A partir de julho de 2026, passa a ser aplicável na União Europeia o Regulamento (UE) 2024/3005, que submete os provedores de ratings ESG a novas exigências de autorização, transparência e supervisão pela ESMA.
Embora pareça uma mudança distante, seus efeitos tendem a alcançar empresas brasileiras que dependem de capital, compradores, parceiros ou cadeias globais conectadas ao mercado europeu.
Na prática, a Europa acaba de elevar o nível de credibilidade das avaliações ESG utilizadas por investidores, bancos, fundos, grandes compradores e cadeias globais de fornecimento.
Pela primeira vez, as empresas que atribuem classificações ESG passam a estar sujeitas à autorização e supervisão da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA). O objetivo é simples: tornar as avaliações mais transparentes, comparáveis e confiáveis.
O fim da “caixa-preta” dos ratings ESG
Durante anos, uma mesma empresa podia receber classificações bastante diferentes dependendo da metodologia utilizada por cada agência.
Isso acontecia porque cada organização utilizava critérios próprios, diferentes pesos para os temas ambientais, sociais e de governança e, muitas vezes, metodologias pouco transparentes.
Com o novo regulamento europeu, esse cenário começa a mudar.
As agências de ESG Ratings deverão demonstrar de forma clara:
- como constroem suas metodologias;
- quais indicadores utilizam;
- quais fontes de dados empregam;
- como tratam informações incompletas;
- como gerenciam conflitos de interesse.
Em outras palavras, a confiança deixa de depender apenas da nota atribuída. Passa também a depender da qualidade de quem realiza a avaliação.
O que isso significa para empresas brasileiras?
Na prática, significa que empresas brasileiras poderão ser avaliadas por critérios mais consistentes, exigentes e comparáveis.
Mesmo organizações sem operação direta na Europa podem sentir esse movimento em financiamentos, contratos, compras sustentáveis e processos de avaliação conduzidos por clientes multinacionais.
Hoje, os ratings ESG influenciam:
- acesso a financiamentos;
- decisões de investimento;
- processos de due diligence;
- avaliação de fornecedores;
- programas de compras sustentáveis;
- relacionamento com clientes multinacionais;
- obtenção de certificações como a EcoVadis.
Ou seja, a régua utilizada para avaliar empresas brasileiras está ficando mais rigorosa.
E, ao mesmo tempo, mais transparente, o que aumenta a importância de dados confiáveis, governança estruturada e evidências verificáveis.
Nossa experiência mostra que a maturidade ESG faz toda a diferença
Ao longo das últimas décadas atuando com gestão de riscos, sustentabilidade corporativa e governança, percebemos uma mudança importante.
No passado, responder questionários podia ser suficiente.
Hoje, investidores e clientes esperam evidências consistentes, rastreáveis e alinhadas à gestão real da organização.
Nesse contexto, a experiência prática torna-se decisiva: na Roberto Roche & Associados, acompanhamos essa evolução desde os primeiros movimentos de consolidação do ESG e já apoiamos dezenas de organizações na estruturação de programas de sustentabilidade e na obtenção de avaliações como a EcoVadis.
Nossa experiência em diagnósticos de maturidade ESG, due diligence e gestão integrada de riscos demonstra que empresas mais preparadas respondem melhor às exigências dos mercados nacionais e internacionais.
O novo desafio não é obter uma boa nota.
É ser capaz de sustentá-la.
Governança, indicadores, rastreabilidade, gestão de riscos, materialidade, emissões, cadeia de fornecedores e controles internos passam a fazer parte de um mesmo sistema.
Empresas maduras não constroem ESG apenas para responder questionários.
Elas utilizam o ESG para melhorar sua gestão.
E isso faz toda a diferença quando investidores, bancos e grandes clientes analisam seus riscos.
Uma oportunidade para quem deseja se antecipar
O novo regulamento europeu representa mais do que uma exigência regulatória.
É um sinal claro da direção que o mercado global está tomando.
Quem compreender desde já como sua empresa é avaliada estará mais preparado para competir em mercados internacionais, conquistar novos clientes e fortalecer sua reputação.
Porque, no futuro próximo, não bastará dizer que sua empresa possui boas práticas ESG.
Será necessário demonstrá-las com dados, governança e evidências consistentes.
Na Roberto Roche & Associados, ajudamos organizações a avaliar sua maturidade ESG, estruturar programas de sustentabilidade, preparar processos de due diligence e atender aos requisitos de avaliações como a EcoVadis e outras exigências do mercado internacional.
A pergunta deixa de ser “qual é a sua nota ESG?”.
A pergunta passa a ser: sua empresa está preparada para ser avaliada pelos novos padrões globais?
Se quiser entender esse nível de preparo, comece por um diagnóstico de maturidade ESG.
Estamos juntos