como imaginado’ e ‘trabalho como feito’).

Projete a tarefa, trabalho, ambiente, equipamentos etc. para apoiar o usuário na sequência dos procedimentos.

 Desenhe o trabalho para que o procedimento correto seja difícil de evitar.

Equilibrar detalhes em procedimentos com a experiência e competência do usuário é fundamental para o sucesso do entendimento.

Estamos juntos!

Passar confiança para seus stakeholders sobre suas métricas do ESG é fundamental para perenidade do negócio.

Investidores dizem que valorizam as  métricas do ESG  quase tanto quanto valorizam seus dados financeiros.

Eles precisam ser capazes de confiar tanto nisso, também.

Um dos primeiros trabalhos que realizei aqui no Brasil com a minha chegada em definitivo, mais ou menos  a uns três anos,  a direção de uma organização de uma indústria extrativista decidiu me contratar para uma auditoria das métricas ambientais, sociais e de governança (ESG) incluídas em seu relatório anual.

 Eles entenderam que a divulgação das emissões de gases de efeito estufa, em particular, era  necessária, e eles queriam dar aos investidores e outras partes interessadas confiança na qualidade de seus relatórios.

Em seguida, eles fizeram uma revisão pré-auditoria de seus dados e processos e perceberam que tinham algum trabalho de preparação para fazer.

Eles não só não podiam acompanhar de forma confiável o equilíbrio de todas as suas emissões, mas também não tinham registros completos e não conseguiam sequer vincular seus dados às divulgações em seus relatórios de sustentabilidade .

 Quando pressionei um diretor ele brincou: “Nós não mantemos nada disso; ninguém nunca nos pediu por isso.”

Além disso, eles não estavam usando os fatores de emissões certos ou as fontes certas para apoiar conversões para CO2 equivalentes.

 Uma auditoria teria que esperar, eles perceberam, até que pudessem realizar um inventário completo de suas emissões.

A experiência deles não é incomum, tenho observado esse fato agora como consultor.

Tanto os investidores quanto o público estão profundamente interessados no desempenho das organizações quanto ao tal “ESG” , pelo que significa s a capacidade de uma organização de produzir  sem afetar negativamente o meio ambiente ou a sociedade.

 Muitas ainda estão conseguindo entender como rastrear e relatar e, eventualmente, garantir seus dados relacionados ao ESG .

 Possuem dúvidas sobre como medir alguns dados não financeiros de forma consistente, não apenas de ano para ano, mas dos negócios para que o desempenho e o impacto possam ser comparados.

 Geralmente enfrentam dados limitados ou obsoletos  reais ou modelados  e inconsistência entre as fontes.

 E apesar dos recentes movimentos de reguladores para começar a fornecer diretrizes mais amplas de relatórios, a área está evoluindo rapidamente com iniciativas variadas, refletindo opiniões divergentes sobre o que e como relatar.

Para construir a confiança dos investidores e das partes interessadas sobre as métricas  de desempenho do ESG , termina com seus relatórios sendo validados externamente.

 Para a maioria, a garantia nesta área é um novo exercício, mesmo que eles tenham relatado algumas métricas há anos.

Os dados são qualitativamente diferentes, estão repletos de subjetividade, e muitas vezes tem sido compilado através de processos não estruturados.

Com novos requisitos de emissão de relatórios no horizonte, existem alguns passos práticos que as empresas podem tomar para se preparar.

Os dados financeiros são familiares, e os processos para gerenciá-los são bem compreendidos.

Quando uma fatura chega, ela é digitalizada em um sistema, verificada em relação às expectativas e submetida a procedimentos analíticos.

Finalmente, alguém assina e aprova o pagamento.

Nenhum desses processos tradicionalmente existe no mundo do ESG , onde os dados são qualitativamente diferentes das métricas financeiras tradicionais.

Muitos dados ambientais estão operacionais, provenientes de dispositivos como medidores elétricos ou de água, ou é estimado usando modelos estatísticos nos quais os dados subjacentes podem ter anos de idade.

 Os dados sociais abrangem métricas de diversidade e inclusão com características desconhecidas do sistema financeiro típico.

Em ambos os casos, grande parte dos dados é desestruturada, não formada e rastreada manualmente  e os principais indicadores de desempenho (KPIs) são muitas vezes definidos de forma diferente de região para região ou até mesmo unidade a unidade.

Isso dificulta muito a avaliação de sua contribuição para os objetivos do ESG .

Tome-se, por exemplo, uma organização com operações em diferentes locais.

Uma lista padrão de KPIs que a empresa deve divulgar coloca alguns limites em suas obrigações de relatórios e auditoria.

Mas a definição desses KPIs pode diferir por região.

Nas métricas sociais, por exemplo, a definição da proporção de colaboradores permanentes para temporários fica confusa, pois o que conta como colaborador temporário pode variar dependendo das regulamentações locais.

 Alguns definem todos os colaboradores como temporários, enquanto em outros, os contratos legais definem claramente quem é temporário e quem não é.

Outros desafios surgem quando se trata de acompanhar e relatar métricas como treinamento, salário ou diversidade por status temporário ou permanente.

Os reguladores sentem cada vez mais que algumas métricas do ESG são indicadores úteis de boa governança  que as empresas devem saber qual é sua pegada de carbono e devem garantir que tenham uma força de trabalho diversificada e equitativa.

Além disso, as empresas ainda têm muito espaço para determinar o que é material, dependendo do problema, do contexto, do prazo e do stakeholder.

Isso abre as portas para a subjetividade em definições que podem tornar a reportagem ambígua e difícil para investidores e outros interpretarem.

Mesmo os regulamentos, onde eles existem, geralmente são bastante amplos.

Sua ênfase em divulgar os riscos mais importantes para seus stakeholders ainda deixa para as organizações decidirem o que é material e quem são seus stakeholders.

Muitas ainda preferem uma definição tradicional e quantificável de materialidade que eleve os acionistas e o valor empresarial em vez de uma visão mais sustentável que inclua todos os stakeholders e o impacto da empresa na sociedade e no meio ambiente.

 A primeira é uma perspectiva externa, refletindo como elementos externos poderiam afetar a empresa, enquanto o segundo está mais de dentro para fora, refletindo como a empresa poderia afetar o mundo externo.

No momento, apenas a União Europeia planeja exigir que as empresas considerem ambas, referindo-se a isso como “ dupla materialidade “

 As demandas de relatórios e garantias mudam naturalmente à medida que a perspectiva de uma empresa sobre o ESG se desenvolve .

Qualquer abordagem que as empresas usem para decidir o que é material e para quem, elas precisarão divulgá-lo uma vez que o relatório é obrigatório  incluindo se eles solicitaram a contribuição das partes interessadas.

 Por hora a maioria dos relatórios ESG ainda é voluntária, e as avaliações das organizações  sobre sua materialidade podem ser subjetivas.

 Isso pode deixar a porta aberta para o green washing , se os gestores divulgarem intencionalmente alguns dados que suportam uma imagem positiva do desempenho de sua empresa e decidem não divulgar outros dados, mesmo que isso possa interessar aos seus acionistas.

Credibilidade e transparência é tudo no mundo dos negócios .

Melhor prestar atenção no que se publica .

Estamos juntos

Investimentos na área Social, Ambiental e Governança (ESG) estão aqui e chegaram para ficar. Alô turma do QSMS-RS & Sustentabilidade!

A anos trabalhando com fundos de investimentos com forte preocupação na área de ESG, vinha acompanhando o que se passava no Brasil com a esperança de que alguém fosse adiante, sem que fosse de fundos de investimentos estrangeiros, já que esta decisão já estava bem enraizada a tempos.

Ainda me lembro que toda vez que ia a Londres ou a Singapura prestar contas ao board sobre nossas ações em Sustentabilidade, ESG na África e na Asia, pensava, bem que podia ser no Brasil.

Agora definitivo no Brasil, observo e que sim, chega esta preocupação do investidor em olhar para área Ambiental, Social e Governança (ESG)

Afinal de contas quem investiria em uma empresa que pode fechar, ou assistir sua reputação ir boa água abaixo por falta de Governança, desastre ambiental ou passar por cima dos anseios das comunidades a sua volta?

Ou seja, sem Gestão de Riscos Socioambientais!

Historicamente, investimentos com preocupação ambiental, social e governança (ESG) era sobre excluir ações de empresas indesejáveis de carteiras muitas vezes porque eles violaram o sentido de ética ou valores.

Investimentos desde então tem expandido para incluir a consideração dos critérios ESG, juntamente com os financeiros.

ESG está crescendo em importância entre os investidores institucionais independente do segmento econômico e tamanho 

Nos últimos anos, a adoção dos investidores institucionais e” high-net-Worth” em ESG, juntamente com o crescimento subsequente de ativos ESG sob gestão, tem acelerado.

 Vislumbra-se algumas direções para o crescimento do investimento em ESG.

O mundo está mudando ou melhor já mudou!

Desafios em Sustentabilidade Corporativa Global, tais como o risco de desastres ambientais, aumento do nível do mar, mudanças demográficas (refugiados ambientais) e pressões reguladoras estão introduzindo novos riscos para os investidores.

Como as empresas enfrentam crescente complexidade global (vide essa gritaria agora sobre a Amazônia), o investidor moderno pode procurar reavaliar abordagens tradicionais de investimento.

Está surgindo uma nova geração de investidores, ainda bem

Durante as próximas duas ou três décadas, a geração milenar vai investir pesado nessa direção

Estamos assistindo ações mais sistemáticas, quantitativas, objetivas e abordagens relevantes financeiramente sobre ESG na hora de investir.

Mas ainda também encontramos alguns investidores buscando um nível de conforto com o investimento de ESG.

Realizar uma gestão de risco socioambiental passa a ser fundamental para os fundos analisarem antes de tomar a decisão.

Seguir os princípios do Equador, atender os padrões do IFC não ficam atrás

E manter essas análises up to dates em todas as reuniões de governança sem dúvida deve fazer parte na tomada de decisão para os rumos a seguir

Alguns investidores podem considerar os fundamentos em ESG um meio para alinhar investimentos com suas crenças, como alocação de ativos alinhados com impacto positivo

Outros podem focar em fazer um forte impacto no mundo, podem procurar direcionar seu capital para as empresas que fornecem soluções para desafios ambientais ou sociais e através de estruturas formais, como os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas (SDGs).

Finalmente, alguns investidores podem olhar critérios em ESG como uma maneira de gerenciar esses riscos e alcançar resultados financeiros sustentáveis a longo prazo.

 As questões ESG só continuarão a crescer e com forte impacto em nossa economia e sociedade globalmente.

Enquanto há um número crescente de estudos mostrando uma correlação positiva entre a ESG e desempenho, investidores podem desejar envolver-se com sua própria diligência para decidir se e como a ESG pode caber em seus processos de investimento.

 Acontecimentos recentes têm aumentado a gama de opções disponíveis para os investidores, oferecendo uma variedade de escolhas para implementar sua abordagem específica para integração de ESG em suas carteiras.

Não existe ESG, sem QSMS-RS & Sustentabilidade

Estamos juntos!

Suas barreiras para evitar acidentes socioambientais e de trabalho, são eficientes?

Nesses últimos meses, tenho realizado alguns trabalhos interessantes, como revisão de procedimentos de QSMS-RS & Sustentabilidade, revisão das análises de risco através da minha metodologia favorita “Bow tie” e reescrevendo PAE e PEI para diferentes segmentos econômicos.

Chama atenção como esses documentos ou melhor procedimentos são esquecidos em alguma gaveta ou arquivo no computador e muitas vezes só vem a memória em época de auditoria (Af… como odeio isso), alguns meses antes é aquela correria para se preparar para auditoria (me engana que eu gosto) depois passa e tudo volta a ser esquecido em algum arquivo.

Quem certificou ou recertificou agradece $$$!

Depois de um acidente, existem vários pontos em comum que acontecem em todos, quando realizo palestras ou treinamentos menciono alguns destes, e é impressionante como fica aquele silêncio na sala.

E sempre tem um Cisne negro (assista minha palestra o Cisne Negro X Prevenção rsrs) surgindo do nada!

Por que? Por que o dia a dia de cada um não permite estar revisando nada ou olhando os procedimentos que tem para saber se são reais e suficientes para o momento que estão passando;

Ah, claro, com exceção na época de auditoria.

Mas os acidentes continuam acontecendo.

Qual nossa realidade, meu amigo /colega da área de QSM-RS & Sustentabilidade?

Nossos colegas neste exato momento estão lutando para descobrir o que faz uma barreira ser eficaz no objetivo de evitar acidentes 

Eu uso o modelo “Bow tie “para mapear os riscos e criar barreiras

Alguns utilizam o histórico de acidentes e baseado em sua experiência para criar essa barreias, e concordo também.

Mas eu tenho algumas sugestões baseado na minha experiência nesses +35 anos que me norteiam para decidir qual a melhor barreira para evitar eventos indesejáveis.

Vamos dar um exemplo fácil: O cinto de segurança como uma barreira.

Como um gerente de uma empresa de entrega que utiliza vans, você pode pensar que cada van tem um cinto de segurança instalado e cada motorista é usá-lo.

No entanto, tem uma atividade de ‘manutenção e inspeção regular’?

Há um alarme do cinto de segurança instalado para forçar as pessoas a usar o cinto de segurança?

As pessoas estão cientes das consequências de não usar cinto de segurança?

As mesmas perguntas sobre as barreiras e dar o próximo passo, certificando-se de adicionar atividades de verificação no Bow Tie.

As atividades suportam a integridade da barreira, e assim, as reforçam.

Atividades de apoio barreira existem em diferentes formatos, pensam sobre a formação, certificação, manutenção, inspeção e projetar qualificações e assim por diante.

Para entender a eficiência da barreira, olhamos para a adequação e a confiabilidade da barreira.

Adequação é determinada em combinação com o tamanho da ameaça.

Barreiras podem ocorrer em várias linhas de perigo.

Isto não significa que a barreira tem a mesma eficácia em cada linha, porque as ameaças têm diferentes adequações.

Vejamos o exemplo abaixo.

Direção defensiva é uma barreira para ambas as ameaças, mas para condições de estrada escorregadia, a eficácia é maior.

Porque as condições da estrada escorregadia é uma ameaça muito mais estável do que manobras inesperadas, a barreira defensiva de condução é considerada mais adequado.

Uma manobra inesperada tem muito mais desvio e é difícil de treinar os motoristas para todos os tipos de manobras inesperadas, por conseguinte, considera-se como uma barreira ineficiente.

Quando olhamos para a confiabilidade das barreiras, consideramos os fatores de escalonamento, dados de incidentes e outras fontes.

Cintos de segurança são considerados como menos eficaz porque você depende da pessoa a usá-lo.

Airbag, no entanto, geralmente irá expandir durante uma colisão.

Por isso, consideramos um airbag como uma barreira muito mais confiável, em comparação com o cinto de segurança.

Atribuição de responsabilidades para as barreiras é uma das principais vantagens no modelo Bow tie, especialmente quando se trata de comunicação.

Bow tie é uma ferramenta de comunicação grande por causa de seu layout claro.

É importante atribuir responsabilidades a barreiras, porque se uma barreira não tem alguém responsável pode ser ignorado ou esquecido.

Atividades de apoio à barreira também precisam de uma pessoa responsável.

Use o Bow tie (sugestão) ao chão de fábrica a e certifique-se de que todos compreendam as responsabilidades dele ou dela.

Defina a eficiência sempre das suas barreiras, vai por mim!

Estamos juntos!

Como fazer acontecer o ESG na sua organização?

Embora o ESG provavelmente evolua tanto em substância quanto em nome nos próximos anos, seu impulso implícito está aqui para ficar.

As organizações precisam adotar uma abordagem mais sistemática de todo processo dos princípios do ESG .

Como fazer acontecer o ESG em uma organização, começa com o reconhecimento da importância de manter e reforçar sua licença social para operar, diante do aumento das externalidades.

 O crescente escrutínio de como as organizações abordam o ESG significa que uma abordagem forte é mais crítica do que nunca, independentemente de qualquer nome que se possa escolher dar à tentativa de abordar essas externalidades, quaisquer contornos que se possa definir para elas em um determinado ponto, e qualquer que seja a construção organizacional ou de governança que se possa colocar em prática para elas.

Na verdade, acredito que alguém pode ser agnóstico para o termo ESG, mas não para suas preocupações subjacentes.

Nem todos os aspectos de “E”, “S” e “G”, são prioridades para todas as organizações e , é irrealista esperar que as organizações não tenham que fazer trocas duras dentro e entre as dimensões do ESG, ou que possam liderar em todos os tópicos.

 Por isso, é instrutivo observar as organizações que abordam o ESG de forma rigorosa, orientada por estratégias e socialmente sintonizadas.

Eu chamo essas organizações de “organizações prospectivas” ,são as que tem uma visão ampliada do futuro dos negócios.

Eles tornam o ESG intrínseco à sua estratégia, definindo, implementando e refinando um portfólio cuidadosamente construído de iniciativas ESG que se conectam ao núcleo do que fazem.

 As organizações prospectivas também contribuem para um cenário competitivo onde a boa cidadania corporativa é contra desafios existenciais, não menos importante, mas não apenas as mudanças climáticas.

Quando uma organização determina as dimensões do ESG onde deseja ser boa e onde deseja ser excelente, está tomando decisões importantes, com consequências mais amplas de segunda e terceira ordem.

 As organizações prospectivas abordam as decisões do ESG, buscando obter uma compreensão profunda e baseada em evidências de seu próprio negócio e seus efeitos potenciais mais amplos.

 Como agora todas as grandes organizações começaram a embarcar em uma jornada de ESG, e muitas têm programas significativos já em andamento, é útil considerar o progresso do ESG no contexto de uma curva de maturidade.

 Estar ansioso quanto ao ESG exige necessariamente considerar as necessidades de seus stakeholders e da sociedade de uma forma bem mais ampla (dupla materialidade).

As demandas das partes interessadas estão mudando, e essas mudanças podem afetar drasticamente a dinâmica competitiva e a perenidade dos negócios daqui para frente.

Choques externos como a pandemia COVID-19 e a guerra na Ucrânia têm mostrado, as organizações dificuldade em agir rapidamente, a menos que tenham uma estrutura ESG avançada em sua estratégia.

 Antecipar riscos e oportunidades e considerar o valor que os stakeholders têm em jogo requer uma análise contínua e criteriosa ESG é um processo, não um resultado .

A abordagem das organizações prospectivas é marcada por quatro partes de reforço do mapeamento, definição, incorporação e engajamento.

Estamos juntos 

Vendo o risco por lentes diferentes.

Clichês, gostem ou não, têm um grau significativo de verdade.

“Somos todos únicos.”

Verdade, especialmente quando se trata de nossa capacidade de reconhecer exposição ao risco.

Baseados na minha vivência nessas décadas na área e apaixonado pela gestão de risco ,quando indivíduos trabalham juntos ao longo do tempo, eles indiretamente desenvolvem uma cultura que pode detectar alguns riscos e, sem intenção, ignorar outros.

 À medida que novas pessoas se juntam a esse grupo, elas são orientadas por uma percepção do que é risco e o que não é.

O que estamos tentando realizar em prevenção é semelhante ao ensino de um amador de xadrez para se tornar um mestre de xadrez.

 Considerar, qual é a diferença entre os dois?

Resposta: A capacidade de observar vários passos à frente.

Fundamentalmente, é isso que estamos tentando realizar quando trabalhamos para criar propriedade em uma gestão de riscos e desenvolver uma cultura que reforce certas práticas em prevenção em última análise, sustentando a excelência da cultura de riscos organizacional.

Como mudamos esses filtros de identificação de risco?

A resposta é, infelizmente, menos do que desejável.

 Você não pode forçar uma mudança nas táticas de identificação de risco, ele tem que ser descoberto.

 A dificuldade de ensinar alguém a ver riscos é semelhante a ensinar alguém a ser apaixonado por um hobby único.

 Apenas aqueles que amam conjuntos de trens, ou coleções de selos  etc. gostam de colecioná-los.

 Você não pode forçar uma nova perspectiva sobre o risco assim nem mais nem menos  , ele precisa  ser experimentado.

Para mudar a perspectiva em que vemos o risco, deve haver uma mudança no desejo de aceitar um ponto de vista diferente .

Às vezes isso é um processo gradual.

 Muitas vezes, é resultado de algo que não estamos dispostos a aceitar como  as coisas mudam.

Se quisermos evitar isso, não devemos nos surpreender quando os riscos  se aproximam de nós e nos pegam de surpresa.

 Ele está sempre lá, a oportunidade está na capacidade de identificá-lo.

 Só então poderemos ser proativos.

Estamos juntos

O ESG realmente importa e por quê?

Desde que a sigla “ESG”  foi cunhada no início dos anos 2000, seus princípios estão crescendo constantemente.

 Para dar um exemplo, houve um crescimento cinco vezes maior nas pesquisas na internet para o ESG desde 2019, mesmo com a busca por “RSC” (responsabilidade social corporativa)  uma área anterior de foco mais reflexiva do engajamento corporativo do que mudanças em um modelo de negócios central  tenha diminuído.

 Entre indústrias, geografias e tamanhos de empresas, as organizações têm alocado mais recursos para melhorar o ESG.

Mais de 90% das empresas do S&P 500 agora publicam relatórios ESG de alguma forma, assim como aproximadamente 70% das empresas.

 Em várias jurisdições, a comunicação de elementos ESG é obrigatória ou sob consideração ativa.

Nos Estados Unidos, a Comissão de Valores Mobiliários (SEC) está considerando novas regras que exigiriam uma divulgação mais detalhada dos riscos relacionados ao clima e das emissões de gases de efeito estufa (GEE).2

 Regulamentos adicionais da SEC sobre outras facetas do ESG também foram propostos ou estão pendentes.3

O perfil crescente do ESG também tem sido evidente nos investimentos, mesmo que a taxa de novos investimentos tenha caído recentemente.

As entradas em fundos sustentáveis, por exemplo, passaram de US$ 5 bilhões em 2018 para mais de US$ 50 bilhões em 2020  e, em seguida, para quase US$ 70 bilhões em 2021; esses fundos ganharam US$ 87 bilhões de dinheiro líquido novo no primeiro trimestre de 2022, seguidos por US$ 33 bilhões no segundo trimestre.

No meio de 2022, os ativos sustentáveis globais são de cerca de US$ 2,5 trilhões. Isso representa uma queda de 13,3% em relação ao final do primeiro trimestre de 2022, mas é menor do que a queda de 14,6% no mesmo período para o mercado mais amplo.

Uma parte importante do crescimento do ESG tem sido impulsionada pelo componente ambiental do ESG e pelas respostas às mudanças climáticas.

Mas outros componentes do ESG, em particular a dimensão social, também vêm ganhando destaque.

Uma análise constatou que as propostas de acionistas sociais subiram 37% na temporada de proxy de 2021 em comparação com o ano anterior.

Na esteira da guerra na Ucrânia e da tragédia humana que se seguiu, bem como dos efeitos geopolíticos, econômicos e sociais cumulativos, os críticos têm argumentado que a importância do ESG atingiu o pico.

 A atenção, afirmam, mudará cada vez mais para os elementos mais fundamentais de uma hierarquia do tipo Maslow das necessidades do setor público e privado, e no futuro, a preocupação de hoje com o ESG pode ser lembrada como meramente uma moda e seguir o caminho de siglas semelhantes que foram usadas no passado. 

Outros argumentam que o ESG representa uma estranha e instável combinação de elementos e que a atenção deve ser focada apenas na sustentabilidade ambiental.

 Paralelamente, os desafios à integridade do investimento em ESG vêm se multiplicando.

Embora alguns desses argumentos também tenham sido direcionados a formuladores de políticas, analistas e fundos de investimento, a análise apresentada neste artigo  é focada no nível da empresa individual.

 Em outras palavras: O ESG realmente importa para as organizações?

Qual é a lógica estratégica e fundamentada nos negócios?

Estamos juntos

Lições aprendidas em ESG / QSMS-RS, acidente fatal e socioambiental tem dia e hora marcada para acontecer.

Tenho grande interesse em ouvir e ler as experiências de terceiros e seus cases sobre minha área de atuação.

Estou sempre aberto à troca de experiência, compartilhamento, informação e aprendizado.

Escutar erros e acertos e entender quais foram às lições aprendidas acredito ser fundamental para o crescimento profissional, e sem dúvida aplica-las.

Costumamos destacar nossos sucessos !!!!, mas todos com alguma vivência na linha de frente das operações já cometeram erros pelo menos uma vez em suas carreiras.

Errar é inevitável, mas é possível evitar erros já cometidos anteriormente.

“Não repita os mesmos erros. Cometa erros novos”.

Normalmente em meus textos não costumo falar muito sobre teoria, gosto de focar na prática do dia a dia da liderança em Sustentabilidade, nos cases reais e na atitude do líder para alcançar resultados.

São + 35 anos na área de óleo e gás, mineração, construção pesada e outros setores, alguma coisa eu tinha que aprender e tentar passar adiante também.

Muitas lições foram aprendidas e foram acumulando na bagagem com o tempo e como eu errei, mas sempre tirando uma lição por mais simples que fosse.

Trabalhei em plantas industriais, estaleiros e em construção de hidroelétricas com mais de 9000 colaboradores para o QSMS-RS atender!

Pode-se ter uma ideia da quantidade de exemplos para não serem repetidos no passar destes anos.

Humildade em reconhecer que errou e aprender a lição é essencial.

Sempre lembro aos colaboradores, que em tudo que erramos ou não deu certo, temos que tirar uma lição e seguir adiante, não perdendo tempo em buscar culpados, e sim a causa raiz do acontecido.

Não existe mais espaço nas empresas que realmente estão voltadas a serem sustentáveis esta atitude de deixar acontecer e depois remediar.

As lições aprendidas devem ser registradas, a fim de fornecer um repositório centralizado para facilitar seu uso, e comunicadas de maneira consistente.

Além de descrevê-las e categorizá-las, é importante afirmar os impactos da lição aprendida e fornece recomendações para os colaboradores que irão utilizá-las no futuro.

Para articular a aprendizagem com as lições aprendidas é necessário:

Estudar decisões tomadas no passado e verificar se elas podem ser reutilizadas;

Analisar os erros cometidos no passado com a intenção de evitar que ocorram novamente;

Compartilhar o conhecimento, permitindo que outros possam aprender;

Converter o conhecimento em planos de ação.

Quando acontece um acidente você pode buscar um culpado ou aprender a lição!

Quando você busca um culpado as pessoas seguram a informação e não passam o que realmente aconteceu.

Impossibilitando a lição a aprender, pois nunca vamos achar a causa do fato, simples? Pior que não, em nossa cultura de colocar as grades somente depois de ser arrombada ainda é muito forte.

Em minha vida profissional sempre pautei em tirar ao máximo sobre as lições aprendidas, já tive acidentes fatais onde tive que ir dá à notícia a família, grandes acidentes ambientais onde tive que lidar com comunidades e sempre procurei tirar o máximo de tudo para não repetir no futuro o mesmo erro e estar sempre dentro do meu radar.

Alguns colaboradores da nossa equipe comentam em tom de brincadeira que tenho alma de auditor, mas não é essa a questão, sempre tenho em mente o que pode estar em compliance ou não, e o que pode vir dar errado.

A máxima de que se uma coisa pode dar errada vai acontecer é meu mantra que tenho comigo depois de ter presenciado tantos acidentes na vida profissional.

Lendo os jornais li à declaração do presidente da mineradora do acidente em MG dizendo:

“É difícil. É muito pesado. Não desejo isso a gestor algum o que estou passando”.

Essa frase mexeu muito comigo, pois exatamente já passei por esses momentos, não nesta dimensão.

E penso neste momento como estão os profissionais da minha área nesta situação, me ponho no lugar deles e tento imaginar o que estão passando.

E que lição nós vamos aprender daqui para a adiante depois deste evento?

Temos que estar sempre um passo adiante gerenciando os riscos, o que pode ser feito para evitar mortes e impactos ambientais e para isso serve ter a capacidade de aprender com as lições aprendidas.

Acidentes fatais, acidentes ambientais tem data e hora para acontecer, estes mandam recados, sinais e avisos várias vezes.

A você gestor, cabe identificar, analisar, antecipar e PREVENIR, antes que aconteça.

Use suas lições aprendidas!

Estamos juntos! 

Sustentabilidade Corporativa e sua gestão, valor intangível e de grande vantagem competitiva no mercado global.

Desde a primeira vez que ouvi a palavra Sustentabilidade ainda como gerente júnior em QSMS e até chegar a uma vice-presidência em ESG.

É impressionante com as visões mudaram;

Antes era só recurso naturais, meio ambiente em geral e o pessoal da biologia (anos 70 e 80)

Agora está entranhado em todas as áreas, e passou a ser multiprofissional, ainda com alguns me engana que eu gosto, mas está no caminho certo (assim eu espero)

É um investimento alto? Sim, e tem que dar retorno!

Precisa que o conselho de a ordem para investir em uma Sustentabilidade Corporativa de verdade? Sim!

O mercado exige? Hummmm, mais ou menos, pois o preço final influi bastante na decisão de quem compra, não se pode negar!

Mas está aí, e indo com relativa velocidade a mudança para produtos mais sustentáveis

E claro, é uma grande preocupação das maiores multinacionais que vendem bebidas e alimentos industrializados, pois estes são os maiores poluidores a sua volta

Sustentabilidade no contexto corporativo passou da fase de séria “bom ter”, para uma necessidade imprescindível de estar embutida na estratégia das corporações.

E por que investir em uma gestão de sustentabilidade corporativa?

Ser uma empresa considerada Sustentável fortalece a reputação.

Passa ser um ativo intangível, é um patrimônio, uma garantia em época de crises e de grande vantagem competitiva no mercado global.

Os valores de uma organização já não são mais somente mensuráveis apenas por seus recursos materiais, questões intangíveis como competências e habilidades dos seus colaboradores, marcas, reputação e imagem da empresa compõe a sua medida de valor.

Um deslize ético relacionado à falta de preocupação com o meio ambiente e as comunidades a sua volta (exemplos não faltam ultimamente), econômicas, ou ao relacionamento com os seus clientes, é suficiente para colocar em risco o patrimônio da empresa e, principalmente, a confiança dos seus stakeholders.

E é aqui que entra o tema da sustentabilidade como grande aliado das organizações que a tem como valor.

São diversas as razões que levam a organização a adotar práticas e discursos sustentáveis, dentre elas, a principal decorre das pressões advindas do seu público de interesse.

A acirrada concorrência e clientes no mercado global cada vez mais exigente e inflexível com questões ambientais são algumas das causas que impulsionam as empresas a preocuparem-se cada vez mais com este assunto, levando-as a inserirem fortemente este valor em suas práticas.

As organizações que perceberam a importância deste tema em seus negócios, praticam o que se nomeia como desenvolvimento sustentável, o que resumidamente seria aliar o desenvolvimento econômico do negócio a questões de preservação ambiental, social e cultural.

Estamos assistindo empresas fecharem suas portas por falta de água em São Paulo e outras rezando para não tenham que aumentar sua produtividade, pois existe a possibilidade de falta energia.

As que por infelicidade foram protagonistas de acidentes ambientais então …….

Atualmente, a sustentabilidade como valor, vem sendo utilizada como ferramentas das grandes organizações para conquistar negócios e atrair novos clientes.

Ao passo que investem em causas ambientais, elas têm a possibilidade de aumentar a produtividade, a confiança e, aderências daqueles que compartilham as preocupações com as causas que a organização defende, assim, consequentemente, veem os seus lucros aumentados graças aos seus projetos de inovação na área de sustentabilidade.

Em uma análise nas bolsas de valores para averiguar o desempenho obtido pelas empresas consideradas de alta e baixa sustentabilidade, os resultados demonstraram que as empresas de alta sustentabilidade têm desempenho financeiro melhor do que as de baixa sustentabilidade.

São consideradas como sustentáveis, as empresas que possuem esta cultura internalizada nas estratégias e nas operações do negócio.

Chegaram à conclusão que esse desempenho se correlaciona principalmente com o perfil das empresas de alta sustentabilidade, pois elas possuem uma governança diferente das demais, onde é tratada como responsabilidade direta da diretoria sendo fundamentada em premissas, atuando com pro atividade e transparência, sendo os investimentos orientados como um Valor inegociável por qualidade, segurança do colaborador, segurança socioambiental além das razões econômicas.

Ser sustentável não é mais opcional para quem quer ter uma marca forte e sobreviver neste mercado global tão competitivo.

Estamos juntos!

QSMS-RS (SGI) + Análise de risco + Compliance Socioambiental = ESG

Parece simples a fórmula acima, mas não é, se fosse, não assistiríamos vários acidentes com grandes impactos socioambientais de tempos em tempos.

O crescimento exponencial da conscientização mundial quanto aos princípios do ESG tem conferido às práticas de compliance socioambiental o papel de suma importância nos dias de hoje, relevância esta que concentrará cada vez mais esforços de corporações e órgãos de estado, tanto no que diz respeito à adoção de processos e atos como também no treinamento de pessoal, com reflexos nas exigências de mercado aos profissionais envolvidos.

 O mundo global presente não admite mais processos produtivos ou condutas desconectadas das exigências legais, morais e éticas incorporadas pela sociedade e nesse sentido o compliance ambiental se revela de suma importância.       

Compliance tem origem no verbo em inglês “to comply”, que significa agir de acordo com uma regra, uma instrução, comando ou pedido, ou seja, estar em compliance é estar em conformidade com leis e regulamentos externos e/ou internos e visa adequar as práticas corporativas para que os seus dirigentes não sejam surpreendidos com responsabilização civil ou criminal por eventuais danos causados ao meio ambiente em razão das atividades praticadas pela corporação.

Governança ou melhor transparência total e desenvolvimento sustentável, são a base da nova economia.

Passa a ser fundamental o compliance socioambiental a fazer parte nas decisões quanto à adequação, na implementação correta quanto a utilização escassa de recursos naturais para não incorrer em danos ao meio ambiente ou, na pior das hipóteses, tentar mitigar os impactos que o desenvolvimento dessas atividades ocasiona.

Sem dúvida a importância que as atividades de compliance socioambiental vão além de pura e simples análise de normas ambientais, mas envolvem igualmente um estudo e adoção de ações com o fim específico de prevenir multas ambientais, infrações, processos administrativos, judiciais, facilitar os trâmites visando auditorias internas e externas, dentre outros.

 Atividades decorrentes desse monitoramento são diretamente responsáveis pela melhoria da imagem das empresas perante seu público e a sociedade em geral, além dos órgãos estatais a que está subordinada, seja via licenciamento ambiental ou atos decorrentes do mesmo.

Quem quiser sobreviver no mercado e não importa se no passado sua marca era famosa etc., deverá promover uma constante revisão de seus procedimentos e condutas, para que estas sejam moldadas às exigências de mercado.

O compliance socioambiental devem se pautar principalmente pelas seguintes diretrizes:

 Gestão e prevenção de riscos socioambientais;

 Validação e análise de possíveis danos ocorridos ao meio ambiente com a prática de determinada atividade empresarial;

 Imposição de responsabilidades os envolvidos por conta de eventual não conformidade socioambiental, o que se revela de extrema relevância, responsabilizando os indivíduos que tenham concorrido para o dano, visando garantir a eficácia da adoção do programa por todos os colaboradores da empresa.

Estratégias de marketing vinculando o nome da empresa com proteção e ganho ao meio ambiente também estão cada vez mais sendo usadas pelas organizações que perceberam sua importância para as vendas, com a adoção de programas de proteção ao meio ambiente e de manejo sustentável da sua produção.

 Não obstante e diante da grande produção legislativa de normas ambientais, que muitas vezes se sobrepõem em esferas federais, estaduais e municipais, as empresas estão adotando cautela em suas atividades e atos com a finalidade de adequar seu processo produtivo às normas ambientas antes de qualquer eventual ocorrência de impacto ao meio ambiente, ou, pelo menos mitigando, dentro dos standards legais, esse risco, evitando imposição de multas, autuações e ações cíveis e criminais.

Um bom programa de compliance socioambiental possibilitará que a empresa trace um mapa de riscos eficiente e condizente com sua própria realidade e seus objetivos, além de auxiliar nas metas que deverão ser traçadas pela mesma dentro do processo de melhoria contínua necessário e de caráter cada vez mais obrigatório.

Estamos juntos!

Consciência ética socioambiental nas organizações. Qual a sua?

Uma gripe na atividade econômica mundial , significa uma pneumonia em nossa  gestão de ESG/ QSMS-RS & Sustentabilidade, quem é da área sabe muito bem das dificuldades!!

Mesmo em um mundo globalizado e voltado para a preocupação com o meio ambiente e o social e governança (ESG) são raras as ações em prol do QSMS-RS e Sustentabilidade empresarial, a não ser o que seja uma questão de sobrevivência da sua marca devido algum acidente ou foi penalizado pela justiça, a falta de uma visão estratégica por parte do empresariado é ainda é notória.

Ainda mais quando os lucros e as incertezas do mercado estão aí em nossa porta.

Salve se quem puder, quando voltar ao dar um bom lucro conversamos sobre meio ambiente, comunidades, segurança e responsabilidade social, ok?

O cenário está mudando? Sim, e sou testemunha, pois trabalhei em empresas realmente sérias quanto a questão de QSMS-RS e Sustentabilidade.

Se: Ética é fazer alguma coisa quando ninguém está olhando, ficamos muito a desejar ainda.

Preocupação com o meio ambiente e o social exige a adoção do gerenciamento específico, ou seja, Gestão em QSMS-RS e Sustentabilidade.

Até pouco tempo, as empresas tratavam os impactos socioambientais gerados por suas atividades “externalizando negativamente o efeito ambiental”.

Ou seja: os custos das ações que afetavam ao meio socioeconômico eram impostos às pessoas externas às transações entre produtor e consumidor do produto poluente.

As argumentações para tal iniciativa geravam em torno do comprometimento da lucratividade e consequentemente da competitividade.

Muitas decisões dos agentes econômicos com relação à questão ambiental ainda hoje decorrem da sua racionalidade econômica.

Apesar da existência no País de uma legislação ambiental rigorosa, criteriosa e vanguardista, sua aplicabilidade vem enfrentando dificuldades de implementação, tendo em vista a fragilidade no quadro de recursos humanos e financeiros encontrados nas instituições públicas responsáveis por sua fiscalização.

Por outro lado, o modelo burocrático implementado na gestão das organizações públicas há tempo vem dando suporte às suas rotinas e decisões.

A centralização do poder decisório nos escalões mais altos das organizações, geralmente distantes do local onde ocorre a demanda, ou a visão fragmentada do processo e a acomodação do funcionário, decorrente da limitação e partição das tarefas que lhe são atribuídas, configuram-se exemplos.

Ainda assim temos observado que o setor público brasileiro tem tentado acompanhar as mobilizações e decisões, irreversíveis em nível global, em torno da questão ambiental, pelo aprimoramento da regulamentação de meio ambiente, revertendo as ameaças e os danos efetivos ambientais em custo direto para as empresas.

Assim, em função da legislação ambiental e de “pressões” exercidas pelos mais diversos setores, como sociedade civil organizada, Ministério Público e órgãos ambientais, o fato é que, juntamente com os cálculos de risco, no processo de tomada de decisão de implantação de empreendimentos os empresários estão incluindo a variável ambiental ou melhor em ações de ESG /QSMS-RS e Sustentabilidade.

Esse novo posicionamento, que exige das empresas a adoção do moderno conceito de gerenciamento ambiental, impõe à alta administração da organização a obrigatoriedade de iniciar processos de diagnóstico ambiental, estabelecimento de metas, objetivos e planos direcionados às ações essenciais na área socioambiental.

Ademais, o gerenciamento ambiental feito de forma correta, ética e responsável, ao contrário do que alguns imaginam, traz muitos benefícios econômicos e estratégicos para as empresas.

Dentre eles, a melhoria da imagem institucional, a melhoria das relações com órgão governamentais, comunidade e grupos ambientalistas, o acesso facilitado às linhas de financiamento, a economia de custos decorrentes da redução de desperdícios antes não imagináveis (lembrando que economia também significa o controle para evitar desperdícios) e a redução de multas e penalidades por poluição ou não-adequação à legislação ambiental, entre outros.

Conclui-se, portanto, que a formação de uma consciência ética ambiental é a única alternativa para aquelas empresas que tratam com descaso seus problemas ambientais.

Afinal, elas tendem a incorrer em custos elevados com multas, sanções legais, além da perda de competitividade em um mercado cada vez mais preocupado com a qualidade de vida e processos produtivos em harmonia com o meio ambiente.

Estamos juntos!

Gestão de mudanças sem análise dos riscos é fatal ! !

Equipes de suporte frequentemente experimentam frustrações quando tentam implementar mudanças, mas encontram um processo de trabalho que os atrasa.

Tais mudanças as vezes são aparentemente simples, mas têm o potencial de contribuir para lesões , perdas de vidas e grandes acidentes socioambientais se não forem bem administradas.

Cuidado com a cegueira de risco para consequências não intencionais

Ninguém faz uma mudança com a intenção de fazer mal.

No entanto, muitas vezes, o foco intenso no cumprimento das metas de produtividade pode cegar os colaboradores ao potencial de consequências não intencionais e negativas.

Avaliar como a mudança proposta afetaria a prevenção  de acidentes das suas operações , ter e seguir  um processo de trabalho que envolva especialistas que entendam o portfólio completo de riscos e a base de design da instalação é importante para ajudá-lo a gerenciar a mudança.

 Aqui estão exemplos de mudanças que foram feitas com boas intenções, mas com alto potencial de risco para consequências não intencionais.

Os exemplos abaixo foram todos envolvidos em situações altamente divulgadas que resultaram em perda de vidas e bens.

  • Ignorando alarmes que frequentemente ativam;
  • Pulando ou ignorando as barreiras preventivas e de mitigação do processo;
  • Modificação de protetores de máquinas para auxiliar em tarefas de manutenção;
  • Transferindo um experimento para a fábrica em larga escala;
  • Transporte de materiais perigosos em recipientes a granel em vez de recipientes apropriados .

A cegueira de risco pode ser abordada por equipes multidisciplinares que revisam as mudanças propostas e fazem as perguntas certas sobre a base técnica de fazer uma mudança.

As equipes devem confirmar que as especificações do equipamento estão corretas, a matemática é duplamente verificada, inspeções  ou testes adicionais  são realizadas quando há dúvida, e as normas de engenharia apropriadas são cuidadosamente revisadas e aplicadas.

Reduza a complacência fazendo as perguntas certas.

Excesso de confiança e complacência são dois comportamentos que, quando combinados, são perigosos.

 Os líderes podem ajudar a identificar riscos e promover bons comportamentos de gestão de mudanças ouvindo atentamente e fazendo perguntas como:

  • Quem confirmou que essa mudança atende aos padrões de engenharia?
  • Qual é nosso plano de comissionamento antes de voltarmos às operações?
  • Onde isso está acontecendo?
  • Quando foi a última vez que olhamos para os dados que suportam essa conclusão?
  • Por que esse dispositivo está lá?
  • Como isso afeta nossos procedimentos operacionais?

As instalações se beneficiam de uma cultura de local de trabalho que faz com que todos se sintam confortáveis e valorizados  não suspeitos ou defensivos  quando as perguntas são feitas.

Encorajar todos a olhar para a segurança uns dos outros quando se trabalham para atingir as metas de produtividade é primordial.

Confirme

Os líderes precisam ter o hábito de realizar um processo de checklist em seus próprios sistemas para garantir que as mudanças sejam seguras e a instalação esteja pronta para ir quando uma mudança for feita.

As organizações insistem em seguir processos robustos de gestão de mudança porque se preocupam com seus trabalhadores, sua comunidade e socorristas.

A verdadeira recompensa de confirmar que acertaram para que suas equipes possam melhorar suas operações de forma responsável.

Estamos juntos

Organizações precisam adotar Kpis e metas em sua gestão ESG, urgentemente!

O conceito sobre os princípios do ESG, passou a ser encontrado facilmente como título em cargos dentro das organizações.

Aqui no linkedin então se tornou uma febre, claro, a maioria não é “hands on”, mas sim do mercado financeiro, professores, jornalistas e marqueteiros, mas de todas as maneiras isso é muito bom, para nós do QSMS-RS que carregamos o piano produzindo e dando resultado com as métricas .

Sim, somos nós que estamos por trás desses relatórios de sustentabilidade que são umas verdadeiras obras de arte, sim , somos nós que assinamos nossa ART, colocando o nosso na reta.

Sem o QSMS-RS & Sustentabilidade não existe ESG!

Quando vou a eventos (cada vez mais difícil ir, pois não dá para ficar assistindo à banalização do conceito e os vendedores de teoria).

Assisto profissionais responsáveis pela gestão do “ESG “, e quando começo a perguntar questões fáceis como: custo x benefícios do investimento, Kpis, lições aprendidas e vejo que são pessoas de diversas profissões (o que é ótimo) mas sinceramente não entendem nada ou quase nada de QSMS-RS, mas estão lá com o título no cargo.

Talvez, como disse um amigo :Põe o cargo para a pessoa, solta ela nos eventos, distribui cesta básica, doa um $$ em alguma instituição e pronto somos uma empresa sustentável e passa uma borracha na consciência.

Empresas que não alinharem em suas estratégias de gestão corporativa, práticas de Sustentabilidade em suas metas, vão perder espaço e mercado, não tenham a menor dúvida. Independente se vendem produtos ou serviços.

A sociedade não aceita mais nada que possa vir agredir o meio ambiente e cause impactos socioambientais, e muito menos as instituições financeiras, investidores e parceiros comerciais, estes então, não querem ver seus nomes atrelados a tais produtos e sabem muito bem que podem ser corresponsáveis civil e criminalmente por crimes ambientais.

Não só porque é só agradável ou interessante ser sustentável, mas também por visão estratégica da questão econômica, como também, uma questão de sobrevivência ao mercado cada vez mais exigente quanto a questão da responsabilidade socioambiental das marcas que consomem.

Agregar valor à marca, reduzir seus custos ambientais (que aumentam cada ano que se passa), remediar seus passivos ambientais, acidentes de trabalho e melhorar o relacionamento com as comunidades que são impactadas a volta são só alguns dos assuntos em que devem se preocupar para continuidade dos negócios.

Para ter uma noção melhor, do que estou falando, em minha vida profissional as comunidades a sua volta, por exemplo, as que não só se restringem a volta da planta industrial sempre tiveram atenção tanto como os dos outros assuntos de QSMS-RS

Sabe muito bem quem trabalha em linhas de transmissão, por exemplo, quão tão importante é ter um bom relacionamento com as comunidades impactadas pelas torres para a integridade dos seus ativos.

Já trabalhei com instalação e manutenção de torres de transmissão, mineroduto, oleoduto etc. e não ter um bom relacionamento com as comunidades impactadas podem inviabilizar o negócio.

Na COP 21 países adotaram uma agenda para o desenvolvimento sustentável. Isso foi histórico, nunca os líderes mundiais concordaram com uma agenda tão ampla para transformar as sociedades.

Naturalmente, o verdadeiro sucesso da agenda exige execução por todos nós, de governos e outros atores sociais.

Empresas, especialmente as grandes corporações que estabelecem os princípios da indústria e mercados têm um papel fundamental e deve ir mais além do ‘ business as usuais ‘.

Evoluíram as regras da sociedade e atitudes gerenciais devem evoluir também.

Os valores sobre sustentabilidade devem ser construídos em estratégias, modelos de negócios e desenvolvimento de produtos.

Empresas que ignoram o meio ambiente, social e econômico e os valores globais expressados pela comunidade internacional mostram uma falta de conhecimento do mercado.

Urge um novo modelo de gestão a ser implantado e este novo pensamento é crucial.

É preciso ter atenção.

Se em uma cultura corporativa concentra-se apenas em indicadores de desempenho económico em curto prazo, seus colaboradores vão seguir a mesma linha de raciocínio e como consequência escolhem os fornecedores mais baratos independentemente de eles terem condições de trabalho degradantes ou de práticas ambientais deploráveis.

O resultado? A mídia está aí para contar.

O escândalo de emissões Volkswagen demonstra o que pode acontecer se gestão permanece distante de seus funcionários.

Transformação corporativa para a sustentabilidade é uma tarefa de liderança. Assim como escadas são limpas de cima a baixo, as reformas institucionais devem ser vividas pelos executivos, não só proclamadas.

Empresas verdadeiramente sustentável devem abraçar as reduções de emissões e energia verde e controlar seu uso de recursos não renováveis.

Devem investir em modelos de negócios que tragam produtos essenciais e serviços ao alcance de todos. E estes devem ter os mesmos padrões ambientais e sociais em todos os locais de produção.

“Valores devem ser construídos em estratégias, modelos de negócios e desenvolvimento de produtos.”

Todas estas reformas e inovação têm custos imediatos e seus retornos não viram rapidamente.

Empresas automobilísticas que investiram em soluções híbridas (carros) são preferidas dos clientes ecologicamente conscientes, por exemplo, mas sim, investimentos em sustentabilidade vão aumentar os custos e podem reduzir os lucros das vendas, pelo menos em curto prazo.

Eis porque nós devemos olhar para tais reformas e inovação como o preço necessário de integração, um investimento em credibilidade e um prémio para o sucesso futuro.

Não se pode esquecer que, qualquer investimento tem que dar retorno ao acionista.

Em tempo, custos serão deslocados pelo sucesso em novos mercados, maior motivação dos funcionários e clientes e ganhos de reputação.

Valores como a sustentabilidade, inclusão social e direitos humanos devem ser avaliados juntamente com medidas de sucesso econômico, quando as decisões são tomadas.

Códigos de conduta e diretrizes de sustentabilidade corporativa devem ser alterados. As avaliações de desempenho e decisões de bônus devem se referir a esses critérios.

O pensamento sobre sustentabilidade deve penetrar a cadeia de valor corporativo.

Que começa com a compra de matérias-primas e serviços, transporte, práticas de emprego e gestão ambiental na produção.

Estendendo até a embalagem e entrega a utilização de produtos e serviços pelos clientes e descarte do produto, reutilização ou reciclagem.

Todos os novos investimentos e pesquisa e desenvolvimento devem se submeter a uma avaliação de sustentabilidade.

A comunicação corporativa também precisa de uma revisão (VAMOS INOVAR?).

Um público esclarecido não encontra mais muita ‘poesia’ com fotos de crianças e trabalhadores alegres, não cola mais!

Fica difícil vender uma imagem quando sua taxa de acidente de trabalho é alta ou as comunidades sofrem com os impactos ou passivos ambientais.

A comunicação corporativa deve ser verdadeira e mostrar a transição para o modelo de desenvolvimento sustentável como um processo de aprendizagem, com contratempos e obstáculos relatados bem como sucessos e progresso.

Competir com integridade é um gerenciamento de risco inteligente.

Agindo contra resultados de interesses sociais globais e ambientais causam um dano à imagem da empresa de valor intangível, responsabilidade civil e criminal, os bancos não emprestam mais, sanções etc.

Que digam as empresas que estão em nossa mídia global no momento como vilãs ambientais.

Estamos juntos!

Quando os gerentes /diretores desfazem a segurança corporativa e, perturbam a nossa vida!

A estratégia de segurança deve começar no nível corporativo.

 Os líderes da organização devem direcionar na formulação de uma estratégia de segurança abrangente que guie as atividades e determine o ajuste de cada programa e iniciativa.

 Tudo feito no nível do local deve ser mantido contra o padrão dessa estratégia.

Quando o ativo não segue a estratégia, deve haver ação corretiva decisiva e oportuna.

Quando não há, a estratégia deixa de ser executada e os resultados dessa falha muitas vezes se manifestam como um baixo desempenho de segurança ou, pior ainda, como eventos catastróficos.

Infelizmente, a maioria das organizações não tem uma verdadeira estratégia de segurança, ou tem uma falha ou incompleta.

No entanto, ter uma estratégia de segurança no nível corporativo não é uma garantia de que isso afetará o desempenho.

 Muitas estratégias que começam no topo da organização também terminam lá.

 A eficácia da estratégia corporativa no nível do site depende da aceitação e suporte da gestão do ativo

Muitos gerentes /diretores são campeões de segurança e recebem uma estratégia para orientar seus esforços, mas alguns são ineficazes em seus esforços, e alguns deliberadamente se desviam da estratégia.

Os gerentes /diretores que não executam a estratégia de segurança corporativa geralmente o fazem de três maneiras: delegação, subjugação ou desvio.

Não é incomum que os gerentes /diretores do local deleguem a segurança a um profissional ou especialista em segurança.

Em muitos casos, o gerente de segurança segue a estratégia corporativa e poupa o gerente do site muitos dos detalhes de fazê-lo.

No entanto, quando os gestores se divorciam completamente dos esforços de segurança, o profissional de segurança pode se tornar um bode expiatório e não um recurso.

 Os gestores podem dificultar ou impossibilitar que especialistas em segurança façam seu trabalho e depois os culpem quando os resultados não são aceitáveis.

 Quando os gestores do local têm um longo período com várias rotações de profissionais de segurança, e o local ainda não está funcionando bem em segurança, o problema muitas vezes é o gerente e não o pessoal de segurança.

Gestores que não assumem um papel pessoal na segurança enviam uma mensagem a toda a organização de que a segurança não é o que realmente se trata.

Delegar a segurança não é tão ruim quanto subjugá-la.

Mesmo os gestores que participam da segurança podem passar a mensagem de que outras prioridades são mais importantes.

O simples volume de comunicação sobre outras prioridades versus segurança pode reforçar essa mensagem.

 Mas alguns gerentes /diretores não param por aí.

 Eles pessoalmente e diretamente enviam a mensagem de que a segurança deve tomar um banco de trás para assuntos mais importantes.

Se os gerentes /diretores do ativo não conseguirem o que querem dos profissionais de segurança do local, eles podem escolher até encontrar uma pessoa de segurança que possam controlar e manter fora do caminho de suas verdadeiras prioridades.

Quando os colaboradores exercem seus direitos de parar as operações  por segurança, os gerentes do site têm o poder de escrevê-los para insubordinação, atribuir-lhes empregos sujos ou negar-lhes certos benefícios.

Os gerentes /diretores do local também podem subjugar a segurança de maneiras mais sutis, como reduzir ou cortar o financiamento para funções de segurança ou equipamentos, dificultar a realização de reuniões de segurança, ignorar sugestões de segurança ou reduzir todo o treinamento de segurança a módulos redundantes baseados em computador.

 Alguns gerentes /diretores mudam de assunto quando a segurança é trazida à tona, ou expressam a opinião de que todos os acidentes são culpa de colaboradores descuidados e não exigem a atenção dos gerentes, exceto para demitir os culpados.

 Quando os gerentes /diretores enviam a mensagem de que a segurança não é importante para eles, os colaboradores recebem a mensagem.

 Uma vez que esta mensagem é recebida, todas as outras mensagens que promovem a segurança são inúteis

Entrevistas com colaboradores  quase sempre podem identificar rapidamente problemas com gestores e segurança, mas muitas organizações não utilizam essas entrevistas como parte de auditorias regulares de segurança.

Alguns gerentes /diretores evitam com sucesso a culpa pela segurança, desviando a atenção para outros aspectos dos negócios em que se destacam.

Um gerente /diretor que pode aumentar a eficiência e os lucros, mas não consegue controlar a segurança, muitas vezes recebe outra chance, ou mesmo uma renúncia.

Se a responsabilização pela execução da estratégia de segurança corporativa passa pela hierarquia de gestão da produção, muitas vezes é o caso.

Tanto o gerente do site quanto seu chefe têm múltiplas responsabilidades e responsabilidades.

Se a estratégia corporativa não contiver uma linguagem forte estabelecendo a segurança como valor ou prioridade igual ou maior que a produtividade, é fácil desculpar o fraco desempenho em segurança, desde que haja forte desempenho nas áreas de foco da organização.

Como dito anteriormente, a delegação de segurança pode capacitar o desvio se um gerente produtivo e/ou lucrativo puder culpar com sucesso falhas de segurança no profissional de segurança, em vez de aceitar a responsabilização pessoal.

 Culpar os colaboradores por acidentes é muitas vezes outra forma de desvio.

 Se as investigações de acidentes automaticamente colocam a culpa nos indivíduos e ignoram causas e influências contributivos, isso muitas vezes é um sinal de tal desvio.

 Alguns gerentes de sites até culparão a estratégia corporativa pelo seu fracasso, mesmo que não estejam a segui-la.

Os gestores que buscam corrigir a culpa em vez de corrigir os problemas são, muitas vezes, gestores que estão falhando na segurança ou tentando mudar o foco para evitar a culpa própria.

Outra forma de desvio é quando os gerentes /diretores simplesmente ficam ocupados ou sobrecarregados com outras prioridades e não dão segurança suficiente para ter sucesso. Problemas mecânicos, má engenharia ou design, problemas trabalhistas ou processos ineficientes podem dominar a atenção dos gestores.

 A segurança, juntamente com uma série de outras prioridades, pode ser colocada em segundo plano quando questões imediatas e urgentes saem de controle.

Uma boa estratégia de segurança no nível corporativo deve incluir canais de prestação de contas e métodos de detecção precoce quando a estratégia não está sendo seguida.

Os gerentes /diretores dos ativos que não seguem a estratégia por qualquer motivo precisam ser identificados rapidamente e seu curso corrigido.

A maioria deles são grandes ativos para suas organizações e executam a estratégia de segurança com precisão e criatividade.

No entanto, os poucos gerentes /diretores dos ativos que fazem parte do problema em vez da solução estão em posição de causar danos irreparáveis aos colaboradores  e reputações de suas organizações

Estamos juntos

Não basta ser só gestor de ESG, tem que participar!

O abismo entre o corporativo e a linha de frente pode ser fatal!!

Atuando algum tempinho em organizações de diversos segmentos, ajudando essas corporações a aperfeiçoar o desempenho dos negócios, enquanto reduzem a sua pegada ambiental com ações de Sustentabilidade , prevenção a acidentes socioambientais e de trabalho.

Agora como com consultor ou melhor do outo lado do balcão, assisto algo que sempre me autorregulava depois de tanto errar, não deixar uma grande distância dos meus títulos CORPORTIVO, GLOBAL etc. com a linha de frente ou trecho.

Antes de chegar ao corporativo, lições foram assimiladas e com muitos mais erros do que acertos sem dúvida. E com essa bagagem acredito ter conseguido ajudar no suporte aos gerentes de cada área.

Aprendendo sempre com o dia a dia, anotando as lições aprendidas, podendo observar onde problemas podiam acontecer e preveni-los, tem sido a meta como corporativa ao apoiar a gerência nestes sites ombro a ombro com os gestores.

Receber os Kpis no escritório, não estar presente na área de operação, é uma tremenda irresponsabilidade.

Mas, infelizmente este comportamento ainda é observado!

Quando em visita aos projetos, o que me mais assustava era dar uma volta às frentes de trabalho/chão de fábrica e sentir que o gestor local não tinha uma presença constante na área e tampouco a comunicação fluía como deveria.

Quando se possui certa vivência e experiência profissional, vai se adquirindo uma visão ampliada da situação que se pode ter sobre sua função e conseguir interpretar melhor a maneira de evitar riscos desnecessários inerentes ao negócio.

Não é o cargo de gestor que o torna líder em Sustentabilidade e QSMS-RS, você tem de ser um líder antes mesmo de ter a função!

A organização espera atitude de liderança por parte do profissional.

Quem fica trancado em sua sala, por mais competente que seja perde a perspectiva do que é preciso ser feito e fica estagnado.

Ficar na sala o dia o todo e não estar presente no chão de fábrica/frente de trabalho com certeza não irá alcançar os resultados esperados por seus acionistas.

Não adianta depois reclamar que: a análise de risco foi malfeita, sua equipe é fraca, a consultoria é péssima e o mimimi famoso:

NÃO SABIA, ACHEI QUE, depois de uma fatalidade.

Chamar a responsabilidade para si e ser o primeiro a estar presente nas áreas é fundamental para melhor interpretação dos Kpis.

A responsabilidade perante o CEO e acionistas é grande, seja em qualquer atividade econômica independentemente do tamanho do negócio.

Todos esperam resultado de sua gestão e o retorno do investimento que realizam em sua área.

Acidentes fatais e ambientais são causados por uma série de decisões gerenciais ou falta de acompanhamento e compreensão de ocorrências que enviam N recados de que algo sério vai acontecer e não são levados em conta.

Papel aceita tudo, e sem estar presente no local se perde a sensibilidade do que está realmente acontecendo.

Participando em várias investigações tanto em acidentes ou ações em Sustentabilidade que falharam, era notória que um dos motivos das falhas era a falta de comunicação e falta de presença na área do gestor.

O olho do dono é o que em gorda o animal, e em gestão de QSMS-RS e Sustentabilidade não é diferente.

Já presenciei e participei de projetos de Sustentabilidade em fábricas e com comunidades, quando estes falhavam, invariavelmente a comunicação estava falha e o famoso “mãos à obra” estava bem longe da área.

Como mencionei acima, errei muito na minha vida profissional, até chegar ao corporativo onde cabelos brancos foram chegando e a visão e sentimento de que algo estava errado em relatórios e projetos que me apresentavam ajudava a auxiliar os gerentes corrigi-los antes de implantar.

Quando digo que quem trabalha nesta área não tem zona de conforto, muitos ainda parecem acreditar que não é bem assim.

O que seria mais barato, gastar 20 bilhões para recuperar uma área ou gastar com prevenção e ações concretas de sustentabilidade?

Todo gestor tem de estar em contato com os colaboradores do chão de fábrica ou de frente de trabalho o tempo todo.

Se não o fizer, vai ter uma visão equivocada do que se tem de ser feito e qualquer iniciativa tomada pode ser tarde e fatal.

Ainda persiste a cultura de só colocar grades de depois da porta arrombada.

Se a empresa tiver como missão gerar valor para a sociedade, é necessário ir além de somente cumprir as normas, básico, não?

O mesmo serve para o profissional da área, se sua equipe de gerentes, coordenadores e etc.

Limitar-se a manter o sistema rodando, diálogos de segurança maçantes, treinamento burocráticos, auditorias só para manter a certificação.

Um recado: TER CERTFICAÇÃO ISO, ESTAR EM COMPLIANCE, NÃO SIGINIFCA QUE NÃO VAI TER ACIDENTE!

Quando os executivos incorporam a questão de sustentabilidade e QSMS-RS como algo estratégico.

O gestor precisa entender que é preciso influenciar, persuadir e liderar seus colaboradores nesta missão e se for preciso até o seu chefe.

Somente quando todos mudam sua maneira de pensar é que conseguimos fazer transformações que desejamos e necessitamos.

Mas, atualmente, ainda existem líderes de Sustentabilidade e QSMS-RS que não se comunicam com seus subordinados no chão de fábrica ou frente de trabalho.

Ainda observo gerentes que não gerenciam, apenas administram Kpis, relatórios, verificam planilhas no computador, se preocupam com horário de chegada e saída dos seus colaboradores e mais nada.

E com isso assistimos um número de acidentes fatais e ambientais aumentarem ano a ano.

Onde está a responsabilidade do gestor perante as partes interessadas? A legislação está cada vez mais draconiana e com razão.

Não adianta implantar técnicas maravilhosas, como: comportamento seguro, gestão e análise de risco ou o que seja (são inúmeras e excelentes metodologias a serem aplicadas).

Mas sem liderança principalmente na área de Sustentabilidade e QSMS-RS, estamos falando de GREEN WASHING e nada mais.

Como gestor, tem que saber atrair e agradar os melhore colaboradores. Delegar trabalho e esquecer é um péssimo exemplo.

Será difícil entender que como gestor sua equipe necessita saber que você está cuidando e acompanhando o trabalho desenvolvido?

A importância da comunicação bem como os benefícios que ela proporciona às empresas e a todas as partes interessadas são amplamente comprovados e inquestionáveis.

Mesmo assim, no ambiente empresarial, há líderes que não dão atenção a seus colaboradores. E deve ser corrigido para alcançar os objetivos desejados.

Sabe-se que os principais objetivos da comunicação são: tornar o pensamento comum aos outros, produzir uma resposta e persuadir.

Para evoluir como gestor precisa se ter uma visão estratégica do seu departamento, necessita estar presente, “PARTICIPAR” na linha de frente e liderar sua equipe a um trabalho de persuasão aos colaboradores no dia a dia.

Estamos juntos!

Aquisições e fusões. Passivo socioambiental? Muito cuidado antes de tomar a decisão!

Estas duas últimos semanas, fiquei no trecho por vários motivos de trabalho, mas entre eles recebemos a missão de realizar due diligence de riscos socioambiental em alguns ativos do segmento de energia renovável, agronegócio e indústria.

Se você não tem a experiência de muitos anos no mundo corporativo e sabe daquelas manhas que só como gestor você já passou, fica difícil descobrir.

Me desculpe meus colegas da segurança do trabalho, mas o que fecha uma empresa “são problemas ambientais e as comunidades”.

Se não prestar atenção e ir buscar fundo as informações para coletar em seu relatório final, quem te contrata acaba comprando uma bomba relógio se você não relatar os riscos encontrados.

É coisa muito séria uma due diligencie bem-feita.

Tem muita coisa bem “esquecida” debaixo do tapete, acredite!!

A presença do termo passivo socioambiental no noticiário se tornou corriqueiro após os acontecimentos no porto de Barcarena (Caulim) e em Minas Gerais (Mariana) no ano de 2015/16.

Também tivemos dois acidentes ambientais no porto de Santos com produtos químicos no ano de 2016.

E agora, mais uma vez só se fala sobre o assunto por causa de Brumadinho, e como consequência vem os termos técnicos à tona na mídia e junto os achismos e academicismos.

Mas nesta seara não vou me meter, pois já tem comoção suficiente e gente demais escrevendo e falando.

Aliás passivo socioambiental tem muito por aí, é questão de tempo para aparecer.

INFELISMENTE!

Vamos para o lado prático para nós gestores que trabalhamos com as questões socioambientais e temos nossa responsabilidade perante as organizações para qual prestamos serviço.

O tempo vai passando e a experiência adquirida não tem preço e sempre na minha história profissional venho colecionando lições aprendidas e me surpreendendo onde encontrar um passivo ambiental.

Participando em várias start up em projetos green field e Brown Field, perdi a conta de tantas vezes em ter que avisar de uma boa ou má notícia dependendo do ângulo que se veja aos negociadores, levantando a existência de um passivo ambiental ou alertando também que por descuido da operação se estava criando o mesmo problema nas áreas em que tinha responsabilidade de averiguar.

E não adianta ocultar, mais cedo ou mais tarde acaba aparecendo e quando vem à tona pode inviabilizar o negócio e infelizmente o pior de tudo causar danos à saúde ou até morte não só dos operadores no local de trabalho, mas como também as comunidades em volta.

Este tema tem enorme dimensão e grande importância de efeito na questão econômica, social e jurídica.

As atividades econômicas e seus efeitos sobre o meio ambiente são questões há algum tempo mundialmente discutidas.

Cases e mais cases de contaminação no solo ou água afetando a saúde das pessoas e sendo indenizados por grandes quantias, já virou temas em alguns filmes.

Para evitar, compensar ou minimizar seus impactos ambientais negativos, as atividades econômicas potencialmente poluidoras são atualmente objetos de legislações específicas, disciplinadores de procedimentos tecnológicos e operacionais capazes de eliminar ou reduzir poluentes.

Além das normas legais, outras recomendações e propostas, ainda sem regulamentação, estão paulatinamente sendo implantadas no sentido da efetiva responsabilidade e das obrigações quanto à restauração de danos ao ambiente.

O reconhecimento do passivo ambiental é de fundamental importância para a correta avaliação da situação econômico e financeira das corporações de uma forma geral.

O passivo socioambiental representa os danos causados ao meio ambiente e a comunidade impactada, representando, assim, a obrigação, a responsabilidade social da empresa com aspectos ambientais.

Uma empresa tem passivo socioambiental quando ela impacta, de algum modo ou ação, o meio ambiente, e não dispõe de nenhum projeto para sua recuperação, aprovado oficialmente ou de sua própria decisão.

E também representa toda e qualquer obrigação de curto e longo prazo, destinadas única e exclusivamente a promover investimentos em prol de ações relacionadas à extinção ou amenização dos danos causados ao meio ambiente, inclusive percentual do lucro do exercício, com destinação compulsória, direcionado a investimentos na área socioambiental.

Observamos nas grandes organizações, o montante das obrigações de reparação de danos ao meio ambiente tem efeito significativo sobre as negociações, causando sérios prejuízos ao comprador quando não detectadas no ato da negociação.

Estes passivos normalmente são contingências formadas em longo período, sendo despercebido às vezes pela administração da própria empresa, envolvendo conhecimento específico.

Normalmente, o surgimento dos passivos socioambientais dá-se pelo descuido em uma área, rio nas comunidades a sua volta etc., inclusive o ar que respiramos, e de alguma forma estão sendo prejudicados, ou ainda pelo processo de geração de resíduos ou lixos industriais, de difícil eliminação.

É bom lembrar que os passivos socioambientais, podem ser originários de atitudes ambientalmente responsáveis como os decorrentes da manutenção de sistema de gerenciamento ambiental, os quais requerem profissionais qualificados para a sua operacionalização.

Tais sistemas exigem ainda a aquisição de insumos, máquinas, equipamentos, instalações para funcionamento, o que, muitas vezes, será feito na forma de financiamento direto dos fornecedores ou por meio de instituição de crédito.

Esses são os passivos que devem dar origem aos custos ambientais, já que são inerentes à manutenção normal do processo operacional da companhia.

Com a dinâmica dos negócios, os passivos socioambientais devem ser tratados com muita atenção e devem fazer parte da tomada de decisões das organizações na aquisição de outras empresas, na formação de cluster, nas fusões, nas análises de riscos do negócio, na venda da empresa e na concepção de novos produtos, dentre outras transações pertinentes ao assunto.

A avaliação de passivo socioambiental deve ser sempre utilizada em avaliações para negociações de empresas e em privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental podem recair sobre os novos proprietários.

Esta ferramenta funciona como um elemento de decisão no sentido de identificar, avaliar e quantificar posições, custos e gastos ambientais potenciais que precisam ser atendidos.

Acredito que em uma aquisição, fusão ou início em novos sites, a não realização de uma due diligence socioambiental, o risco é grande!

Estamos juntos!

Gestão estratégica ESG! Desafios e Oportunidades!

Gestão estratégica ESG! Desafios e Oportunidades!

Em minhas aulas ou palestras sobre os princípios do ESG.

Sinto que que ainda existe uma dúvida sobre esta questão e, existe um pré entendimento que ambiental, social e a governança não caminham juntos, ERRADO!

Sim estão juntos e no final é uma coisa só.

Um não existe sem o outro !!!

Se alguém acha que não! me perdoe, mas é mais um mimimi no país das maravilhas da Alice.

Governança (verdadeira) no mundo corporativo é Sustentabilidade Corporativa inserida como um todo.

Tanto Governança e uma Cultura Corporativa não existem se não houver forte comprometimento por parte dos acionistas, conselheiros, CEOs e diretores.

E com a questão sobre Sustentabilidade e QSMS-RS serem incorporadas como sendo um VALOR como missão na corporação não é diferente.

Além de um tremendo desafio é uma ótima oportunidade, se a considerarmos como um tema que vai além de divulgar somente a tradicional visão e missão.

Qual empresa não gostaria de assistir, escutar a mídia ou os stakeholders elogiando a cultura de Segurança do Trabalho (QSMS-RS) como sendo um VALOR forte de sua corporação? Ou sua preocupação com o desenvolvimento sustentável? Acredito que todas!

A Cultura de valores quanto a Sustentabilidade e QSMS-RS de uma empresa também representa sua identidade corporativa, o que faz com que ela seja identificada como uma empresa boa para se trabalhar, estabelecer e construir alianças sustentáveis.

Se uma cultura empresarial está pouco definida, ela pode acarretar mais desperdícios do que se imagina, tendo em vista que a ausência desta leva a empresa a ficar à mercê do bom senso de cada um de seus profissionais, o que pode custar muito para a organização.

Quando a cultura de segurança, por exemplo, está incorporada no DNA da corporação, ela tem um papel decisivo no desenvolvimento da empresa e dos colaboradores, pois cria a possibilidade de todos divulgarem o mesmo discurso, trabalharem de forma alinhada aos objetivos corretos e de maneira focada.

Embora o processo de “aculturamento” possa ser vivido de uma forma muito mais interessante, quando há clareza da visão, missão e dos valores fica muito mais simples fazer o processo de atração e de retenção de pessoas.

Quando todos estão envolvidos e comprometidos, temos foco naquilo que realmente faz sentido para o alcance dos resultados, desde a entrada de novos talentos até o processo de desenvolvimento deles, pois a Cultura de QSMS-RS e Sustentabilidade irá permear toda essa trilha profissional.

Todas as relações internas e externas seguirão também a Cultura Corporativa de QSMS-RS e Sustentabilidade, que dará a sustentação para a comunicação, para as negociações e para as decisões.

Reconhecer isso também é um fator que garante sucesso, pois acreditar que divulgar a cultura massivamente garante o aculturamento é uma visão equivocada, tendo em vista que o processo requer: atitudes, comportamentos e diálogos que mantenham a cultura sempre presente e a liderança tem que ser o exemplo.

Sem líderes que demostram essa cultura e o seu valor incorporado, mesmo o conselho tendo como objetivo possuir uma cultura organizacional forte pode esquecer senão houver comprometimento da liderança.

Ter a liderança inspirada e envolvida em manter e concretizar diariamente a cultura deixa o processo mais coerente.

Saber quais são efetivamente os valores de Sustentabilidade e QSMS-RS e como eles serão praticados em situações do dia a dia e em definições estratégicas facilita a concretização de todos os processos, tendo em vista que muitas empresas, quando citam os seus desafios, percebem que suas origens estão na ausência da prática dos seus valores.

Ainda não construímos uma prática de considerar a governança e cultura corporativa como um fator de sucesso, pois estamos mais voltados em escrever e divulgar do que propriamente vivê-la, para que ela se torne organizada e natural, podendo ser inclusive um diferencial da empresa.

O que está definido e escrito é importante, porém, mais importante é identificar se o que está escrito será realizado com vontade, alinhado aos valores da organização e se existe sinergia com as pessoas que compõem a empresa. Quando essa equação estiver equilibrada, o sucesso será naturalmente conquistado.

Faz-se necessário arrancar das paredes as mensagens bonitas e inspiradoras sobre QSMS-RS e Sustentabilidade e trazê-las para o chão de fábrica.

E sem uma Governança e Cultura Corporativa de QSMS-RS e Sustentabilidade considerada como um VALOR fica difícil à assimilação por parte de toda a corporação.

Estamos Juntos!

Gestor de ESG ! O que importa é o resultado, não esqueça disso!

Meu amigo (a) gestor de ESG ou  Segurança, Meio Ambiente , Reponsabilidade Social e outros, você é pago para resolver problemas, e dar soluções (resultado)

Não tem mimimi, Kpis e metas estão aí para serem alcançados

Sabe aqueles relatórios lindos de Sustentabilidade publicados, sabe aquela festa toda por estar dentro do CDP, ICO2, pois bem é VOCÊ que faz acontecer!

O resto é mídia de jornalista, da comunicação e marqueteiros.

Não existe ESG, sem o profissional de QSMS-RS & Sustentabilidade

DÊ RESULTADOS!

Neste início de 2021, participei de uma palestra sobre ESG e na semana seguinte em um debate sobre a importância de uma boa gestão de QSMS-RS e Sustentabilidade com ênfase em eficiência e redução de custos na empresa como entre outras missões de um gestor de Sustentabilidade.

Em ambas, passei de novo por uma situação muito interessante que se repete com alguma frequência nestes últimos anos, por isso decidi em escrever sobre o tema.

Em palestras tanto em universidades, in company ou participando de debates sinto que ao final quando chegamos às perguntas, desaponto alguns dos participantes, quando perguntam minha formação, menciono que sou um profissional que trabalha com gestão de ESG / Sustentabilidade e QSMS-RS corporativa.

Noto que muitos dos convidados acreditavam que eu fosse ambientalista e esperavam alguém que iria falar só sobre plantar árvores etc.

No decorrer da apresentação falando sobre custos, resultados, compliance e estar alinhado com a produção, alguns participantes vão mudando a fisionomia.

É frequente o questionamento sobre qual minha formação uns pensam que sou economista, advogado ou administrador, pois falo muito sobre leis, ser criativo e inovar para redução de custos, obrigação de entender o processo no qual está envolvido, gestão com visão ampliada da área em tema, responsabilidade, ética e transparência perante os seus gestores e dar suporte com o foco no resultado do negócio.

Como sempre, resumo: Se estamos falando de Sustentabilidade e QSMS-RS corporativo é porque existe um negócio e sem ele não haveria uma palestra ou o debate.

O foco é no resultado do negócio com gestão de Sustentabilidade e QSMS-RS séria e responsável como suporte.

Observo que ainda é muito difícil para alguns profissionais compreenderem esta situação, mas é sobre o mundo corporativo que estamos falando (custos, eficiência e lucro) e a preocupação com a Sustentabilidade é um tema que já deixou de ser bom, para tem que ser!

Ou seja, já faz parte das corporações tanto como governança corporativa.

Não só por uma questão de mercado, mas porque a sociedade mudou e não aceita mais agressões ao meio ambiente a as comunidades impactadas.

A nossa responsabilidade como gestor é enorme, senão vejamos algumas das atividades que menciono nas palestras e suas consequências se não realizamos com seriedade : Respondemos civil e criminalmente por nossos atos (muita atenção em assinar suas ARTs), lidamos com” N ” condicionantes ambientais no qual temos que apresentar aos órgãos ambientais e se não o fizer vem às multas e paralização da atividade, nossas outorgas têm que estar em dia e o controle de consumo e descarga de efluentes sendo bem acompanhando na ponta do lápis, pois isso é um dos maiores custos das empresas, ciclo de vida de materiais bem controlado, auditar terceiros que prestam serviços ambientais ou não e muito mais .

São inúmeros os deveres e responsabilidades que nós profissionais temos que executar dentro das corporações e sempre faço questão de relembrar desta importância e como é abrangente.

E só para ilustrar a que importância chegou à gestão de sustentabilidade, menciono que nenhuma “instituição financeira aprova mais nada antes de uma análise de risco socioambiental seja em projetos Green field ou Brown Field”.

Nós profissionais de Sustentabilidade e QSMS-RS, trabalhamos com Meio Ambiente, Segurança e Saúde do Trabalhador, responsabilidade social, relacionamento com as comunidades e metas de desempenho voltadas a ser sustentável nos negócios.

Sem dúvida somos apaixonados pelo que fazemos, mas somos profissionais antes de tudo, remunerados e enfatizo, que devemos dar resultado ao investimento dos acionistas em Sustentabilidade e QSMS-RS.

Como? Assistam a minha palestra, rsrsrs.

Procuro transmitir através de cases ou outras situações minha vivência, lições aprendidas nestes anos todos de profissão.

Acredito que esteja contribuindo um pouco para estes profissionais e empresas.

Estamos Juntos!

Dificuldades e a importância na gestão de QSMS-RS & Sustentabilidade em “Complexos Eólicos “​ onshore e offshore!!

A primeira vez que assumi uma gestão de um projeto de energia eólica foi no Quênia, algum tempo depois em eólicas offshore na Escócia, mas é outra história!

E nada mais nada menos que algumas centenas de torres foram jogadas baixo minha responsabilidade.

Vinha de experiência em óleo e gás, mineração, construção civil pesada, e enfrentar um Complexo eólico foi algo inusitado na minha carreira, a princípio falei, Ahhh, vai ser mole …., não tem os riscos das atividades anteriores que vivi e que como testemunha estão aí em meus cabelos brancos.

Relações com comunidades então fácil!!!

Ledo engano, tolinho;

Entendi e apanhei muito que o ciclo industrial de energia eólica multidisciplinar inclui mapeamento de vento, fabricação e transporte de máquinas e peças, instalações e comissionamento, etc.

Assim, do teste à produção dos componentes da turbina eólica para o transporte, a manutenção de turbinas, os riscos em QSMS -RS são abundantes em cada etapa do processo.

Embora o setor de energia eólica seja particularmente complexo e único, apresenta perigos adicionais fora os que nós do trecho estamos acostumados como relacionado com as comunidades, rotogramas e outros.

 Estes são determinados pelas operações comerciais significativas ou dependem dos fatores topográficos, ambientais e outros.

O setor de energia eólica está progredindo e, com isso, há uma responsabilidade contínua em garantir que os colaboradores que realizam instalações, procedimentos de manutenção e operações rotineiras trabalhem em condições seguras.

 A maioria dos colaboradores, quer onshore ou offshore, trabalhar em alturas, subir escadas muitas vezes por dia, trabalhar em espaços confinados (e às vezes em posições estranhas), gastar grandes esforços físicos e são expostos a produtos químicos, fumos e poeira.

Como a segurança do trabalho está na vanguarda de todas as cadeias de abastecimento industriais, os esforços para fomentar ambientes de trabalho mais seguros no setor da energia eólica estão a materializar-se de várias formas.

O ambiente de trabalho offshore apresenta perigos adicionais, tais como:

Transferências de pessoal: durante as transferências entre embarcações marinhas, helicópteros ou turbinas eólicas, há risco de colisões ou quedas na água.

As operações de mergulho: perigos durante instalações, colocação de cabos e manutenção. Evacuações de emergência: em caso de fogo, explosões ou condições meteorológicas severas podem causar atrasos de transporte e colaboradores podem acabar encalhado por dia.

 Aqui, também devem ser consideradas as distâncias de viagem durante emergências.

 Riscos estruturais: correntes, ação das ondas e corrosão afetam os componentes da turbina.

Operações de levantamento: aumento de vento carrega movimento de risco dos navios durante a elevação e o movimento das turbinas.

É central para incorporar a segurança no ambiente de trabalho, e o foco reside na abordagem ‘seguro por design’.

Isto significa identificar a necessidade de escoltas, planos de contingência, restrito às vias de acesso, corredores rodoviários confinados e limitantes pontos de viragem.

Os rotogramas e sues PAEs tem que estar na ponta dos cascos, nada de meia boca, acredite!

Quando os colaboradores subirem turbinas, eles devem ser auxiliados por tecnologias estado-da-arte – ou seja, dispositivos de segurança, ferramentas de acesso e equipamentos de inspeção.

Veículos aéreos não tripulados (drones) podem diminuir a necessidade de inspeções físicas, mas eles são mais rápidos, monitorando o desempenho em conformidade com as instruções do método

Treinamentos (seja offshore ou onshore) devem abranger primeiros socorros básicos, conscientização contra incêndios, resgate de emergência no mar, treinamentos de fuga subaquática de helicópteros, uso adequado de EPI e segurança pessoal.

Um PEI (off shore) tem que ser elaborado, não se esqueça

 Os colaboradores devem ter o conhecimento sadio de sistemas e de equipamento da cair proteções para realizar tarefas da manutenção e da inspeção.

Melhores controles de engenharia, ciclos de manutenção reduzidos e inspeções remotas ajudam a melhorar a saúde e a segurança dos colaboradores.

Embora a energia eólica seja “verde”, é necessário um cuidado especial e uma prevenção muito bem estruturada para superar os perigos da segurança, bem como com as relações com as comunidades impactadas.

Mapear seus stakeholders nas linhas de transmissão, elaborar rotogramas incluindo esse mapeamento nos planos de gestão de crises, mitigar os impactos as comunidades e por aí vamos, a lista é longa.

Acredite, aqui vos fala quem atualmente realiza essas auditorias para checar e elaborar esses planos, toda vez aumenta algum requisito para inspecionar e incluir nos procedimentos.

 Quando as diretrizes e os procedimentos são harmonizados, as empresas podem trabalhar juntas de formas melhores, podem “projetar” riscos e perigos, conduzindo assim a melhorias significativas nas melhores práticas em toda a indústria.

Estamos juntos!

Como está sua gestão de riscos no seu SGA e, quem disse que ter certificação ISO é segurança de não ter acidente?

Nunca entendi muito bem, por que essa euforia em ser certificado ISO, claro, a maioria das vezes é exigência do cliente, mas poucos pensam nos benefícios de um sistema de gestão sem êxtase de ser certificado, aí vem a sensação, de que já como tenho um certificado na parede, não vão acontecer acidentes.

Oi? Quer mais de 100 exemplos de grandes acidentes socioambientais com organizações certificadas?

Assistindo à televisão essa noite, achei interessante a ideia das mineradoras se mostrarem boazinhas com a questão socioambiental.

Estão certíssimas, aliás, aqui vai uma defesa de quem já foi um dia Diretor de QSMS -RS & Sustentabilidade em uma mineradora, essas não são os únicos que causam impactos socioambientais, a lista é grande.

Sabemos que ninguém quer ficar sem celular, computador e outros e que se não fosse a mineração não existiriam, mas esse debate deixo para outros mais eloquentes.

Um dos elementos chave da 14001(SGA)/2015 envolve a gestão de riscos, mesmo assim aquela sensação de zona conforto ainda é grande.

 A gestão de risco socioambiental não é mais uma escolha, é uma questão de sobrevivência na organização.

Se entendemos que risco é a probabilidade de algo acontecer, fica claro que ele está presente em todos os processos de uma empresa.

 E, por este motivo, as organizações estão buscando definir e implantar culturas de risco socioambiental, para facilitar a identificação e a gestão de possíveis crises.

Entre os principais riscos presentes no mundo corporativo e que, muitas vezes, são negligenciados pelas empresas, estão:

os financeiros; os operacionais; o risco da reputação ou de imagem e os socioambientais;

Risco socioambiental é comportamento, é cultural faz parte de uma Governança Corporativa

E o seu SGA tem que estar incluso nessa realidade, sim!

Acidentes socioambientais temos aos montes, fora os acidentes de segurança (mais um incêndio).

A fata de da gestão de lições aprendidas em acidentes socioambientais acredito ser um dos maiores pecados de uma alta direção.

Acreditar que só acontece com os outros? não é possível em uma gestão de risco, muito menos no seu SGA

Mas, ainda mais importante do que identificar os riscos, é a maneira como as corporações lidam com eles.

Fala se tanto em Governa Corporativa e transparência e se não pensam nos riscos será que é por que não querem ser transparentes?

Ainda assistimos organizações, que só tem olhos para riscos em áreas específicas, como compliance e auditoria interna.

Entender que enxergar que o risco de uma forma mais transversal e bem menos específica, entendendo que a sua gestão não é mais responsabilidade exclusiva de alguma área, mas sim de todos os colaboradores.

A gestão do risco socioambiental no SGA é dever de todas as áreas em tomadas de decisão.

Com a implantação de uma cultura de risco, os colaboradores se tornam gestores, independente do conhecimento técnico e da área em que trabalham.

E, se todos são gestores de risco no SGA, não existe hierarquia na crise.

Organizações estão adotando esta postura e estimulando sua equipe, para que desenvolvam o protagonismo necessário para identificar os riscos e a autonomia e a segurança para procurar pessoas e/ou áreas envolvidas e tentar discutir, mitigar, minimizar ou assumi-los.

Cada vez mais fica evidente que o risco socioambiental tem mais a ver com comportamento e cultura do que com algo técnico ou específico.

 Portanto, a gestão dos riscos do SGA depende menos de conhecimento técnico, mas sim de como você se comporta em relação a eles.

 A Gestão de Risco socioambiental no SGA precisa fazer parte de uma cultura organizacional.

Uma empresa pode ter os melhores processos dentro da operação, mas sempre dependerá do comportamento humano para que eles funcionem corretamente e, consequentemente atenuem os riscos inerentes a qualquer atividade.

 Para isto, é preciso ter uma cultura de risco dentro do seu SGA, focada no comportamento, que previne, mitiga e assume os riscos.

Esta cultura define os comportamentos esperados, de acordo com a cultura de risco da empresa e habilita os profissionais para a gestão de risco.

Treinamentos de consciência e gestão de riscos mitigam riscos, NÃO ESQUEÇAM!

Após o trabalho de mapeamento dos riscos, eu particularmente uso modelo “BOW TIE” e da definição da cultura, as empresas devem capacitar seus colaboradores para a gestão do risco.

Gestão de riscos no SGA deve fazer parte da estratégia e ser considerado nos processos de cada setor ou departamento, por meio de um programa de educação efetivo.

Treinamentos de consciência e gestão auxiliam no processo de conhecimento e mudança do comportamento das pessoas em relação ao risco socioambiental do seu SGA.

Estamos juntos!

3 sugestões pelas quais as organizações podem reduzir suas emissões indiretas com seus fornecedores.

Cumprir o compromisso de alcançar carbono zero até 2050 exigirá que as organizações reduzam não apenas as emissões do Escopo 1 e 2, que se relacionam diretamente com o que produzem diretamente.

Elas também precisam enfrentar as emissões do Escopo 3, que são aquelas liberadas em toda a cadeia de valor.

As emissões do escopo 3 podem ser um grande desafio de assertividade e medição, uma vez que incluem emissões feitas durante o transporte e distribuição de produtos, o uso de produtos vendidos e muitas outras áreas.

O enfrentamento das emissões do escopo 3 é especialmente complicado no setor industrial.

 Exige tanto o conhecimento especializado, ferramentas de medição e recursos dentro de uma organização quanto a capacidade de colaborar em toda a cadeia de valor de forma escalável que traga outros como fornecedores, clientes e colaboradres ao longo da jornada.

Alguns desafios comuns dentro da indústria ao abordar o Escopo 3 incluem:

  • O alinhamento de condução com uma infinidade de fornecedores em torno de um objetivo comum e compartilhado, ao mesmo tempo em que reconhece que cada um pode estar em um ponto diferente em sua jornada de sustentabilidade.
  • Garantir que os parceiros da cadeia de valor sejam capacitados, saiba como começar a relatar suas emissões e se sinta apoiado durante todo o processo.
  • Padronizando a estrutura de divulgação para coletar e relatar dados e orientando a definição de metas do fornecedor.

 Estes podem ser esforços demorados e intensivos em recursos.

O enfrentamento com sucesso das emissões do Escopo 3 exige que as organizações incorporem as três etapas seguintes em seu trabalho com parceiros da cadeia de valor:

1. Garantir a entrada de partes interessadas

Acelerar a sustentabilidade em toda a cadeia de valor exige que fornecedores e clientes se comprometam com suas próprias metas de emissões.

 Isso pode nem sempre ser fácil.

 Por exemplo, dependendo de sua maturidade, os fornecedores podem ter diferentes níveis de know-how e acesso às ferramentas necessárias para medir sua linha de base de dados de emissões operacionais e definir metas.

Mesmo que sejam relativamente novos para a sustentabilidade, o mais importante é garantir que os parceiros da cadeia de valor compartilhem os mesmos valores e compromissos ambientais e vejam o enfrentamento das emissões do Escopo 3 como uma responsabilidade compartilhada e não uma imposição.

2. Criando uma verdadeira parceria em toda a cadeia de valor

Uma vez que as partes interessadas estejam a bordo das metas de redução de emissões compartilhadas, as organizações devem estar prontas para atuar como um guia durante o processo, especialmente para os fornecedores que são menores ou com poucos recursos.

A maneira mais rápida de capacitar os fornecedores a se unirem a você no desafio das emissões é através da educação e parceria contínua.

É crucial se reunir com fornecedores regularmente para oferecer suporte, garantir a prestação de contas e compartilhar proativamente pesquisas para informar a definição de metas a curto, médio e longo prazo.

 A sustentabilidade e um impacto socioambiental positivo devem ser um objetivo compartilhado – uma verdadeira parceria e o papel da empresa com fornecedores é de facilitador e guia, não como único proprietário das metas dos fornecedores.

As organizações devem fornecer aos fornecedores a orientação e o apoio necessários para estabelecer metas de redução de emissões e comemorar com eles à medida que avançam em direção às suas metas.

3. Padronização com organizações de divulgação

A medição é a espinha dorsal de qualquer iniciativa de sustentabilidade significativa e impactante.

Estabelecer metas alcançáveis e progredir sem uma compreensão firme de um ponto de partida ou linha de base é impossível. Se fornecedores e clientes estão nos primeiros dias de sua jornada de sustentabilidade, pedir-lhes para medir as emissões do Escopo 3 pode causar ansiedade.

As organizações podem tornar esse exercício mais gerenciável e menos assustador, compartilhando lições aprendidas medindo as emissões do Escopo 1 e 2.

 As metodologias, estruturas e ferramentas de divulgação que foram implantadas com sucesso para outras metas de redução de emissões podem ajudar os fornecedores quando se trata de relatórios de emissões do Escopo 3.

Há também muitos sistemas e ferramentas no mercado para ajudar a coletar parte das emissões do Escopo 3 da sua organização.

Recomendo analisar e entender suas necessidades, a estrutura de governança (ou seja, quem é responsável pela inserção e gerenciamento dos dados) e seus processos internos antes de escolher a ferramenta apropriada para você.

A melhor ferramenta não será de grande ajuda se você não tiver uma estratégia sólida e um forte alinhamento interno em toda a sua organização.

Embora muitas vezes possa ser referido como a corrida para o carbono zero, nenhum de nós está na competição.

Alcançar carbono zero até 2050 requer colaboração global sem precedentes e parcerias entre ecossistemas e fornecedores.

Para as organizações, reduzir com sucesso as emissões do Escopo 3 exigirá parcerias mais profundas com fornecedores e clientes à medida que tomamos medidas decisivas para proteger e preservar nosso mundo para as gerações futuras.

Estamos juntos 

Supervisores engajados são o segredo para o sucesso em segurança.

Por que capacitar e treinar supervisores para serem líderes de segurança são importantes?

Os supervisores geralmente têm a maior influência sobre a força de trabalho.

 Para ter sucesso em segurança, precisamos engajá-los em atividades de segurança.

Adicionar a responsabilidade das atividades de segurança (participar de briefings de segurança do trabalho e realizar observações de segurança etc.) aos dias já agitados dos supervisores é um desafio.

 No entanto, desenvolver supervisores em líderes de segurança é fundamental para garantir a segurança e o bem-estar dos trabalhadores.

O ditado: “O que é importante para o meu líder é importante para mim”, é verdadeiro em qualquer organização, já que a visão dos colaboradores sobre a organização é muitas vezes através das lentes de seu supervisor direto.

 Portanto, para definir os supervisores para o sucesso, forneça-lhes estratégias que melhorem as atividades de segurança, incorporando as melhores práticas de liderança.

  • Habilidades de liderança em segurança

Equipar supervisores com habilidades de liderança transformadora é fundamental.

Em qualquer dia, os líderes terão oportunidades de conversas transformadoras com seus relatórios diretos, permitindo-lhes moldar atitudes e crenças sobre a cultura, bem como demonstrar sua visão de segurança.

Recentemente, enquanto estava em uma fábrica, observamos um colaborador que não montou corretamente as proteções da empilhadeira.

Isso poderia ter sido uma oportunidade para o líder se envolver com o colaborador, perguntando sobre a exposição.

Infelizmente, o líder somente tirou uma foto da proteção no chão , chamou atenção  e foi embora.

Este líder perdeu uma oportunidade para uma conversa transformadora com o colaborador.

Como resultado, o comportamento inseguro provavelmente será repetido.

Toda interação com um colaborador é uma boa oportunidade para influenciar e moldar o comportamento.

Estabelecer relações pessoais diretas é fundamental para aumentar o engajamento e a colaboração.

 Os líderes podem fazer isso identificando as necessidades de suas equipes e, em seguida, através de mentoria, ajudá-los a desenvolver seus pontos fortes e habilidades.

 O resultado será uma cultura mais aberta e transparente, com metas de equipe alinhadas com a visão da organização.

Do ponto de vista da segurança, líderes eficazes escutam ativamente suas equipes, fazem perguntas e reconhecem os sinais que podem levar a incidentes no local de trabalho, bem como os sinais de riscos centrados no cérebro, como estresse, urgência e fadiga.

Demonstrar cuidado e preocupação com o bem-estar de seus trabalhadores vai longe para construir credibilidade, confiança e segurança psicológica.

  • Tarefas críticas de segurança

Os líderes que se concentram em entender os diferentes aspectos das exposições à segurança podem identificar fatores como condições físicas, bem-estar dos funcionários, questões sistêmicas e comportamentos humanos.

Promover conversas significativas de segurança com os colaboradores é fundamental para criar momentos de transformação da segurança.

Se os líderes entendessem que cerca de metade das tarefas diárias são concluídas usando o “cérebro rápido” (a parte inconsciente e inconsciente do cérebro), eles poderiam através de suas mensagens diárias aumentar a conscientização sobre as exposições de segurança às quais suas equipes podem ter ficado cegas.

Isso aumentaria a possibilidade de os colaboradores da linha de frente pararem o trabalho, analisando-o e tomando ações para controlar a exposição quando detectam alterações.

Muitas investigações de incidentes e lesões graves descobrem que não pausar o trabalho para reavaliar a situação é um fator contribuinte significativo e provavelmente ligado ao funcionamento rápido do cérebro.

Líderes de segurança capacitados, bem equipados, atenciosos, honestos e confiáveis ajudam a criar uma cultura que promova, aceite e apoie as decisões de segurança de cada funcionário.

Estamos juntos

Porque está na hora dos Conselhos e CEOs tomarem uma posição sobre o ESG!

Desde 2019 quando regressei definitivamente ao Brasil , comecei a participar DE palestras sobre os temas ESG /QSMS-RS/Sustentabilidade, sem querer,  mas como atuei muitos anos com o ESG para fundos de investimentos  na África e Ásia.

 Os convites começaram aparecer  para minha surpresa  ,já que  aqui no Brasil ninguém falava nem conhecia sobre ESG ,um tema desconhecido por quase todos e , já tinha decido ficar quieto sobre o tema , mas com o Tsunami ESG nas mídias, as oportunidades vieram.

Acredito ter alguma habilidade em me expressar, pois passei a minha vida profissional realizando apresentações tanto para colaboradores de chão de fábrica, CEOs, diretores e acionistas em diversos segmentos e diversos países.

Com tempo, fui desenvolvendo argumentos fortes para defender nossos: Capex, Heads counts, motivar, convencer e apresentar nossos Kpis.

Ainda mais quando nossa área de Sustentabilidade & QSMS-RS é vista como custo ou simplesmente de não agregar nada a marca ou vai passar essa moda! (sim, já escutei isso).

Você tem que ser muito claro e convincente para alcançar seus objetivos através de sua mensagem.

E tenho ajudado a alguns evoluírem nesta mudança, por mais que pareça insignificativo para alguns tomadores de decisões em suas corporações, este assunto não mudará, pelo contrário será cada vez mais cobrado pela legislação e sociedade.

Independente do segmento, do tamanho da empresa, a realidade é uma.

ESG (Sustentabilidade Corporativa) deixou de “talvez” para “ser “faz tempo”!

Senão, vejamos:

Recebo uma ligação de um empresário preocupadíssimo, pois, tinha assistido uma de minhas apresentações em um evento, sobre a necessidade de ser’ ESG “como uma questão de sobrevivência do negócio.

Com suas próprias palavras, comentou que não deu à mínima, pois era dono de uma empresa de desenvolvimento de software e o que ele tinha a ver com isso?

Mas, lembrou-se de mim, depois do seguinte:

Uma empresa de telefonia baseada na Europa na qual ele era fornecedor tinha implantado um sistema de auditoria bem restrito para cadeia de suprimentos.

E se ele queria continuar na lista tinha que implantar um sistema de gestão ambiental e demonstrar seus Kpis!

Estava tão assustado e disse que pagava qualquer preço para se ajustar, pois se perdesse o contrato não saberia como ia ser.

Eu disse que não cobraria nada e só depois que seu investimento na área fosse aprovado pelo cliente poderíamos falar sobre o assunto.

Ele me perguntou: mas você trabalha de “graça”? E eu apenas respondi que queria ser um parceiro e o tempo diria se deveríamos ir juntos adiante ou não na nova empreitada sustentável.

Que bom, que pude ajudar alguém, e a tempo. Não é justo se aproveitar de alguém por falta de conhecimento do alcance do assunto.

Qual é a maior barreira para a Sustentabilidade Corporativa ser implantada?

Na minha visão, são muitas.

Mas eu gostaria de sinalizar uma que acho que ainda não recebeu muita atenção até agora.

Os conselhos de administração das empresas e seus gestores, ainda não estão convencidos!

Muitos só estão focados em desempenho financeiro em curto prazo em detrimento da organização que representam.

Não conseguem visualizar a mudança do mercado e a sociedade.

Mesmo os que não desejam olhar para a questão, vale lembrar que os seus maiores clientes, os que pagam suas contas estão atentos.

E a cobrança tanto pela legislação, como da sociedade é implacável.

“Você leva “N” anos para construir sua marca e alguns minutos para destrui-la”.

Exemplos existem muitos, basta ler as notícias de hoje e é só escolher uma!

Executivos das maiores empresas do mundo, bem como aqueles com os maiores proprietários de ativos internacionais e gestores, já reconheceram que a “Sustentabilidade Corporativa” é algo que não pode mais ser relegado a um departamento esquecido, que muitas vezes têm o status de “segunda classe” na organização.

A questão de compliance, ambiental, social e questões de sustentabilidade de governança são cada vez mais tidas em conta na gestão corporativa e estratégias de investimento.

Em última análise, cabe ao conselho decidir se a sustentabilidade é importante para a empresa ou não.

Entre vários argumentos que poderíamos expor aqui, estes dois que vou mencionar a seguir podem ajudar a tomar uma decisão.

Quando leio nas manchetes que uma das maiores empresa do mundo com faturamento de bilhões de dólares, um dos melhores exemplos em Sustentabilidade Corporativa cancela acordos com empresas fornecedoras e transportadoras de seus produtos por não serem sustentáveis.

Quando bancos e seguradoras estão participando das exigências sobre esta questão, logo estes que possuem um foco bem nítido quanto à questão do retorno do investimento.

Podemos perceber a importância do assunto, ou não!

Convencidos?

Estamos Juntos!

 

Gerenciando os Risco Socioambientais do seu negócio, evite surpresas desagradáveis!

Recém entrego nossos relatórios (due diligence socioambiental, mapeamento e risco dos stakeholders, com intuito de revisar o PAE), trabalho nada fácil, equipe cansada e recebo um convite de pronto para dar uma palestra para os diretores de um agronegócio, a princípio ia ser sobre cultura de segurança e comportamento seguro

Mas como tinha perguntado antes se já tinham algum trabalho quanto o nível de maturidade ou até mesmo se tinham perfil socioeconômico dos tantos mil colaboradores, como disseram,” não “, repliquei não percam seu tempo, por que falar de cultura se vocês não sabem onde estão e para onde gostariam de ir?

Seria uma perda de investimento e com a experiência que tenho, não seria de muita valia, mas se quisessem tem muita gente que vende palestra ou treinamento destes 2 temas muito melhor que eu, eu sou prático, vivi e respirei cultura, não floreio, mas gosto de ter uma ideia para que tipo de público estou falando, tem que deixar uma marca, toda palestra tem que ter um por que!

Como já estava entregando o relatório na central, resolvi falar sobre o risco socioambiental, que infelizmente muitos não tem a menor ideias dos seus.

E como exemplo, iniciei nossa conversa para o conselho e diretoria;

Alguns uns anos, um gigante mundial de produção de cereais resolveu dar de brinde um brinquedinho dentro de seus pacotes, foi um sucesso inclusive foi lançado junto com um filme.

Só que esta empresa foi pega de surpresa por uma enxurrada de críticas e ações populares por este brinde, pois continha uma bateira que possuía mercúrio (altamente toxico).

O estrago estava feito, como em qualquer desses casos, a marca quando lembrada estava associado ao caso.

Fora ter que ressarcir os que tinham comprado o pacote com o brinde, pagou pesadas multas e teve sua exposição à mídia manchada.

Na mesma época, uma cadeia de restaurantes respirou aliviada perante o acontecido, pois já tinha identificado o mesmo problema do mercúrio antes de lançar seus brindes.

O departamento de sustentabilidade realizando uma análise crítica de processo em que buscavam elementos que podiam causar impactar socioambiental já havia condenado.

Quando você possui uma grande marca com valor intangível, o departamento de sustentabilidade tem a responsabilidade de reduzir os possíveis impactos sócios ambientais que vão desde embalagem, fornecedores e até o lixo, através de uma análise de risco socioambiental bem criteriosa do processo.

É uma questão de sobrevivência neste mercado competitivo e com uma sociedade preocupada com os impactos socioambientais.

Há pouco tempo tivemos o caso de uma marca famosa de roupa acusada de trabalho escravo e uma marca de carro que se dizia reduzir as emissões de carbono em seus carros.

Não preciso esticar quanto às consequências desta denúncia uma vez vindo a público.

O número de produtos e serviços sendo expostos em supermercados e na mídia que se dizem ecológicos ou sustentáveis tem aumentado consideravelmente.

É cada vez mais fácil encontrar produtos no mercado comprometidos com o meio ambiente, bem como empresas que dizem serem comprometida com o desenvolvimento sustentável.

Muitos são evasivos e só dizem que são, mas não mostram por que, onde ou como.

Muitas empresas usam a chamada “maquiagem verde” sem explicar o que realmente estão fazendo a favor do meio ambiente.

Uma publicidade pode ser totalmente correta e mesmo assim ser enganosa, como por exemplo, quando omite algum dado essencial.

O que fora anunciado é verdadeiro, mas por faltar o dado essencial, torna-se enganosa por omissão. Normalmente, é essa a intenção da “Maquiagem Verde” ou Green washing.

Com a consciência aumentando a cada dia pela sociedade sobre o que é realmente ser sustentável, tem aparecido situações embaraçosas para muitas marcas e até mesmo profissionais, quando questionado sobre suas empresas.

Assistindo o programa Cidades e Soluções faz tempo, fiquei realmente impressionado como existem vários produtos no Brasil sendo acusados de maquiagem verde.

O repórter e o representante da fiscalizadora explicavam, e muito bem por sinal, por que essas marcas seriam notificadas por enganar o consumidor na questão de suas marcas dizerem em suas embalagens ser sustentáveis e ecologicamente corretas.

Também achei justo, pois deram espaço as empresas justificarem (muitas não se saíram bem e louvável que algumas disseram que iam corrigir).

Situação desagradável e vexatória.

Em época de lava jato, desastre de Mariana/Brumadinho /Barcarena e outros, imaginem como deve ser desconfortável para essas empresas a exposição de sua marca.

Ser exposta em rede nacional por um órgão fiscalizador manifestando que sua rotulagem ambiental é considerada uma propaganda enganosa com Maquiagem Verde e dando o direito de se defender e estas não conseguem, sem dúvida é desconfortável e uma vez com a imagem arranhada, perde se credibilidade e valor de mercado se está presente no índice de sustentabilidade da bolsa de valores.

Que os departamentos de marketing e comunicação estejam em alerta quanto a informações divulgadas de suas marcas e que busquem estar alinhados com o departamento de sustentabilidade e QSMS-RS, questionando a estes os resultados de seus trabalhos.

Já mencionei em outros textos, que a sociedade não compra mais a ideia de ver cartazes sobre sustentabilidade, ambientes seguros para seus colaboradores, com funcionários sorridentes ou plantando árvores.

Em uma situação, onde participei como palestrante ao final do evento fomos para mesa de debates. Quando foi aberto a perguntas, iniciou se um questionamento com um dos membros da mesa, vindo de um dos participantes.

Este questionava ao participante da mesa sobre a instituição financeira em que ele representava que se dizia em sua propaganda ser sustentável e preocupada com o meio ambiente.

O colega da instituição ficou em uma situação complicada, com as perguntas realizadas como: Onde uma instituição financeira poderia ser sustentável? Quais as ações concretas? Quais são os Kpis de Sustentabilidade da organização? Reduziram em quantos % o consumo de água das agências? Pegada de carbono?

E por aí foi, não vou me alongar no martírio que foi do colega em tentar se explicar, até porque sobrou para outro da mesa que representava uma empresa que tinha fama de ser sustentável, mas recém tinha sido autuada por despejos químicos afetando uma comunidade, imaginem como terminou o debate.

Gestores de Sustentabilidade e QSMS-RS tem que estar atento a suas ações, análises de seus resultados e estarem bem alinhados com seus respectivos departamentos de marketing e comunicação.

Dizer em seu produto ou em propaganda de sua empresa que é sustentável, eco friend, possui selo verde, acidente zero e sem acidente ambiental não é o suficiente, se faz necessário mostrar. SER E PARACER!!!!

Se não provarem com dados e ações concretas. Podem passar vergonha perante o público, fora as consequências econômicas.

E haja propaganda para reverter à situação.

Se é que conseguem.

Estamos juntos!

A importância de gerenciar “Custos socioambientais “​ em gestão de ESG no dia a dia.

Sempre que me convidam para realizar uma due ou análise de risco socioambiental em uma organização, independentemente de qualquer segmento econômico, não deixo de incluir em minhas conclusões o meu parecer sobre a existência ou não de um controle efetivo quanto aos custos, ou melhor, em Investimentos corretos na gestão de ESG / QSMS-RS & Sustentabilidade.

Não é incomum achar desperdício em certas operações, bem como, a falta de um olhar mais crítico quanto ao risco de não se estar investindo na área correta que apresenta um grande risco de fechar.

Vide alguns grandes acidentes ambientais, onde empresas renomadas pelo seu investimento na área socioambiental ou sustentabilidade corporativa como dizem.

Investiram na área sem dúvida, mas a falta de investimento em uma área de grande risco mais específico, foi subjugado.

Então, pergunto a você meu amigo gestor:

Sua empresa ou seu negócio sabem quanto estão pagando, e se estão pagando corretamente para estarem blindados contra acidentes, multas e consequentemente paralisações!!!!

O novo contexto econômico caracteriza-se por uma rígida postura dos clientes, voltada à expectativa de interagir com organizações que sejam éticas, com boa imagem institucional no mercado e que atuem de forma ecologicamente responsável.

Corporações, independente de tamanho, segmento ou localização, que não tenham o conceito bem enraizado de sustentabilidade e onde em seus pilares devem ser abraçados como sendo um VALOR a ser incorporado como a segurança do trabalhador, proteção ao meio ambiente e relações com as comunidades como estratégica central, são incapazes de planejar o futuro de forma eficiente e certamente possuem uma visão de curto e médio prazo.

São organizações que apostam na sorte e em circunstâncias ao invés de apostarem em causa e efeito.

No contexto empresarial, qualquer empresa causa impactos sociais e ambientais aos seus stakeholders que, em contrapartida, causam impactos ao desempenho econômico das empresas.

A gestão da sustentabilidade acontece quando esse ciclo é positivo para ambas as partes, ou seja, onde benefícios sociais e ambientais e o desempenho econômico são positivos.

Não podemos deixar de lembrar que essencialmente, sustentabilidade é uma questão econômica.

Não tem mais cabimento o conflito em produção e sustentabilidade ambos caminham juntos. Sem segurança do trabalhador, sem preocupações com o meio ambiente, sem ótimo relacionamento com as comunidades e sem inovação (sim Sustentabilidade é inovar, sim!), não teremos um negócio que resista por muito tempo.

A incorporação do tema ambiental, e mais especificamente a área de custos relativos ao tema não deve ser tratada como uma consequência desta tendência mundial que surge, necessariamente, como um resultado da aplicação de critérios como a qualidade que se incorporaram, paulatinamente, as empresas na década passada.

Os custos dos impactos socioambientais aumentam consideravelmente ano a ano e, agora depois de um desastre como o de Mariana e Brumadinho (MG), meus colegas gestores se preparem!

Saber gerenciar todos os monitoramentos, condicionantes e a gestão de resíduos centavo por centavo será de extrema importância.

As organizações devem esperar por alta dos custos ambientais externos, que atualmente não são indicados na maioria das demonstrações financeiras.

A governança corporativa se torna fundamental na participação das tomadas de decisão das políticas a serem adotados nesta questão de desenvolvimento sustentável e impactos ambientais do seu negócio.

Diante deste novo cenário, as organizações necessitam direcionar suas estratégias para a variável ambiental, a fim de obter vantagem competitiva.

As estratégias da empresa devem levar em conta, a preocupação com gastos relevantes por natureza e volume, principalmente em função da relação custo/benefício.

Um gerenciamento dessa variável exige ferramentas gerenciais para o controle dos custos e despesas. Estas despesas de natureza ambiental devem ser controladas e gerenciadas continuamente.

Para isso, as empresas devem adotar sistemas de custos de ambiental, a fim de apurar os seus números que, na maioria das vezes, estão distorcidos por outros custos da empresa.

O controle dos custos ambientais conforme se tornou muito relevante dado o significativo volume que representam e, portanto, seus efeitos influem diretamente na continuação da empresa.

Esse controle refletirá o nível de falhas existentes e o volume de gastos necessários para eliminar e/ou reduzir estas falhas, seja na forma de investimentos de natureza permanente, ou de insumos consumidos no processo operacional.

A gestão dos custos ambientais inclui tanto aspectos da gestão ambiental como da gestão de custos.

A gestão dos custos ambientais é um instrumento estratégico para aumentar e reduzir os custos, conduzindo a um processo de mudanças em desenvolvimento contínuo.

É por intermédio da gestão dos custos ambientais que se fortalecem os sistemas de gestão ambiental existente ou facilita o estabelecimento de sistemas padronizados.

Ela gera informações básicas, ajuda a formar consciência e a criar estrutura que podem ser utilizadas como primeiros passos para o processo ISO 14001, um parêntese (ter ISO 14001 não significa que não vai acontecer nunca um acidente ambiental e o mesmo vale para as outras ISOs).

As despesas e os investimentos na área ambiental constituem itens que não podem faltar no rol da gestão econômica das organizações, bem como os custos da qualidade ambiental, ferramenta pela qual as mesmas estão usufruindo para atingir as metas do desafio do crescimento econômico, da administração dos passivos ambientais, da análise do ciclo de vida e da contribuição para o desenvolvimento sustentável.

Para se ter um efetivo controle dos investimentos e gastos na área do meio ambiente, o sistema de custos da qualidade ambiental pode auxiliar a competitividade e sobrevivência das organizações, porque aponta deficiências na gestão da qualidade, contribuindo para a melhoria contínua no desempenho ambiental da organização.

Os custos de uma gestão ambiental, na sua maioria são compostos por atividade indireta, e para apuração ser mais eficiente, o custeio por área retrata a realidade, uma vez que o foco está na atividade, podendo com isto proporcionar eliminação de custos de falhas e desperdícios, melhorias no processo produtivo e consequente aumento da competitividade.

Estamos juntos!

Promovido/recolocado! Permita uma sugestão? Evite certos equívocos como gestor de ESG perante sua equipe.

Como mentor de vários profissionais da nossa área, tanto em suas carreiras e em todos os níveis de analista a diretores, acompanho as promoções ou recolocações dos meus amigos em que me confiam para mentoria.

Tomo a liberdade, se vocês me permitem em escrever este texto do que eu tenho observado algum tempo.

OK, promovido ou contratado em uma posição acima da anterior, agora existe uma equipe esperando sua estratégia de gestão.

Desde que regressei ao Brasil, meu propósito tem sido ajudar a todos os colegas com minha experiencia de +35 anos e ao mesmo tempo é implantar um modelo de negócio de gestão compartilhada nas organizações.

Nesses anos todos no mundo corporativa, senti falta de alguém ao meu lado com mais experiência na área que pudesse ajudar na minha gestão.

Não queria alguém sempre vendendo consultoria, um treinamento com uma metodologia XPTO.

Isso já existia no mercado era só estalar os dedos.

Eu desejava que alguém que me aconselhasse e assumisse as responsabilidades do meu lado nas minhas estratégias em ESG / QSMS-RS & Sustentabilidade, mais personalizado!

SABE AQUELE PALESTRANTE OU TREINAMENTO QUE A PESSOA FALA BONITO, SAI RAPIDINHO E NÃO FICA PARA VER O RESULTADO.

Pois é, “NÃO QUERIA MAIS DO MESMO “

Voltando ………

Tornando-se um novo gestor, liderando agora uma equipe, pode ser emocionante e desesperador.

Agora você precisa exercer um novo conjunto de habilidades, e seu desempenho torna-se menos dependente de seu trabalho e muito mais sobre o que os outros a alcançar.

Ainda com novas responsabilidades chegam também a oportunidade para você fazer um maior impacto na sua organização e estrategicamente, desenvolver sua equipe.

As estatísticas contra os novos gestores não são muito animadoras é verdade!!!

Normalmente quando você é promovido ou é recolocado em uma nova empresa.

Acompanha, um: Seja bem-vindo, beijinhos e …SE VIRAAAAAAAAAAAAAAAA

Sem treinamento de liderança ou seja la do que seja!

Devido a essa falta de orientação, é inevitável que você cometa erro (ou muitos) na sua transição em sua nova gestão.

Mas existem erros comuns que você pode evitar, se estiver devidamente preparado.

Então, vamos a algumas das minhas sugestões para evitar equívocos na sua gestão.

Não delegar tarefas.

Quando você mudar para uma função gerencial, suas responsabilidades de trabalho mudam, também.

 Já não és um contribuinte individual, executando uma única tarefa.

Você agora é responsável pelo sucesso da sua equipe, garantindo que executem o trabalho.

Às vezes é mais fácil dizer: “Deixa que eu faço “em tarefas que que você possuiu experiência.

Mas mesmo que possa levar mais tempo para treinar outra pessoa e atrase a tarefa, é melhor para você, afinal, te pagam para que? Ser gestor, né!

Não pode esquecer que agora seu papel é gerencial, treinar e apoiar a sua equipa, que não consegue efetivamente se estiver ocupado a resolver uma única tarefa.

Mergulhar muito fundo em detalhes

Uma vez que delega tarefas, você precisa se afastar.

Colaboradores são mais felizes quando eles têm autonomia sobre seu trabalho.

É provável que você será mais feliz, também.

Enquanto é importante acompanhar o progresso dos colaboradores, certifique-se de que os projetos estão a caminho, por mais detalhista e que deseje mergulhar fundo, evite gerenciar você mesmo

O que você deve focar em vez disso, é na sua equipe que está trabalhando em projetos significativos alinhados as metas organizacionais.

Esquecendo-se de perguntar “Porquê?”

Novos gestores às vezes caiem na armadilha de simplesmente imitar seus antecessores.

É importante lembrar, no entanto: As tarefas nem sempre precisam ser realizadas da maneira que foi feito antes.

Enquanto é fácil como padrão, não é como a mudança acontece.

Quando um novo projeto ou tarefa chegar, não deixe de perguntar, “Por que estamos fazendo isso?”

 Se a resposta é simples, “porque sempre foi feito assim “, é hora de parar e reavaliar junto a sua equipe para produzir melhoras.

Não custa indagar :O trabalho ainda é necessário? Existem maneiras mais eficazes para alcançar o objetivo pretendido?

 Você não sabe até que você pergunte, “Por quê”?

Tentando fazer muita mudança muito em breve

Embora seja importante questionar sua equipe, você não pode interromper todos os processos.

Aproveite o tempo para entender as metas de seus colaboradores e a cultura organizacional geral antes de mudar drasticamente como o trabalho é feito.

Por meio de suas conversas, você provavelmente encontrará algumas melhorias incrementais que você pode fazer, seja simplificando um processo de aprovação complicado demais ou removendo uma reunião desnecessária da agenda de todos.

 Apenas certifique-se de que você está ouvindo mais do que falando e você está realmente entendendo onde seus colaboradores precisam de ajuda?

Evitando Conversas ou Decisões Difíceis

Baseado em minha vivência em QSMS, colaboradores gastam horas por semana lidando com conflitos no local de trabalho.

Como gestor, é provável que você não seja a exceção.

Conversas difíceis estão fadadas a surgir, e você precisa saber como gerenciá-las, e não as evitar.

 Quanto mais você espera para resolver um problema, pior fica, e isso pode afetar o moral de sua equipe.

Por exemplo, se alguém estiver com desempenho baixo, isso afetará negativamente aqueles que precisam atender a folga.

Você não pode deixar que os problemas continuem eternamente.

Você também não pode hesitar em decisões difíceis ou simplesmente dizer “sim” para evitar confrontos.

As decisões tomadas afetam a carga de trabalho de sua equipe.

Por isso, você precisa ser estratégico em relação ao que está prometendo aos outros.

Tentar agradar a todos só funcionará contra você.

Não priorizando a confiança

Quando a equipe sente que possui a confiança de seu gestor, estes são mais felizes e exercem um esforço extra no trabalho.

É por isso que é importante priorizar a confiança.

Agende reuniões individuais com cada um.

Durante estas, pergunte sobre seus objetivos profissionais.

Existem habilidades que eles querem ganhar, e existe um projeto, que você pode atribuir ou oficina que possam assistir para ajudá-los a ganhar essa experiência?

Quanto mais aberto você está com sua equipe sobre os objetivos da organização e desafios, mais rápido você pode construir a confiança e ajudar sua equipe a compreender seu papel e como individualmente contribuem para o sucesso.

Não procurar mentores

As questões que você vai enfrentar provavelmente não são novas.

Existem dezenas de outros gestores que já tiveram de dizer a um colaborador, sobre o baixo desempenho, ou que eles não foram aumentados ou promovidos.

O importante é, quando surgem aquelas situações difíceis, que você tenha alguém que possa dar conselhos.

Aprendendo com os erros de um mentor, esperemos que possa evitar alguns dos seus próprios.

Em última análise, o que você precisa lembrar é: Você vai cometer erros. E quando o fizeres, não desanime.

Não esperam que você sabe de tudo. Este é um processo de aprendizagem.

Peça ajuda quando necessário, e se você errou, assume o erro e bola para frente.

Você agora tem uma equipe confiando em você. ASSUMA A LIDERANÇA!

Estamos juntos!

Em gestão do ESG/QSMS-RS , sem liderança, sem resultado!

Convidado a elaborar um diagnóstico sobre nível de maturidade ESG/QSMS-RS & Sustentabilidade em uma indústria onde os Kpis não estavam bem.

” Apontei a falta de liderança como principal motivo pelo fraco desempenho.”

Ao final da entrega do meu relatório, fui surpreendido pelo RH e o CEO, com seguinte pergunta:

O que nós precisamos para ter um líder em ESG / QSMS-RS e Sustentabilidade aqui organização ?

Que situação, não esperava e nunca tinha pensado no assunto, mas tentei da melhor maneira explanar minha visão.

Como diretor corporativo ESG / QSMS-RS e Sustentabilidade, onde durante alguns anos esteve sob minha responsabilidade vários projetos em diferentes segmentos e com cerca de 40 gerentes.

Fui aprendendo e assimilando, que quando em visita aos sites se fazia necessário ouvir sempre e observar muito antes de chegar a qualquer conclusão.

Nessas minhas observações pude notar, onde existiam líderes e referências da área ou não, pois os resultados apresentavam por si só a resposta. Mas não era tudo, também o clima do chão de fábrica do local revelava a falta destes.

Já escrevi sobre o tema (Mais líderes na gestão de QSMS-RS, Visão ampliada na gestão de QSMS- RS entre outros). Mas nada como: 5 dicas para……, não me acho capaz.

Mas diante do pedido do RH, esbocei alguns itens no qual eu acredito.

Ser a referência;

Ser uma referência na área de ESG / QSMS-RS e Sustentabilidade é muito importante.

Ter alguém que lidere, com atitude e exemplo, que viva, respira e passe conhecimento a todos é crucial.

Tem que ser a referência e liderar até seu Diretor. Sim! Você lidera o seu chefe!!

Ele está cheio de problemas e você tem responsabilidade de dar o resultado e vir com soluções.

Saber das normas, leis e procedimentos não fazem de você um líder em QSMS-RS e Sustentabilidade.

É uma exigência básica do trabalho, bem como ter sua certificação não significa que automaticamente é uma líder de segurança.

Tornar-se um líder só depende de você.

Já tive o desprazer de ter que demitir excelentes gerentes de QSMS-RS por: se Embriagarem em uma confraternização e sair dirigindo! Ou simplesmente ser a pessoa mais odiada, tanto pelos colaboradores como seus diretores por seu comportamento agressivo e conflitivo.

Muitos gestores da área realizam um trabalho razoável, mas muito poucos fazem um trabalho excepcional.

Aí somos obrigados escutar a famosa frase: “Lá vem o pessoal de QSMS-RS e Sustentabilidade!”.

Aplicando o princípio de Pareto em vários projetos onde atuei como gestor corporativo, verificamos que 80% dos profissionais da área tinham desempenho razoáveis.

Onde somente cumprem as regras e se dão por satisfeitos.

Enquanto 20% se destacam como referência e liderança.

Para se tornar líder não exige que você tenha vários cursos e nem que seja registrado no órgão, você não precisa.

Qualquer um pode ser um líder de segurança em QSMS-RS.

Do colaborador da linha de frente a um gerente sênior.

Ser líder de segurança em QSMS-RS não é uma posição.

É um atestado em eficiência.

O que separa os excelentes profissionais de QSMS-RS dos profissionais medíocres é a eficiência de como eles realizam seu trabalho.

Então, colocar de lado noções preconcebidas de liderança, como sendo sinônimo de alguém que possui uma capacidade de gestão ou de fiscalização é fundamental.

Temos que deixar esta necessidade de declarar a posição aos quatro ventos e impor a regra.

No momento que mudar esta verdade o profissional irá no caminho de se tornar um líder mais eficaz, sem dúvida.

O propósito do líder é construir mais líderes;

Se você quer ser considerado um líder, você tem que estar disposto a criar mais pessoas como você.

A sua equipe possuirá recursos que provavelmente irão superar seu.

Se você mantiver sua equipe em baixo o tempo todo sem dar poder decisão por questão hierárquica, não vai ter êxito.

Líderes não seguram as pessoas. Isso é uma coisa que os supervisores e gerentes inseguros adoram fazer.

Se você tem medo de ser substituído por alguém que ajudou a desenvolver, então você está protegendo somente seu cargo e não o ajudar a se desenvolver, com certeza os resultados serão sofríveis.

Péssimos e inseguros gestores, pensam apenas em proteger seus empregos!

Os líderes desenvolvem colaboradores até ao ponto de encontrar-se substituído por um deles.

Mas nunca se esqueça, uma boa empresa vai valorizar um líder em QSMS-RS e sem dúvida vai manter essa pessoa trabalhando e desenvolvendo mais líderes.

Mudar sua visão e atitude;

Como você enxerga os colaboradores em sua área de trabalho? Como tomadores de atalho, não confiáveis quando ninguém está olhando? Ou, como pessoas boas querendo fazer um bom trabalho e tomar boas decisões?

Como você enxerga as pessoas irá determinar a sua abordagem. Achar que não pode confiar nelas para tomar as decisões certas. Você vai abordá-la como um policial, multando, impondo regras. Nunca em minha vida profissional assisti esta atitude dar certo.

Se você enxergar às pessoas como boas e querendo fazer a coisa certa, você vai parecer ser mais um treinador e mentor. Simples!

Participo de muitos grupos no Linkedin e me preocupo com a falta de liderança em QSMS-RS em depoimentos ou conversas.

Não é raro ver comentários negativos, escritos por profissionais da área em falar mal da empresa e da gestão por falta de compromisso com o QSMS-RS.

O interessante é que os mais críticos e reclames estão à procura de trabalho.

Outros já estão empregados, mas criticam seu chefe. Quem iria querer contratar ou manter um profissional que culpa, reclama e critica?

Líderes em QSMS-RS e Sustentabilidade não se queixam, culpam ou criticam.

Líderes encontram pontos positivos e buscam maneiras de reforçar as boas práticas, incentivam o diálogo positivo e constroem equipes.

Não oferecem desculpas. Eles assumem responsabilidades e certificam-se de que sua equipe aceita o seu papel na prestação de resultados.

Não assustam as pessoas, com o uso de fotos de acidente sangrento ou angustiante histórias de lesões no trabalho.

Buscam suas palavras com cuidado e procuram maneiras de melhorar independentemente dos obstáculos no caminho.

Tem atitude, alterando o tom de suas palavras. Não buscam culpados, nem criticar e reclamar de tudo e todos.

Possuem uma visão ampliada no que é mais importante: O desempenho do QSMS-RS e Sustentabilidade, no bem-estar dos colaboradores e no resultado do negócio da empresa.

Espero ter ajudado o RH com a minha visão.

Estamos juntos!

3 maneiras de tornar os dados do ESG mais eficazes na tomada de decisões da organização.

Sem dúvida, talvez seja a maior dificuldade dos nossos colegas que estão começando a jornada como responsáveis da área do ESG .

Essa transição da área do QSMS-RS para o EESG, não é fácil .

Sempre bom lembrar; “ Não existe ESG sem o profissional de QSMS-RS”

Aqui vos fala quem sofreu  muitooooooooo quando fui alçado à vice-presidência de ESG, sem ter a menor noção do que se travava, era o início dos anos 2000, a princípio pensei “Sustentabilidade “moleza , como fui tolinho e , comecei apanhar até entender o que significava a importância dos dados, métricas e Kpis corretos para as tomadas de decisão da organização

Afinal depois de + 10 anos com ESG vamos tentar passar algumas dicas para vocês meus amigos do QSMS-RS

Identificar os motivos para a coleta de dados

Muito importante que as organizações sejam capazes de identificar quais dados são necessários para atender às necessidades de estratégia de negócios, stakeholder e as diretrizes dos órgãos reguladores.

As organizações devem:

  • Identificar os drivers atuais e futuros para dados ESG.
  • Engajar as partes interessadas internas para entender o que é necessário, quais dados já foram coletados e o que está faltando.
  • Envolver se com os principais investidores e outras partes interessadas para entender quais dados são importantes para eles.
  • Revisar os requisitos de regulação e estrutura.

Quando as organizações colaboram com seus pares através de órgãos do setor, elas poderão identificar métricas, métodos e fontes relevantes para seu setor.

Pela minha vivência e experiência recomendo que as organizações identifiquem e incentivem os facilitadores/Champions  para que possam aumentar a conscientização sobre os dados do ESG.

Avalie os métodos utilizados para coletar e processar dados

Uma vez coletados os dados, eles devem ser avaliados para determinar sua validade e precisão.

Este processo é feito, através de:

  • Análise de variância;

–  Comparação com períodos anteriores, previsões e metas.

  • Uma abordagem de defesa;

– Aplicação de controles, revisões internas, checklists e aprovações.

  • Auditoria interna.

– Revisão de metodologias, conjuntos de dados específicos e KPIs.

  • Garantia externa.

-Normalmente, garantia limitada e principalmente focada em dados socioambientais.

Encontre o significado por trás dos dados para informar a estratégia

As organizações devem considerar treinar e educar a diretoria e os colaboradores de toda a empresa sobre porque os dados do ESG são necessários e seu papel na tomada de decisões estratégicas.

Os dados do ESG devem ser incorporados em processos regulares e incorporados na cultura da empresa, para entender:

  • Desempenho e impacto da empresa.
  • Riscos e oportunidades.
  • Progresso x compromissos.
  • Que ação (incluindo mudança estratégica, alocação de capital e incentivo) é necessária.

As Organizações devem rever a qualidade dos dados existentes para avaliar se ela apoia a tomada de decisões estratégicas e se o investimento em sistemas e outros recursos são necessários.

Estamos juntos!

Como engajar seus fornecedores nas emissões de GEE do Escopo 3, talvez o maior risco ESG da sua organização .

Quando estamos começando a implantação do ESG com nossos clientes, sempre deparamos com essa questão.

Nada diferente do que passei na minha vida profissional, onde esbarrei com esse risco nos inícios do ano 2000 já por exigências de alguns de nossos investidores.

Espero poder ajudar vocês que iniciam nessa jornada com algumas sugestões, baseados em +35 anos na área.

Para melhorar o gerenciamento de emissões de escopo 3, temos que prestar atenção de como as emissões são impactadas na cadeia de suprimentos.

E aqui menciono algumas sugestões que você pode começar para trabalhar em direção às suas metas de ESG.

Se obter um controle sobre suas emissões de escopo 3 e da cadeia de suprimentos não está no topo de sua lista de prioridades, deveria ser.

Agências governamentais, órgãos de relatórios financeiros, investidores e plataformas ESG estão destacando as emissões do escopo 3.

O TCFD também recomenda reportar emissões de escopo 3 quando forem consideradas materiais.

Se as emissões de escopo 3 da organização excede 40% de suas emissões totais, a Iniciativa de Metas Baseadas em Ciência (SBTi) também exige o estabelecimento de uma meta de escopo 3.

Para muitas organizações, as emissões de escopo 3 e o engajamento dos fornecedores estão intrinsecamente ligados.

Para ajudá-lo a melhorar seu gerenciamento de emissões de escopo 3, segue algumas sugestões para trabalhar com seus fornecedores em direção às suas metas de ESG.

Por que investir no engajamento de fornecedores?

O engajamento de fornecedores desempenha um grande papel no rastreamento e gerenciamento de emissões de escopo 3, já que as emissões da cadeia de suprimentos representam, em média, mais de onze vezes as emissões das próprias operações diretas de uma organização.

Muitas organizações tanto no setor público quanto no privado também são fortemente dependentes de fornecedores.

Por essa razão, é importante considerar o valor do engajamento do fornecedor a partir de uma análise de risco e perspectiva de continuidade de negócios.

Os benefícios de um programa robusto de engajamento de fornecedores podem incluir:

  • Desenvolver relações mais fortes e valores alinhados com seus fornecedores;
  • Compreender o nível de comprometimento e o risco de ESG dentro de sua cadeia de suprimentos;
  •  Utilização da gestão da cadeia de suprimentos para fortalecer e reavaliar o planejamento de continuidade de negócios; e
  •  Reavaliando a resiliência da cadeia de suprimentos usando os riscos do ESG para se adaptar a um cenário de negócios em rápida evolução.

Se você está em processo no seu escopo 3 emissões, um de seus primeiros passos deve ser focar em seus fornecedores.

Você pode minimizar seu risco envolvendo sua cadeia de suprimentos e ganhando insight e visibilidade em seus relacionamentos com os principais problemas de ESG.

  •  Seus fornecedores estão alinhados com seus objetivos?
  •  O que você pode fazer para ajudá-los a chegar lá?
  • O que devo considerar ao contratar fornecedores no ESG?

Para cumprir suas metas de escopo 3, você precisará de uma cadeia de suprimentos que se alinhe com esses alvos.

Como sua cadeia de suprimentos está tão intimamente ligada às suas operações de negócios, entender os perfis de riscos de seus fornecedores irá ajudá-lo a entender melhor o risco do seu próprio negócio.

Portanto, qualquer ação que você tome para gerenciar o risco para o seu negócio também deve ser considerada por seus fornecedores.

Considere aproveitar seu conhecimento e experiência e permitir que seus fornecedores tomem medidas de acordo com seu perfil de risco.

Faça a si mesmo as seguintes perguntas ao criar uma estratégia em torno do engajamento do fornecedor;

Posicionamento:

  •  Como cada membro da cadeia de suprimentos está posicionado?
  •  O que eles representam dentro de sua cadeia de suprimentos e capacidade de entregar seus produtos ou serviços?
  • De que forma eles contribuem para o sucesso do seu negócio total?
  •  Quais são os perfis de risco de seus fornecedores?
  •  Quais são seus riscos transitórios e físicos relacionados ao clima?
  •  Quais são os riscos sociais deles?
  •  Como os riscos deles estão relacionados com os seus?
  •  Quais os riscos que têm impacto material em suas operações e nos produtos ou serviços que você fornece?

Aproxime essas perguntas de múltiplos ângulos;

 Por exemplo, considere que a não movimentação em certos problemas de ESG ou o não cumprimento regulatório de um fornecedor pode representar um risco de reputação para sua organização.

  • Manuseio:
  • Cada membro da cadeia de suprimentos cumpre ou mitiga riscos para sua empresa?
  • Como você está rastreando e abordando isso?
  •  Como você pode ajudar a conscientizar sobre esses riscos para o seu fornecedor?
  • Que ações você pode tomar para ajudar a educar seu fornecedor e apoiá-lo no enfrentamento de seus riscos e, consequentemente, o seu próprio?
  • Pensando em acompanhar o desempenho e as melhorias ao longo do tempo, quais KPIs fazem mais sentido para este fornecedor ou categoria de fornecedores?

Relatórios:

  • Quais estruturas ESG fazem parte do seu programa de relatórios?
  •  Essas estruturas e quaisquer partes interessadas exigem especificamente o engajamento dos fornecedores?
  •  Se sim, quanto peso essas seções carregam e quais são suas exigências?
  •  Que outras maneiras você reporta sobre sustentabilidade (por exemplo, relatórios anuais) e como o engajamento dos fornecedores pode ser integrado a esses métodos de emissão de relatórios?

Você está pronto para começar a pensar taticamente sobre como seus fornecedores impactam suas emissões de escopo 3?

 Aqui estão quatro coisas que você pode fazer para começar a engajar sua cadeia de suprimentos de uma forma que seja significativa e solidária.

1. Defina os KPIs certos.

Comece com o pé direito e configure seus fornecedores para o sucesso garantindo que você esteja recebendo os dados que melhor servem aos seus programas ESG.

Definia os principais indicadores de desempenho (KPIs) que fazem sentido para você, seus fornecedores e seus objetivos de ESG é uma ótima maneira de garantir que sua cadeia de suprimentos tenha uma compreensão clara do que é importante e do que é necessário.

Esses KPIs devem ser aplicáveis a diferentes partes de sua cadeia de suprimentos diversificada, bem como alinhados com os tipos de serviços e produtos que seus fornecedores estão fornecendo a você.

Por exemplo:

  • Você trabalha com vários fornecedores de fabricação e quer definir KPIs que são específicos para este grupo.
  • Quais são os insumos energéticos dentro de seus processos para os produtos que estão fornecendo (eletricidade, gás natural etc.)?
  •  Eles podem isolar a energia associada aos seus produtos em particular?
  • Por outro lado, para os fornecedores de vestuário, você pode considerar: quais são os insumos químicos dos produtos que eles estão fornecendo?
  •  Quais são os impactos das águas residuais nas regiões locais dos fornecedores?
  •  Como eles estão cumprindo e verificando as normas trabalhistas?

Também recomendamos a inclusão de KPIs para ajudar a medir o impacto social de sua cadeia de suprimentos e garantir que os padrões éticos estejam sendo cumpridos.

Embora o “S “social seja um aspecto muitas vezes negligenciado do ESG, um negócio verdadeiramente sustentável depende de abordar os três pilares do ESG.

Como os KPIs ambientais, estes devem ser consistentes e uniformes, a fim de acompanhar com precisão o progresso em toda a sua cadeia de suprimentos.

Os KPIs sociais ou éticos podem abordar temas como diversidade e inclusão, trabalho e direitos humanos, saúde e segurança e condições de trabalho entre muitos outros.

Sua abordagem direta para abordar questões sociais dependerá de você e dos perfis atuais de engajamento e risco de seus fornecedores, e pode incluir iniciativas como o estabelecimento de um código de ética ou outras políticas, auditorias e questionários baseados em riscos, programas de diversidade de fornecedores e treinamento adicional sobre temas como direitos trabalhistas e anticorrupção.

2. Trabalhe para a consistência na emissão de relatórios de fornecedores.

Seus KPIs da cadeia de suprimentos devem ser apropriados para cada fornecedor e, tomados como um todo, cobrir toda a sua rede de cadeia de valor.

Para rastrear e gerenciar fornecedores com precisão e ajudar a configurar fornecedores para o sucesso esses KPIs também devem ser consistentes para a comparabilidade e o rastreamento de desempenho ano após ano.

Há um número aparentemente infinito de frameworks, plataformas e outros mecanismos de relatórios que você pode precisar estar atento e o mesmo é verdade para seus fornecedores.

CDP, GRI, SASB, Sustainalytics, CSA, DJSI a lista continua.

Com vários clientes solicitando uma infinidade de diferentes formatos de emissão de relatórios, os fornecedores muitas vezes se sentem sobrecarregados e desgastados com esses requisitos, enquanto tentam manter seu negócio principal.

Com tantas estruturas de relatórios variadas para lidar, os fornecedores usam tempo e recursos preciosos, e podem de fato acabar duplicando seus esforços e relatando as mesmas informações em vários formatos.

Há uma clara necessidade, tanto no nível da empresa quanto da cadeia de suprimentos, ter uma maneira consistente de relatar métricas e metas do ESG.

Organizações, que muitas vezes têm fornecedores sobrepostos, podem ter a capacidade de cooperar e colaborar para dar aos seus fornecedores um ambiente de emissão de relatórios mais unificado.

 Ao estabelecer questionários, auditorias e outras formas de relatórios padronizados, as organizações podem criar economias de escala para ajudar os fornecedores a aliviar a carga de relatórios e permitir que eles se concentrem em melhorar a qualidade dos dados, aumentar o desempenho e cumprir metas.

3. Dar aos fornecedores os recursos necessários para atender às normas de conformidade.

Mesmo com as melhores intenções, é importante lembrar que os fornecedores muitas vezes não têm o conhecimento institucional ou os recursos necessários para atender a novos e desafiadores requisitos, metas e quadros políticos.

Fornecedores menores, por exemplo, podem não ter uma abordagem formalizada nem o conhecimento institucional para estabelecer um sistema abrangente de rastreamento de dados.

Em vez de optar por um fornecedor diferente, é importante focar em trabalhar em equipe para garantir que os fornecedores possam evoluir e melhorar com você, não importa o quão alto você definir a barra.

Como cliente, você pode estar na posição perfeita para engajar, educar e fornecer aos fornecedores recursos para ajudá-los a ter sucesso.

Essa divulgação pode vir de muitas formas, incluindo;

  • Conhecimento, procedimentos e melhores práticas;
  • Treinamento e educação, como soluções de e-learning, oficinas presenciais ou treinamento de certificação;
  •  Subsídios e investimentos em programas de sustentabilidade de fornecedores; e
  • Programas de gerenciamento de dados, plataformas e outras ferramentas.

4. Colabore em sua jornada conjunta rumo à sustentabilidade.

Do ponto de vista ambiental e social, os impactos de seus fornecedores são seus impactos.

No entanto, como cliente, você pode e deve desempenhar um papel direto na mudança na forma como seus fornecedores operam e fornecem seus produtos e serviços, seja reduzindo as emissões de carbono, redesenhando materiais e processos ou melhorando a qualidade de vida dos colaboradores.

Pode ser difícil para os fornecedores, que muitas vezes executam operações menores e mais enxutas, implementar mudanças em direção a práticas mais sustentáveis.

Para muitos fornecedores, o apoio de seus clientes é um driver fundamental para sua capacidade e incentivo para pivotar e se adaptar a essas novas metas e metas.

A parceria com seus fornecedores na jornada em direção ao ESG é fundamental.

Estamos juntos 

A importância da Segurança dos colaboradores como um “​ Valor “​ incorporado em uma gestão verdadeira de Sustentabilidade Corporativa.

Normalmente se associa a uma gestão de sustentabilidade corporativa ações para reduzir a pegada de carbono, utilizar os recursos de forma mais eficiente, integração com as comunidades, utilizar menos recursos etc.

Mas pouco se fala inserido neste tema sobre a importância do risco de causar uma má reputação corporativa, neste mercado que cada dia mais cobra ações em gestão de ESG, com acidentes socioambientais e acidentes de trabalho.

Exemplos não faltam nos dias de hoje, empresas que sempre foram consideradas exemplos em segurança e preocupação com o meio ambiente se veem diante de suas ações derreterem em valor de mercado e serem excluídas do índice de sustentabilidade na bolsa de valores.

Já vimos nestes últimos meses grandes marcas sendo acusadas de trabalho escravo com consequências desastrosas para imagem e agora uma montadora ser acusada de crime ambiental onde o estrago não só financeiro como a imagem arranhada perante a sociedade não se tem ideia do alcance que vai dar.

Se a segurança do trabalho é tão importante, é responsabilidade de todos e várias outras frases já conhecidas por todos como programas de conscientização, pergunto:

Quantas vidas ainda serão ceifadas até que seja considerado um “VALOR” a ser incorporado na organização para que realmente passe a uma gestão voltada para a sustentabilidade?

Qualquer empresa com uma reputação de ser insegura para trabalhar pode ter dificuldades em encontrar mão de obra local e ser forçada a se contentar com os candidatos menos qualificados que resultam em mais chances de acidentes.

Com os negócios atualmente crescendo em um mercado altamente competitivo, os gestores começaram a examinar cuidadosamente o que seus parceiros estão fazendo para garantir que suas operações sejam sustentáveis e ter um bom retorno quanta à imagem do seu produto.

Hoje a sustentabilidade é vista através de uma lente muito mais ampla que analisa não somente a pegada de carbono de negócio que está sendo deixada no meio ambiente ou a política global.

Mas sim em pontos que antes não eram contabilizados até começarem ocorrer incidentes em que afetavam sua imagem.

O que essa visão mais ampla de sustentabilidade tem a ver com a segurança do trabalhador? Mais precisamente, na falta de segurança coletiva que pode desempenhar um papel profundo para o qual uma empresa é considerada sustentável.

O primeiro, e talvez o mais óbvio, é o papel que desempenha a segurança do trabalho na sustentabilidade e o seu impacto entre seus colaboradores e na comunidade a sua volta.

A fatalidade ou ferimentos graves em uma indústria causam uma grande comoção para aqueles que vivem e trabalham nas proximidades. O incidente tem um grande impacto sobre a reputação do negócio.

À primeira vista, isso pode não parecer grande coisa.

Mas uma organização, com atividade de alto risco como, por exemplo, a indústria do petróleo ou da mineração podem ter dificuldades em encontrar mão de obra e ser forçada a se contentar com os candidatos ao emprego menos qualificados.

E sustentabilidade também é reter talentos, manter os colaboradores motivados, treinados e em um ambiente seguro.

Uma empresa a com alta rotatividade de seus colaboradores não é uma empresa que pensa em sustentabilidade.

Quando as pessoas descobrem que eu sou gestor da área de Sustentabilidade e QSMS-RS em uma conversa informal e o assunto são sobre acidentes, uma das primeiras coisas que eu geralmente ouço é: “nossa empresa ou meu patrão precisa de uma palestra e consultoria sua.”.

Penso comigo! Qual o desejo que essas pessoas estão transmitindo com esses pensamentos? Será que estão mais propensos a procurar trabalhar em outro lugar?

O mercado é implacável e muitos clientes podem questionar a capacidade do processo de uma indústria que não respeita a integridade de seus trabalhadores, e decidir que fazer negócios com eles pode atrair muita atenção negativa indesejada a sua marca.

Estão prevendo uma “tempestade perfeita” de escassez de recursos globais, em 2030, quando a população mundial deverá ultrapassar de oito bilhões.

Empresas que não planejam para a escassez de recursos essenciais e aí incluímos o capital humano podem encontrar-se fora do negócio, atropelada e substituída por aqueles que fazem um esforço conjunto para garantir a sua sustentabilidade.

Quando um recurso se torna escasso o preço dele sobe. E inovação, recursos alternativos e mão de obra qualificada bem treinada se tornam mais rentável e viável.

Da mesma forma, a cadeia produtiva vai continuar a crescer com a concorrência global, que estreita as margens mais e mais, mas as empresas que investem em ações de sustentabilidade acima de tudo, treinamento e não a segurança do trabalhador e seus processos terão mais caixa e operarão com mais eficiência e produtividade e sem dúvida estarão mais bem posicionados para sobreviver.

Alguém tem ideia dos custos diretos e indiretos de um acidente de trabalho ou de um acidente ambiental?

Se não!!!! Vejam os valores que estão em jogo sobre os acidentes na qual a mídia vem divulgando nestes últimos meses.

Estamos juntos!

A busca pela melhoria contínua na sua gestão de segurança começa com análises das causas raiz bem-feitas!

Quando um evento ocorre que resulta em uma lesão, fatalidade, perda de receitas substanciais ou danos de equipamentos principais, a maioria das organizações iniciam uma investigação.

Estas investigações são necessárias para determinar o que aconteceu, por que isso aconteceu, e o que a organização pode fazer para prevenir a recorrência.

A maneira em que estas investigações ocorreram variam de acordo com a organização e o contexto e a severidade do evento, mas a semelhança é que eles ocorrem.

É substancialmente diferente como organizações respondem a eventos que poderiam ter, mas não, resultam em uma lesão, fatalidade, perda de receitas ou danos de equipamentos principais.

Esses eventos são muitas vezes referidos como quase-acidente ou incidentes.

 Muitas vezes esses eventos recebem atenção superficial, no que diz respeito as análises das causas raiz, infelizmente!

À primeira vista, isso é compreensível.

Trabalhamos em ambientes competitivos e acelerados.

Como resultado, muitas vezes convencemo-nos que não temos tempo nem recursos para aperfeiçoar a totalmente as causas sob cada quase acidente.

Pessoas razoáveis podem discordar sobre o como alocar recursos em resposta a quase-acidentes ou eventos menores, no entanto, eu afirmo que existe um elemento que deve ser tido em conta ao tomar esta decisão que é frequentemente negligenciado.

Especificamente, a busca pela melhoria contínua.

No mundo ultracompetitivo em que vivemos a melhoria contínua não é um luxo.

É um critério de sobrevivência.

As organizações que aprendem rapidamente e efetivamente irão superar aqueles que não.

Muitas organizações melhoram unicamente em função da experiência.

Significado, que a sua equipe ganha experiência resultante de aparecer e realização de seus

No entanto, isto é verdadeiro de cada organização.

 Portanto, não há nenhuma vantagem relativa de depender exclusivamente experiência para melhoria contínua.

Este é o poder das análises das causas raiz para quase acidentes e eventos menores.

Se feito corretamente, eles podem servir como catalisador para a melhoria contínua de uma organização.

 “Feito corretamente” é a frase-chave nessa frase.

Aqui estão alguns exemplos de armadilhas que os impedem de serem “feitos corretamente”:

1. Uma revisão superficial do evento.

2. Uma revisão muito detalhada do evento em que cada aspecto é examinado com tanto detalhe que o processo drena recursos da organização que não são sustentáveis.

3. Jogando o jogo da culpa. Isso deu errado, ou quase deu errado, quem é a culpa e que consequências eles vão enfrentar?

4. Ações corretivas que supercarregam que aumentam a probabilidade de descumprimento.

 As melhores ações corretivas são baseadas no senso comum e muitas vezes tornam o trabalho da equipe mais gerenciável, não menos.

Se olharmos para cada evento próximo e menor como uma oportunidade de melhorar e basear os recursos que estamos dispostos a utilizar para melhorar, é provável que encontremos o poder que as análises de causas básicas têm para melhorar nossa segurança, operacional.

Estamos juntos!

Due diligence do nivel de maturidade dos pilares do ESG, por onde começar?

Nesses últimos anos, nossa consultoria tem sido requisitada para realizar diagnósticos de nível de maturidade do ESG e, observamos algumas organizações que antes de nos contratar já tinham passado por algum tido de auditoria, análise de ESG e até Selo ESG por parte de outras consultorias e, verificamos alguns equívocos nesses relatórios que por mais que todos queiram vender seu peixe, ainda mais no ramo de consultoria não é bem assim.

Não é porque existe uma demanda para esse tipo de trabalho, os profissionais de uma hora para hora passam a ser experts em ESG e vendam seu peixe sem o menor entendimento do que se trata.

Organizações de todos os segmentos podem reduzir seus riscos e, aproveitar suas oportunidades.

A preocupação com os princípios do processo do ESG dentro das organizações de todos os tamanhos e segmentos já é uma realidade, uma vez que a comprovação de boas práticas, tem ajudado as organizações na captação de investimentos a um custo mais acessível.

De todo modo, é necessário tomar todos os cuidados para que o conceito não seja simplesmente da boca para fora.

Por isso assistimos o movimento de alguns órgãos reguladores o conceito “pratique e explique “cada vez mais ganhar força.

Caso contrário a organização corre riscos de sanções, exemplos já existem vários.

Por isso a necessidade de uma due diligence para entender o momento em que organização se encontra em seus pilares quanto social, ambiental e governança.

O crescente escrutínio regulatório aperta cada vez mais o cerco.

Por onde começar?

•            Verifique seus fornecedores e prestadores de serviço:

 Organizações devem examinar seus fornecedores, agentes e parceiros de joint ventures para potenciais riscos de ESG, de preferência usando fontes confiáveis que não requerem questionários caros ou auditorias presenciais em cada um dos terceirizados.

Uma due diligence deve ser realizado antes do início de uma relação comercial e atualizado periodicamente;

Um comitê de gestão de riscos é essencial para apoiar ao conselho de administração e, devem compartilhar suas ideias quanto ao gerenciamento de risco ESG com outras partes interessadas na empresa para permitir decisões orientadas por dados que mitiguem o risco.

•            Invista em dados que apontem na direção do ESG;

As organizações precisam acessar um conjunto abrangente de fontes confiáveis e coerentes, alinhadas aos fluxos de trabalho de gerenciamento de risco, que abrangem diferentes aspectos do risco ESG.

•            Faça sua due diligence de ESG baseada em riscos que sejam específicos a materialidade de cada negócio;

•            Meça o ESG de forma consistente;

 Decida quais métricas você usará para medir o desempenho ESG em toda a organização e quem na sua estrutura será responsável por verificar a veracidade.

•            Atenção as novas regulamentações e mudanças de cenário:

 Os riscos do ESG estão em constante evolução pois novas regulamentações e due diligence socioambiental estão sendo aprovadas ou propostas todos os anos.

•            Defina diretrizes claras:

A direção precisa estabelecer quais os critérios sobre ESG são necessários para um relacionamento comercial ou de emprego contínuo.

Estamos juntos

Antes de fazer sua próxima caminhada de segurança , leia essa história !

Sou fã da caminhada de QSMS.

 Desde que não seja impulsionada por um desejo insaciável de descobrir o que esses colaboradores irritantes estão fazendo “mal” ou inseguramente.  

Uma vez identificado um pecado tão grave, um líder pode lidar obedientemente com tais “violações” através de várias ações corretivas. 

 Se o seu objetivo como líder é esmagar a moral e a confiança da equipe, basta ter o foco em um KPI para sua equipe de segurança e, isso vai acontecer em pouco tempo!

(Não estou brincando: muitas empresas têm 5 KPIs [dar ou receber] como ‘caminhadas de segurança ‘ por mês!).

Aconteceu comigo em um dos projetos que participei na África

‘João ‘ era um gerente da segurança ” da velha guarda l” na indústria ferroviária no Brasil.  

Ele estava vivendo e trabalhando no Rio Grande do Sul, onde o mês frio é quase uma constante. 

Uma oportunidade surgiu quando a nossa organização anunciou internamente uma vaga para um gerente sênior de segurança na África, mais precisamente no Congo.

 Interessado em escapar do frio, João se candidatou para a posição (claramente ninguém havia mencionado os crocodilos comuns à área, campo minado, war lords etc !).

João chegou ao aeroporto, e quando ele saiu do avião, o calor e a umidade o atingiram como um tijolo!

 Quando ele caminhou da porta do avião até o prédio do terminal, suas roupas estavam encharcadas de suor.

Às 6:00 da manhã da manhã entrou no local dos escritórios onde estava a turma do QSMS-RS onde foi apresentado à sua equipe de segurança. 

 Interessado em se estabelecer em seu novo papel, e demonstrar sua autoridade ele decidiu sair imediatamente no campo.  

Foi levado para o pátio de manutenção ferroviária, colocou EPI e caminhou até onde uma equipe estava se preparando para fazer algum trabalho de soldagem.  

Sem apresentações, João, começou a observar o soldador.

Depois de um minuto ou dois, se aproximou do soldador e pediu que ele parasse de trabalhar.

Mais uma vez, sem qualquer introdução, falou !

Você está soldando com uma máscara facial, mas você deve ter óculos por baixo também isso é uma violação!

De repente, o pátio ferroviário que era até então um local de trabalho barulhento, ficou em silêncio.

“Quem é você?”, perguntou o soldador (com uma ênfase notável na última palavra!).

“Eu sou o novo gerente de segurança ” respondeu João “e falou; 

 Estou aqui há 10 minutos e eu já peguei uma violação grave, está tudo errado!!

E começou a regurgitar padrões de segurança vitorianos, políticas e procedimentos como um fanático religioso recita versículos bíblicos.

“Não” rebateu o corajoso soldador. “Não é uma violação”.  

O rosto do João avermelhado e ele olhou para o impertinente. 

Estava prestes a citar capítulo e verso, mas o soldador o cortou.

“Nos meses de verão, a umidade aqui em cima faz com que os óculos embaçam e obscureçam nossa visão, por isso é mais seguro usar apenas uma máscara bem equipada essa é a política aqui em cima faz tempo fale com o teu chefe (Era eu ,rsrs) “.

Se João tivesse tanta humildade quanto conhecimento dos Padrões de Segurança Vitorianas, ele poderia simplesmente ter se desculpado, e admitido que tinha muito a aprender sobre as diferenças entre como o trabalho é feito em diferentes lugares.

Infelizmente, o superpoder do João era arrogância, então ele disse.

 “Bem, eu vou verificar quando eu voltar para o escritório eu quero ver quem assinou isso!”

Quando ele saiu, me confessou que ouviu alguém dizer “BABACA ” mas ele continuou andando.

Não é difícil imaginar a conversa que aconteceu entre a equipe de manutenção depois que ele deixou a área.  

Nem surpreenderia ninguém o quão rapidamente a palavra se espalhou pelo site.

 É difícil voltar de tal episódio, especialmente quando você não tem humildade.

Meu amigo João estava assumindo uma intenção negativa. 

 Seu enquadramento habitual de “pessoas como um problema a ser resolvido” levou-o a procurar comportamentos que violassem suas normas pré-concebidas.

Quando sua caçada é bem-sucedida, ele consegue exercer sua autoridade e punir o infrator. 

Essa abordagem tradicional destrói a confiança, destrói a segurança psicológica e inibe a força de trabalho de compartilhar ideias, preocupações, desafios e questões no futuro.

PS; Sabe o que aconteceu com o João, veio a mim meses depois, pediu para voltar para terrinha e trabalhar na oficina de novo.

O trecho é para os fortes!

Estamos juntos 

Adquiri um passivo ambiental, e agora? E o que você precisa entender!

Neste fim de semana, um susto!

Uma ligação de um número desconhecido da região do nordeste final de noite no domingo, como já temos associados de nosso escritório no Ceará, Rio Grande do Norte, e Bahia, quem poderia ser? Não reconhecia o número!

O empresário me procura através de seu conselho, com a seguinte situação.

Construíram um resort espetacular em algum lugar no Nordeste.

Só que agora, um cheiro de combustível, está surgindo no poço dos elevadores e começa brotar óleo em seus jardins.

E conversa vai e vem, relatam que ali tinha um posto de gasolina, junto a uma grande oficina e garagem de veículos pesados

E perguntaram, e agora, o que nós fazemos, o que vai acontecer?

História triste, séria e muitas ainda está por vir!

Meus amigos, todos os dias aparecem notícias sobre mais um aterro industrial clandestino no território nacional, em áreas onde hoje estão conjuntos habitacionais ou chácaras de lazer.

O problema, sem dúvida, é fruto de um momento da vida nacional em que no passado não existiam ações de controle ambiental efetivas.

É uma verdadeira impressão digital dos seus autores que, agora, começam a aparecer com novas construções, fusões e aquisições.

 Conforme mencionei no início do texto, é cada vez mais significativa a presença do termo “passivo ambiental” no noticiário.

E o que é mais importante, o assunto ganha dimensões econômicas, sociais e jurídicas antes inimaginadas.

Muitas empresas poderão sofrer processos judiciais e interdições ao adquirir determinada indústria ou área que apresentem um conjunto de dívidas ambientais, reais ou potenciais.

Isso porque, como reza a lei quem compra uma empresa também adquire suas dívidas trabalhistas, fiscais, com fornecedores, e os chamados “passivos ambientais”.

A inclusão do passivo ambiental na contabilidade das empresas já não pode ser relativamente, pois casos e mais casos vem aparecendo.

Notícias dão conta de que o termo passivo ambiental na contabilidade foi conceituado no encontro patrocinado pela Câmara Internacional de Comércio, na Holanda, em 1992.

“Passivo ambiental deve ser reconhecido quando existe uma obrigação por parte da empresa que incorreu em um custo ambiental ainda não desembolsado, desde que, o critério de reconhecimento figure como uma obrigação da presente empresa, frente a eventos passados”.

Cada vez mais necessário que as organizações adotem posturas proativas ou melhor de prevenção, no sentido de enfrentar os problemas, buscando resolvê-los em vez de escamoteá-los.

Assim, a avaliação dos impactos ambientais advindos das atividades, a mensuração dos passivos ambientais, bem como o licenciamento de planos voltados para a recuperação ou remediação de áreas contaminadas.

Fazem parte deste procedimento ativo, que revela uma filosofia empresarial distinta daquela que era dominante até bem pouco tempo: a de “jogar a sujeira para debaixo do tapete”.

Para não deixar pairar dúvidas quanto às eventuais responsabilidades daqueles que adquirem uma empresa ou área com um passivo ambiental, é importante o empresário saber quanto à responsabilização dos novos donos.

A responsabilidade civil é objetiva.

Ou seja, independe da existência de culpa pela causa da contaminação.

Não é válida a alegação de que a contaminação foi decorrente de um evento fortuito.

A responsabilidade também é solidária, ou melhor, todos os agentes causadores da degradação ambiental são responsáveis, os antigos donos e os atuais na hipótese de transferência da propriedade, devendo arcar com o ônus da reparação.

A auditoria ambiental/due diligence ambiental, e a gestão ambiental são instrumentos disponíveis na gama de ferramentas necessárias ao enfrentamento dos problemas ambientais decorrentes de descobertas inconvenientes após a concretização de uma aquisição ou fusão empresarial.

Assim como o seguro ambiental, uma modalidade bastante nova de seguro que merece atenção qualificada para que empreendedores não incorram em perdas irreversíveis.

Quanto a situação descrita no início do texto, ainda estamos trabalhando, e não vai sair barato.

Ainda mais que não estava previsto na contingência ambiental.

Estamos juntos!

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