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ESG e o custo de capital: uma realidade que já impacta as organizações brasileiras.

Durante muitos anos, fatores ambientais, sociais e de governança eram tratados como iniciativas voluntárias ou ações voltadas apenas à reputação corporativa. Esse cenário mudou definitivamente.

Hoje, o ESG é um dos principais critérios utilizados por bancos, investidores, seguradoras, fundos de investimento, agências de rating e grandes clientes para avaliar o risco de uma organização.

Empresas que demonstram maturidade em gestão ambiental, social e governança tendem a acessar capital em condições mais favoráveis, reduzir seu custo de financiamento, ampliar sua capacidade de atrair investimentos e fortalecer sua posição competitiva.

Por outro lado, organizações que negligenciam esses aspectos enfrentam maior percepção de risco, processos de due diligence mais rigorosos, restrições de acesso ao mercado financeiro, maior dificuldade para contratação de seguros e crescente pressão de investidores institucionais, especialmente daqueles que adotam critérios ESG em suas decisões de investimento.

O ESG deixou de ser um diferencial competitivo.

 Tornou-se uma exigência para a perenidade dos negócios.

Segundo dados do Pacto Global da ONU no Brasil, aproximadamente 78,4% das empresas com estratégias ESG consolidadas apresentam desempenho financeiro superior ao de seus concorrentes, demonstrando que sustentabilidade e geração de valor caminham lado a lado.

Entretanto, ainda existe uma diferença significativa entre declarar que possui uma agenda ESG e demonstrar maturidade na gestão dos riscos ESG.

Publicar um relatório de sustentabilidade ou aderir a um framework internacional não é suficiente.

O mercado exige evidências concretas de governança, gestão de riscos, conformidade regulatória, indicadores confiáveis e capacidade de resposta diante de eventos críticos.

É nesse contexto que avaliações de maturidade ESG, due diligence socioambiental, gestão integrada de riscos e programas de melhoria contínua tornam-se instrumentos estratégicos para preservar valor, proteger ativos e garantir acesso ao capital.

Ao longo de mais de 40 anos de atuação internacional, acompanhei a evolução da gestão de riscos e da sustentabilidade nas maiores organizações globais.

Durante 15 anos, tive a oportunidade de atuar como Vice-Presidente de ESG de um dos maiores fundos de investimento do mundo, liderando avaliações de riscos ESG, processos de due diligence socioambiental, programas de governança e análises de empresas em diversos países.

Essa experiência permitiu compreender, na prática, como investidores institucionais analisam riscos antes de decidir onde alocar bilhões de dólares.

Hoje, no Brasil, atuo como consultor e conselheiro, apoiando organizações na implantação de programas de ESG, na avaliação do nível de maturidade de suas práticas, na realização de due diligence socioambiental para operações de M&A, financiamentos e investimentos, bem como na estruturação de modelos de governança e gestão de riscos alinhados às exigências do mercado financeiro, de seguradoras, investidores e grandes clientes.

Minha experiência internacional demonstra que as organizações que prosperam não são necessariamente aquelas que possuem os melhores discursos sobre sustentabilidade, mas sim aquelas que conseguem transformar ESG em estratégia, gestão de riscos, eficiência operacional e geração de valor para seus acionistas e para a sociedade.

A pergunta que os Conselhos de Administração e a alta direção precisam responder já não é mais:

“Precisamos investir em ESG?”

A pergunta correta é:

“Quanto custará para a organização não estar preparada para atender às exigências do mercado, dos investidores e dos reguladores?”

Porque, atualmente, o ESG influencia diretamente o custo de capital, o acesso a investimentos, a competitividade, a reputação e, principalmente, a longevidade das organizações.

Estamos juntos

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