Alguns anos passados, quando fui convocado pela organização que trabalhava a participar de um curso (depois fiz + 3) sobre média training para atuação em gestão de crises achei um saco e fui muito a contragosto.
Com tempo gostei do treinamento e comecei a prestar atenção da importância de ter um plano de gestão de crises bem elaborados amarrados aos possíveis cenários de temas materiais a organização e logo depois me vi mergulhando em elaborar o famoso BCM (Business Continuity Management), o plano de continuidade de negócios.
E olha como mundo da volta, hoje não tem instituições financeira ou seguradora qua não questionam se a organização possui bem elaborado esses planos de acordo com os temas materiais ou seja;
Como é a sua resiliência operacional?
Nunca pensei em quando abri minha consultoria de ter que executar esses planos para terceiros e tudo isso sabre o porquê? Ele mesmo, o ESG!!
Em tempos em que os princípios de ESG (Ambiental, Social e de Governança) ganham cada vez mais relevância, torna-se indispensável que as organizações demonstrem uma resiliência operacional robusta.
A capacidade de enfrentar e superar adversidades não é apenas um diferencial competitivo, mas uma exigência para a sustentabilidade dos negócios e a confiança dos stakeholders.
A resiliência operacional refere-se à aptidão de uma organização para resistir, adaptar-se e recuperar-se rapidamente diante de eventos inesperados ou crises.
Esta capacidade é resultado de processos bem definidos, preparação contínua e uma cultura interna voltada para a antecipação e gestão de riscos.
É fundamental que a liderança questione: Como está a resiliência operacional da sua organização?
A gestão de crises corporativa envolve o desenvolvimento de estratégias e procedimentos para identificar, enfrentar e superar situações adversas que possam impactar negativamente as operações da empresa.
O plano de gestão de crise consiste numa abordagem organizada que visa preparar a empresa para responder de forma eficaz a situações inesperadas e potencialmente prejudiciais.
Este plano inclui a definição clara de papéis e responsabilidades, procedimentos de comunicação interna e externa, e ações específicas para mitigar riscos, minimizar danos e restaurar a normalidade das operações.
Além disso, envolve exercícios periódicos de simulação para garantir que todos os colaboradores estejam familiarizados com as etapas a seguir em caso de emergência.
Este processo inclui a avaliação de riscos, a definição de planos de ação e a preparação de equipas para lidar com situações imprevistas, garantindo que a organização mantenha a sua resiliência diante de desafios.
O plano de continuidade dos negócios é um conjunto estruturado de medidas e ações destinadas a assegurar que processos essenciais da empresa possam ser mantidos ou rapidamente restabelecidos após a ocorrência de uma crise.
Este plano prevê alternativas operacionais, comunicação clara com as partes interessadas e a definição de recursos críticos, garantindo a recuperação e a sustentabilidade das atividades mesmo em cenários adversos.
Abordar o plano de gestão de crises corporativa e o plano de continuidade dos negócios, destacando a importância de estratégias para identificar, enfrentar e superar situações adversas, bem como ações estruturadas para garantir a manutenção ou rápida recuperação das operações essenciais da empresa em cenários de crise, passar ser fundamental nos dias de hoje para manter a perenidade do negócio.
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