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Certificações e regras não garantem proteção por si só, o papel aceita tudo.

A verdadeira proteção depende da maturidade da segurança, em que nível está o da sua organização?

Cultura forte não nasce por regras. Nasce por consciência.

Ao longo de mais de 40 anos atuando internacionalmente em Segurança, Meio Ambiente, Gestão de Riscos e ESG, aprendi que nenhuma organização alcança excelência apenas investindo em procedimentos, normas ou tecnologia.

Os acidentes raramente acontecem por falta de regras.

Na maioria das vezes, eles acontecem porque a cultura ainda não amadureceu.

Essa constatação ficou ainda mais evidente durante uma due diligence de maturidade da cultura de segurança que conduzi em uma grande organização.

A empresa possuía procedimentos robustos, certificações, indicadores de desempenho, auditorias periódicas e total conformidade documental.

À primeira vista, tudo indicava um sistema de gestão maduro.

No entanto, ao entrevistar colaboradores de todos os níveis hierárquicos, acompanhar atividades em campo e avaliar comportamentos, percebi uma realidade diferente.

Os trabalhadores ainda hesitavam em interromper atividades inseguras.

Os quase acidentes eram pouco reportados.

Muitos riscos eram aceitos como “parte do trabalho”.

A liderança ainda concentrava grande parte das decisões relacionadas à segurança.

Naquele momento ficou evidente que a organização possuía um sistema de gestão consistente, mas sua cultura de segurança ainda não havia atingido um nível elevado de maturidade.

É exatamente isso que a Curva de Bradley nos ajuda a compreender.

Ela demonstra que a cultura de segurança evolui por meio de quatro estágios de maturidade.

  • Reativo – Segurança por Instinto

Mentalidade:


“Acidentes acontecem.”

A organização reage somente após um incidente.

A investigação procura culpados, e não causas sistêmicas.

Os indicadores de acidentes são elevados e a prevenção praticamente inexiste.

  • Dependente – Segurança por Obrigação

Mentalidade:


“Faço porque a empresa exige.”

Existem regras, procedimentos e fiscalização.

Os acidentes diminuem, porém, a segurança ainda depende da supervisão constante.

  • Independente – Segurança por Escolha

Mentalidade:


“Eu escolho trabalhar com segurança.”

O colaborador identifica perigos, controla riscos, interrompe atividades inseguras e compreende que proteger sua vida é uma decisão pessoal.

  • Interdependente – Segurança por Propósito

Mentalidade:


“Eu cuido de mim e cuido dos meus colegas.”

Neste estágio existe confiança, colaboração, segurança psicológica e responsabilidade compartilhada.

As pessoas intervêm quando observam riscos, aprendem umas com as outras e fazem da segurança um valor inegociável.

É nesse ponto que a excelência operacional realmente acontece.

O que aprendi nessas due diligences, nessas décadas?

A maior vulnerabilidade de uma organização quase nunca está nos procedimentos.

Ela está na cultura.

Por isso, uma avaliação séria de maturidade não pode se limitar à análise de documentos ou indicadores.

É necessário observar comportamentos, ouvir as pessoas, compreender como as decisões são tomadas no dia a dia e identificar se os valores declarados realmente se refletem nas práticas da organização.

Essa é justamente a abordagem que tenho utilizado ao longo de décadas em projetos internacionais e, atualmente, na Roberto Roche & Associados, realizando due diligences, diagnósticos de maturidade em Segurança, ESG e Gestão de Riscos, apoiando empresas, investidores, conselhos de administração e instituições financeiras na identificação de vulnerabilidades que muitas vezes não aparecem nos relatórios, mas que podem representar riscos operacionais, financeiros, ambientais e reputacionais significativos.

Porque processos sustentam a segurança.

Mas são as pessoas que constroem a cultura.

E uma cultura forte é um dos ativos mais valiosos que uma organização pode desenvolver.

Em qual estágio do nível de maturidade de segurança sua organização se encontra hoje?

A Roberto Roche & Associados com a  metodologia Hearts and Minds e minha experiencia com mais de 40 anos de vivência e experiencia na área da segurança do trabalho ajudam a medir e a melhorar essa maturidade. [

Você gostaria de saber:

•Qual é o seu nível de maturidade atual?

•Como avaliar a liderança da sua empresa em segurança?

•Quais ações práticas mudam a cultura de segurança na sua rotina?

Escolha uma das opções ou conte-nos como a segurança funciona hoje na sua empresa!

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