SUA MINERAÇÃO REALMENTE CONTROLA OS RISCOS CRÍTICOS OU APENAS PRODUZ DOCUMENTOS?
Na mineração, não basta ter procedimentos, APRs, treinamentos e matrizes de risco.
É preciso saber se as barreiras que deveriam impedir um acidente realmente existem, são adequadas e funcionam na operação.
É exatamente nessa interface entre gestão de riscos, segurança operacional e execução no campo que atuamos.
A Roberto Roche & Associados realiza avaliações e implantação de sistemas de gestão de riscos em Segurança do Trabalho para operações de mineração, estruturando controles que possam ser efetivamente aplicados e verificados na operação.
Minha experiência com mineração foi construída ao longo de décadas de atuação internacional, trabalhando em diferentes realidades operacionais e culturais na África, Mongólia e América do Sul.
Hoje, no Brasil, essa experiência de campo é aplicada como consultor para apoiar empresas na identificação dos riscos críticos, fortalecimento das barreiras e implantação de uma gestão de riscos que funcione na prática.
Não parto apenas da teoria.
Parto da experiência de quem esteve próximo da operação, dos riscos, das equipes e das decisões que precisam ser tomadas quando as condições reais do trabalho não são aquelas descritas no procedimento.
CASE 1 — MINERAÇÃO NA ÁFRICA
Em operações de mineração na África, um dos grandes desafios encontrados foi transformar a gestão de segurança de um modelo predominantemente baseado em procedimentos e conformidade documental para uma abordagem orientada aos riscos críticos da operação.
O trabalho envolveu a identificação dos principais cenários de acidentes, avaliação das barreiras existentes e definição dos controles necessários para reduzir a exposição das pessoas aos eventos de maior consequência.
A abordagem permitiu deslocar o foco:
DE: “Temos o procedimento?”
PARA: “O risco está realmente controlado?”
Esse é um dos princípios que levamos para os projetos atuais no Brasil.
CASE 2 — OPERAÇÃO DE MINERAÇÃO NA MONGÓLIA
Em uma operação de mineração na Mongólia, o desafio estava diretamente relacionado à complexidade operacional, condições de campo, fatores humanos e necessidade de garantir que os controles definidos fossem aplicáveis à realidade da operação.
A experiência mostrou algo fundamental:
uma barreira que existe somente no papel não é uma barreira de segurança.
A análise dos riscos precisa considerar aquilo que efetivamente acontece no campo, incluindo condições operacionais, comportamento, interfaces entre equipes, manutenção, equipamentos, contratadas e mudanças nas condições de trabalho.
Essa experiência reforçou nossa abordagem baseada em barreiras, riscos críticos e verificação de eficácia dos controles.
COMO TRABALHAMOS
1. DIAGNÓSTICO
Avaliação do sistema existente e identificação dos gaps de gestão de riscos e segurança operacional.
2. IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS CRÍTICOS
Mapeamento dos eventos de maior potencial de consequência para pessoas, operação, meio ambiente e negócio.
3. ANÁLISE DE RISCOS
Aplicação das ferramentas adequadas ao cenário, incluindo BOW TIE.
4. BARREIRAS CRÍTICAS
Identificação das barreiras preventivas e mitigadoras e definição dos requisitos necessários para garantir sua efetividade.
5. IMPLANTAÇÃO
Integração dos controles ao PGR, procedimentos operacionais, APRs, permissões de trabalho, treinamentos e rotinas de supervisão.
6. VERIFICAÇÃO
Criação de mecanismos para verificar se os controles estão funcionando na prática e não somente no sistema documental.
7. CAPACITAÇÃO
Treinamento de gestores, engenheiros, técnicos, supervisores e equipes operacionais para incorporar a gestão de riscos à tomada de decisão diária.
O objetivo não é criar mais um sistema burocrático.
É construir uma gestão capaz de responder, antes que aconteça um acidente:
- Quais são nossos riscos críticos?
- Quais barreiras impedem que eles aconteçam?
- Quais barreiras reduzem suas consequências?
- Quem é responsável por cada barreira?
- Como sabemos que elas estão funcionando?
- O que acontece quando uma barreira falha?
MINERAÇÃO NÃO PODE DEPENDER DA SORTE.
- Risco crítico precisa ser identificado.
- Barreira precisa existir.
- Controle precisa funcionar.
- E a liderança precisa saber disso.
Estamos juntos