CEO,Conselho, Comercial uma pergunta direta:
Se seu principal cliente pedir amanhã seu inventário de GEE, incluindo informações do Escopo 3, você está preparado para responder?
Não estou falando apenas de apresentar um número.
Estou falando de conseguir explicar:
De onde veio esse número?
Quem forneceu os dados?
Quais são dados primários e quais são estimativas?
Qual metodologia foi utilizada?
Quais premissas foram adotadas?
Quem validou?
E o que você está fazendo para reduzir essas emissões?
Trabalho há décadas com inventários, relatórios de GEE, ESG e gestão de riscos, em diferentes países e setores, e hoje continuo realizando esse trabalho no Brasil.
E existe uma mudança importante acontecendo:
GHG deixou de ser apenas assunto do departamento de sustentabilidade.
Está chegando à mesa do:
CEO.
CONSELHO.
COMPRAS.
CLIENTE.
FINANCEIRO.
JURÍDICO.
E o Escopo 3?
É onde muitas empresas começam a perder o controle.
Porque você pode controlar suas operações.
Mas não controla toda a sua cadeia de valor.
Fornecedores, matérias-primas, transporte, uso dos produtos vendidos, fim de vida…
E seu cliente pode estar olhando para tudo isso.
E o chamado “Escopo 4”?
Uma ressalva técnica:
Escopo 4 não é uma categoria oficial do inventário corporativo do GHG Protocol.
O termo é utilizado para discutir emissões evitadas.
Mas cuidado.
Dizer:
“Nosso produto evita X toneladas de CO₂e”
não transforma automaticamente esse número em uma informação tecnicamente válida.
Onde está a metodologia?
Onde estão as evidências?
Quais são as premissas?
Qual é o cenário de referência?
Sem isso, uma alegação que deveria gerar valor pode se transformar em risco de greenwashing e risco reputacional.
CEO, uma provocação:
Você sabe realmente quanto sua empresa emite?
Ou apenas recebe um número pronto no final do ano?
Porque existe uma diferença enorme entre:
TER UM INVENTÁRIO E TER CONTROLE SOBRE A INFORMAÇÃO QUE ESTÁ SENDO DIVULGADA AO MERCADO.
E talvez o ponto mais preocupante seja este:
SEU CLIENTE PODE ESTAR EXIGINDO MAIS INFORMAÇÕES SOBRE SUAS EMISSÕES DO QUE O SEU PRÓPRIO CONSELHO JÁ EXIGIU.
Isso não é mais apenas sustentabilidade.
É gestão de riscos.
É governança.
É competitividade.
É acesso a mercado.
A pergunta não é mais se você terá que falar sobre carbono.
A pergunta é: quando seu cliente perguntar, você estará preparado para provar o que está dizendo?
Estamos juntos