A gestão de riscos ESG e socioambientais deixou de ser uma pauta reputacional.
Hoje, é uma agenda estratégica para conselhos, comitês de auditoria e alta liderança.
A Global Investor Survey 2024 da PwC mostra esse movimento: 64% dos investidores defendem mais investimentos corporativos na redução de emissões e 73% esperam maior resiliência diante de crises futuras.
Em mais de 40 anos de atuação internacional, aprendi que políticas, relatórios e indicadores só geram valor quando são sustentados por decisões, controles e comportamentos consistentes.
Nos últimos 15 anos da minha carreira internacional, atuei como Vice-Presidente de ESG, apoiando grandes fundos de investimento da Europa e dos Estados Unidos na avaliação de riscos ESG, governança e maturidade de empresas investidas.
A conclusão é clara: investidores avaliam se o conselho, a liderança e a cultura corporativa oferecem condições reais para uma gestão ética, transparente e responsável dos riscos.
Hoje, por meio da Roberto Roche & Associados, apoio conselhos, comitês e lideranças executivas na implantação do ESG, na avaliação da maturidade em governança e no fortalecimento da cultura de risco.
O objetivo é integrar ESG à estratégia, aos controles internos, à alocação de capital, à gestão de terceiros e à supervisão de riscos materiais.
Políticas podem ser copiadas. Cultura, não.
Para conselhos e alta liderança, cultura de risco é ativo estratégico.
O Fórum Econômico Mundial reforça a urgência: no Global Risks Report 2024, 66% dos respondentes apontaram eventos climáticos extremos como o principal risco com potencial de crise material global em 2024.
Isso exige supervisão ativa, visão de longo prazo e integração efetiva do ESG à estratégia empresarial.
Quando bem estruturada, a gestão ESG reduz vulnerabilidades, melhora a qualidade das decisões, fortalece a confiança do mercado e apoia o crescimento sustentável.
Relatórios não bastam. ESG precisa estar nos controles, nas decisões, na gestão de terceiros e na cultura da organização.
Para investidores, bancos e seguradoras, maturidade ESG é sinal de qualidade da governança, resiliência e preparo para o longo prazo.
Em última análise, governança eficaz transforma riscos ESG em proteção de valor, resiliência e vantagem competitiva.
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