ÓLEO & GÁS – SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA (QSMS-RS) E SUA IMPORTÂNCIA

A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE GESTÃO INTEGRADA(QSMS-RS) NAS INDÚSTRIAS DE ÓLEO & GÁS E ENERGIA.

Já se vai um tempo em que as empresas vêm adotando algumas ferramentas de qualidade, como 5S, qualidade total, ISOs 9000 e 14000 para gerenciarem seus negócios e adquirirem melhoria de desempenho dentro do mercado que atuam.

Entretanto as exigências dos clientes atuais não se restringem apenas à questão relacionadas com o produto final, mas também com o processo de produção e as consequências dele para a sociedade.

Desta forma as empresas viram a necessidade de gerenciar outros fatores como por exemplo : 

  • Sustentabilidade empresarial  ;
  • Questão sobre a  prevenção a acidentes ambientais ;
  • Relacionamento com as comunidades ;
  • Questões relacionadas com a qualidade de vida e saúde dos trabalhadores .

Da mesma forma que a gestão pela qualidade, esses fatores também tem que atender padrões já estabelecidos como normas ISO.

E outras normas que sugiram dentro dos países de forma geral, com o objetivo de garantir que as normas ambientais e de respeito à saúde e segurança dos trabalhadores sejam respeitadas.

Atualmente muitas empresas não estão utilizando somente o gerenciamento pela qualidade baseado na nas normas ISO 9000.

Mas  baseiam-se também no gerenciamento ambiental baseado na norma ISO 14001 , no gerenciamento da saúde ocupacional e segurança no trabalho baseado na especificação OHSAS 18001 e na ISO 26000 sobre responsabilidade social  de forma integrada.

É assim que surge o SGI, Sistema de Gestão integrada ou QSMS-RS .

O SGI visa unir o atendimento às normas de forma simultânea para os pontos comuns, como, por exemplo, no processo de aquisição deve ser verificado tanto as especificações técnicas, como as especificações ambientais e de saúde e segurança no trabalho.

E incluir os valores não contemplados em alguma norma de forma que sejam visto como um só processo de garantia de qualidade.

Ressalto que o conceito de qualidade desta forma se amplia, pois o cliente não leva somente em conta as características do produto ou serviço, mesmo que esse já contemple um valor agregado.

Ele também busca uma maior coerência ambiental e uma garantia que não está comprado de empresas que não respeitam os seus funcionários e o meio ambiente.

Embora pareça utopia, ou até demagogia, pois algumas empresas utilizam essas ferramentas apenas para se destacarem no mercado (greenwash), sem a real conscientização do assunto, é notório de que é uma realidade que está se tornando cada vez mais presente na nossa sociedade.

E mesmo não conseguindo fazer que o atendimento a esses requisitos seja algo decorrente de uma conscientização real dos nossos gerentes, só o  atendimento aos requisitos legais já é um grande passo, principalmente para o Brasil.

ESTAMOS JUNTOS !

PREVENIR SAI MAIS BARATO QUE REMEDIAR

Da teoria a prática do gerenciamento de riscos e gestão de QSMS- RS . 

“ Prevenir sai mais barato que remediar ”

Em todos os projetos que iniciei, por mais experiência que tivesse sempre conversava comigo mesmo depois de implantar, treinar, criar ações de sustentabilidade e analisar riscos, como iria ser até o final ,  será que minhas ações foram realmente efetivas ?

Essa minha inquietude ia até ao termino do projeto e já reiniciava para o próximo que estava sendo transferido.

Em minha vida profissional em diversos lugares por esse mundo afora , passei por tempestades de areia no deserto , guerras onde fiquei preso com a minha família , derrames de óleos que eu não tinha previsto .

Onde nem poderia imaginar que fosse acontecer na minha gestão , ainda mais quando tinha acabado de emprestar alguns km de barreira de contenção (Nunca mais faço isso).

E me sinto mal até hoje por não ter previsto e nem pelo menos escrito um plano de emergência sobre esses fatos ocorridos.

Quando se propõe a implantar um sistema de QSMS-RS e gerenciar os riscos com base nas normas, a mesma se obriga a pensar, desenhar e programar através de um planejamento.

Não podendo esquecer que uma análise e gerenciamento do risco mais abrangente possível são cruciais para o sucesso da empreitada.

As vantagens de se fazer uso do modelo PDCA é que o planejamento base já vem pronto, ou seja, é preciso implementar.

Com o sistema de gestão implementado o passo seguinte é fazer uso do mesmo, para verificar se o mesmo está funcionando, se precisa de adequações, se o sistema está conforme, faz se uso de uma ferramenta que o próprio modelo traz como obrigatória, as auditorias Internas, check list e inspeções diárias.

O objetivo destas ações é o de continuamente e sistematicamente monitorar a efetividade do sistema.

Esta é uma forma compreensiva para prover um excelente retorno das ações pontuais e valiosas informações aos gestores em relação a todo o QSMS-RS, os resultados podem ser usados como áreas alvos para ações de melhoria e subsequentemente, facilitar os planos de melhoria contínua.

Mas o que vem por acontecer?

Para atuar neste planejamento, com base no que é verificado, é preciso fazer uso de outras duas ferramentas também disponibilizadas e obrigatórias pela gestão junto com a análise de risco, que são as ações corretivas e ações preventivas.

O propósito de uma ação corretiva eficaz é o de assegurar a causa ou causas de uma não conformidade real.

E o de uma ação preventiva é assegurar que a causa ou causas de uma não conformidade potencial está identificada, analisada e solucionada visando prevenir o que venha a ocorrer.

“Prevenir sai mais barato que remediar”

O que se espera é que na medida em que a mesma amadureça, os números de ações corretivas tenham uma tendência de queda, enquanto que o número de ações preventivas terá uma tendência de crescimento e a chance de ter um susto diminui.

A sucessão de ações corretivas e preventivas possibilita para a organização a identificação de tendências que podem encaminhar ao rastreamento de problemas, aspectos e perigos em desenvolvimento de processos ou em produtos.

Não podemos esquecer a análise crítica pela direção após as ações corretivas e preventivas, o que leva a organização realizar um novo ciclo PDCA.

Que tem como meta avaliar o status do sistema de gestão implementado, periodicamente quanto a sua eficiência e eficácia.

O mesmo diz respeito à determinação de quais requisitos internos e externos estão sendo adequados e cumpridos para o atendimento dos clientes em relação ao explicitado pela sua política e objetivos.

A diretoria da empresa deve participar, pois são os que tem poder, responsabilidade a quanto aos resultados da gestão de QSMS-RS.

Estes analisam o resultado, as ações corretivas e preventivas, analisam os dados coletados desde a ultima análise crítica, etc.

A intenção desta análise é a de determinar a real situação do QSMS-RS e claro, da própria empresa pela identificação de oportunidades para a melhoria através da determinação de ações para facilitar as ações.

Quem quer ver sua imagem com a vilã do meio ambiente ou como campeão dos acidentes de trabalho?

Na prática significa que a gestão de QSMS-RS e análise de risco devem ser continuamente monitoradas, mensuradas, avaliado e alterado, na busca da melhoria.

Sucesso e a manutenção das ações com melhorias requerem comprometimento da direção e de todos os envolvidos.

A integração destes processos aliados a utilização de uma gerenciamento de risco são a garantia que uma organização terá uma caminhada sem fim em prol da melhoria da eficiência de qualquer que seja o tipo de empresa tornando a cada vez mais competitiva neste mercado implacável com amadores.

Estamos Juntos !

 

GESTÃO EM QSMS-RS

Gestão QSMS-RS , Qualidade, Segurança, Meio Ambiente, Saúde e Responsabilidade Social

Independente do segmento econômico ou tamanho da organização acidentes com colaboradores, acidentes ambientais, colaboradores e comunidades insatisfeitos com a organização são uma constante ,infelizmente !

E como sempre digo e repito  a todos colegas da área .

“ Não existe zona de conforto para os que militam nessa área de QSMS-RS “

É um grande desafio diário para nós.

Neste texto falaremos sobre as questões ambientais, pois acidentes ambientais continuam criando um passivo ambiental e consequentemente a sociedade sofre com a falta por parte de algumas organizações a preocupação com o meio ambiente.

O problema ambiental vem cada vez mais se tornando preocupantes, principalmente com acontecimento não só de grandes acidentes ambientais, mas também daqueles despejos de resíduos sólidos ou químicos perigosos no meio ambiente.

A conta um dia vai chegar para os que não consideram a questão ambiental com seriedade impactando a comunidade , e todo cuidado é pouco por nós gestores .

Outros exemplos significativos, destacam-se a falta de água, energia e o esgotamento acelerado dos recursos naturais, etc.

Todos estes problemas levam à busca de um novo modelo de crescimento econômico que considere mais a preservação do meio ambiente.

Está claro que a solução para todos estes problemas deve ocorrer em vários níveis:

Individual: Que deve tomar posturas que respeitem mais o meio ambiente a fim de limitar o consumo e economizar recursos naturais.

Organizações: Que devem funcionar reduzindo ao máximo seu impacto ambiental negativo.

Poder Público: Cuja função primordial é regulamentar o modelo final de funcionamento que respeite o meio ambiente.

Desta forma, as empresas não podem ignorar suas obrigações ambientais, a pressão dos consumidores e as imposições normativas, obrigam-nas a conceber produtos e sistemas de produção e distribuição que minimizem os impactos ambientais negativos.

Até poucos anos, as empresas consideravam estas questões como uma imposição dos sistemas de proteção ambiental, que implicavam aumento de custos.

Mas hoje, os aspectos ambientais começam a ser considerados como fatores competitivos, que podem conceder à empresa uma vantagem no mercado.

De fato, uma política ambiental bem concebida pode ajudar a reduzir custos, assim como gerar benefícios marginais pela comercialização dos resíduos, além de conduzir a segmentos de mercado especialmente rentáveis.

A cada dia fica mais óbvio que, para uma atividade empresarial ser mais eficiente, faz-se necessária a introdução de critérios ambientais no processo produtivo, e é por este motivo que o projeto de uma correta gestão ambiental na emprese desempenha um papel fundamental.

Uma das ferramentas ideais para fazer com que as empresas priorizem as políticas de prevenção, ao invés das de correção, são a implementação da gestão de QSMS-RS ou seja Qualidade, Saúde, Meio Ambiente, Segurança e Responsabilidade Social.

Onde destaco a gestão ambiental neste texto.

Definitivamente, pode-se afirmar que os custos ambientais das diversas atividades não são contabilizados.

Não obstante, deve-se ter uma ideia clara de que, apesar de significar em curto prazo um custo para as empresas investir na proteção e na garantia de qualidade de vida, com toda segurança, este custo será infinitamente inferior ao valor da qualidade de vida e do bem-estar da humanidade.

Qualquer atividade das que conhecemos podem interferir no meio ambiente através de diversas maneiras em seus processos como produção (utilização de matérias primas, energia e água e consequentemente: emissão atmosféricas, efluentes, geração de resíduos sólidos, ruído e vibração), distribuição, comercialização, etc.

Inúmeras medidas de proteção buscam minimizar os impactos produzidos pelos processos produtivos das empresas.

No entanto, essas medidas visam o tratamento do resíduo após sua geração (medidas de caráter corretivo), onerando assim o processo produtivo devido ao custo elevado da implantação de sistemas de tratamentos.

Por isso, deve-se buscar formas que viabilizem a otimização desses processos.

A correta gestão das variáveis ambientais é o que permite essa otimização.

Por isso, as empresas necessitam trabalhar atuando nos seguintes pontos, como por exemplo: redução do consumo de energia, gestão correta de resíduos, redução do consumo de matérias-primas, redução do consumo de água e etc.

Para colocar em prática uma gestão ambiental se faz necessário entre outras atitudes do sistema de gestão de QSMS-RS: Elaborar uma política ambiental, fixar objetivos e metas, elaborar um plano de atuação em meio ambiente.

O primeiro passo que uma empresa deve tomar para a implantação de uma gestão ambiental é a implantação de uma política ambiental séria e efetiva  , não para os outros somente assistirem e  nem como marketing verde .

Essa política ambiental tem que ser definida como uma declaração de objetivos, elaborada pela própria empresa, que exponha o compromisso adotado para melhorar sua atuação em relação ao meio ambiente.

Não basta só escrever a política , tem que abraçar a política como um VALOR ! 

Quem vai dar o primeiro passo?

Estamos juntos !

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