Plano de emergência socioambiental e gestão de crises, como está o seu?


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Cachorro mordido por cobra tem medo até de linguiça, mais verdadeiro que isso é impossível.

Como tenho vários acidentes e TACs assinados tanto ambientais como de trabalho em minha folha corrida nesses +35 anos de profissão acabei me especializando no assunto.

Mas então, por que não é levado tão a sério, principalmente aqui na terrinha?

Agora atuando do outro lado do balcão, elaborando e atualizando PAEs e PEIs, e planos de gestão de crise, observo, o descaso da parte alguns profissionais nesse assunto.

Não é culpa deles, mas sim a falta de “CULTURA” da organização.

Acontece a crise /emergência, comunidades impactadas, a mídia te devorando e….

Nada! Desculpas e mais desculpas a comunicação pedindo desculpas e o mesmo filme de sempre.

Aí, tomam-se medidas bacanas perante a mídia (só se põe a grade na janela depois de arrombada), e passando a crise ….

Enfia os novos planos em uma gaveta ou melhor, em algum arquivo no p.c. e esquece.

Então, cadê o seu? Quando foi a última análise crítica, revisão ou simulado?

SIMULADO COM HORA MARCADA, NÃO É SIMULADO

Organizações que levam a sério Sustentabilidade Corporativa e sua governança precisam desenvolver um plano de emergência, bem como, um plano de gestão de crises que definam direta e operacionalmente a sua mídia interna, sua mobilização e a ação específica para os cenários identificados em sua análise de risco.

Indicando, recursos necessários para mobilizar o controle de possíveis situações de risco.

E quais seriam? Identificação e avaliação de riscos; diagnóstico de pronta resposta; Procedimentos específicos para ação antes de cada tipo de emergência; Implementação e manutenção do planejamento.

Qualquer dúvida, qualquer brecha na improvisação, qualquer pequeno detalhe pode levar ao desastre durante o gerenciamento de uma crise na empresa.

Cada uma das fases implica participação, conhecimento e desenvolvimento por diferentes grupos de pessoas, direta ou indiretamente envolvidas.

Durante a fase de preparação e planejamento, é necessário responder a uma série de perguntas fundamentais.

Quais são as emergências que podemos enfrentar? Que situações externas podem nos causar danos? Fenômenos naturais podem nos causar problemas? Com que meios devo lidar com emergências? Que ajuda posso esperar?

Nesta fase, é necessária a participação de todos envolvidos diretamente, pois são os que melhor conhecem os processos e as instalações e serão os que finalmente atuarão em caso de emergência, e a presença de pessoal especializado na análise de riscos.

Da mesma forma, é essencial a participação daqueles que, se necessário, virão em nosso auxílio, ou seja, administrações competentes, proteção civil e bombeiros.

Portanto, é importante realizar uma série de ações para atingir níveis adequados de segurança, que, somados aos cuidados iniciais adquiridos no projeto, construção e operação das instalações, serão os alicerces da que cimentam a gestão de crises.

Vamos alguma delas;

A análise de risco inclui a identificação de situações acidentais ou contingências de origem interna e externa, bem como a estimativa das consequências e / ou probabilidades dos cenários identificados.

O objetivo de identificar e avaliar o risco associado é antecipar o que pode ocorrer em uma emergência, com base no conhecimento de possíveis eventos e seus possíveis desenvolvimentos.

Dessa forma, os meios necessários para seu controle e mitigação de danos podem ser estimados, podendo-se estabelecer as medidas de proteção adequadas para o risco e estabelecimento de um plano para continuidade de negócios

Os resultados dessa fase são, fundamentalmente, a localização das possíveis emergências que ocorrem dentro e fora das instalações e tudo isso com o objetivo de avaliar o impacto sobre o pessoal, próprio e externo, presente nas instalações, as próprias instalações e / ou sobre a população presente nos arredores.

Uma vez analisados os resultados anteriores, as organizações devem analisar a capacidade de resposta, onde são avaliadas a disponibilidade e a capacidade dos seguintes meios de prevenção e mitigação.

Entre vários podemos mencionar : Fator humano no conhecimento de riscos e treinamento; Coordenação interna e externa em caso de necessidade de ajuda externa; Intervenção ao estabelecer o equipamento necessário para garantir a integridade das pessoas; Estabelecimento de distâncias de segurança em ação direta sobre o acidente; Desenho da estratégia de intervenção com base nos equipamentos e instalações afetados; Meios materiais para gerenciamento e coordenação ;Aviso e comunicações internas e externas; Recuperação dos danos ao meio ambiente.

As organizações devem estabelecer em seu planejamento uma estrutura organizacional que garanta a prestação dos seguintes serviços e missões gerais, para cobrir em qualquer situação de emergência, como:

Direção e coordenação de ações e recursos mobilizados durante a emergência; Intervenção direta no local do acidente para controle de emergência; Controle de processo ;Cuidados de saúde e evacuação das pessoas afetadas; Gestão ambiental; Apoio logístico de forma a garantir a operacionalidade de serviços essenciais durante a emergência e a aquisição de materiais e equipamentos; Relações com agentes externos (autoridade, mídia, etc.) e Tráfego de veículos e pessoas.

Uma vez analisados os possíveis cenários estabelecidos e os meios necessários, as organizações devem desenvolver, para cada situação de risco que possa surgir, procedimentos específicos de ação, nos quais são definidas instruções precisas, dirigidas às pessoas envolvidas, com para treinar e informar sobre diretrizes de ação concretas para o controle seguro de cada tipo de cenário.

Sem dúvida, para obter um desempenho eficiente, esses procedimentos devem conter as seguintes informações:

Riscos associados a cada cenário; Equipamento de proteção individual e meios adequados de intervenção; Instruções precisas para comunicação, controle de riscos e minimização de consequências para as pessoas e o meio ambiente.

Lembrando que todo o trabalho anterior pode ser inútil se uma implantação e uma difusão adequada das diretrizes anteriores “não forem alcançadas”, para as quais é necessário o envolvimento direto do gerenciamento e controles intermediários das organizações.

Uma vez que a implantação e difusão devem ser necessários realizando em duas direções;

Uma interna na qual o pessoal é informado e treinado com missões em situações de emergência.

E uma externa, no qual as autoridades competentes, a população que pode ser afetada e os grupos de pressão relacionados à organização devem ser informados.

Do ponto de vista interno e em relação ao fator humano que irá atuar em situações de grande estresse, esforço e rapidez de ação, é essencial um profundo conhecimento do risco, dos procedimentos específicos de ação e da capacidade de responder.

Para isso, é necessário projetar e implementar um plano completo de treinamento e periódico, onde os simulados desempenham um papel importante, permitindo que sejam testados.

O treinamento deve ser realizado para diferentes cenários, que, por sua vez, são concluídos com a realização periódica nas próprias instalações, a fim de obter um conhecimento aprofundado e familiarização da área.

É essencial realizar uma campanha de informação a autoridades competentes e população principalmente para que, por um lado, as autoridades levem em conta os riscos no planejamento territorial de emergências e, por outro, que a população conheça os riscos aos quais estão sujeitos e que tipo de medidas são planejadas para sua proteção.

A estreita colaboração entre a organização e os stakeholders é essencial para definir as necessidades de recursos humanos e materiais.

Sempre promovi visitas por exemplo, para que conheçam as instalações e a participação em simulados, a fim de verificar o grau de coordenação entre todos os participantes.

Além disso, é necessário comunicar à população os riscos a que estão sujeitos, bem como os meios e medidas de proteção previstos para sua proteção, bem como a comunicação de como proceder em qualquer uma das situações acidentais.

Ao se comunicar com a população, é necessário ser rigoroso com as informações a serem transmitidas, muito claras e didáticas para que as instruções sobre como agir em caso de acidente sejam compreendidas por todos.

Em uma gestão de crises, ter um plano de ação emergencial (PAE) que desenvolva uma orientação, bem como o funcionamento da mídia interna, sua mobilização e os procedimentos são fundamentais para sobrevivência da sua marca/organização.

Estamos juntos!

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