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ROI em ESG: Três Perguntas Clássicas e Reflexões Práticas.

Ao abordar o Retorno sobre Investimento (ROI) em ESG, é essencial considerar a evolução das expectativas dos stakeholders, que atualmente atribuem cada vez mais valor à práticas empresariais responsáveis.

 Empresas que integram critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) em sua estratégia tendem a fortalecer relacionamentos com investidores, clientes e parceiros, criando vantagens competitivas sustentáveis.

Além disso, a integração de princípios ESG permite antecipar riscos regulatórios e reputacionais, minimizando potenciais impactos negativos no futuro.

Recentemente, compartilhei como nós, da @Roberto Roche & Associados, desenvolvemos métodos para mensurar o ROI dos investimentos ESG, baseando-nos em mais de 40 anos de atuação na era do QSMR-RS e em 16 anos dedicados à área de ESG para fundos de investimento.

Essa discussão naturalmente suscita uma série de questionamentos, dos quais três se destacam pela recorrência.

1. Responsabilidade e ROI: É preciso documentar todo o ganho?

Não é necessário ser responsável apenas quando se pode documentar um ganho financeiro com investimentos ESG, embora este seja um debate relevante.

Medir o ROI em iniciativas ESG não se resume a cálculos numéricos; envolve também a consideração de impactos qualitativos e intangíveis, que muitas vezes só se manifestam ao longo do tempo.

O verdadeiro desafio está em criar métricas abrangentes, capazes de capturar tanto benefícios financeiros diretos quanto os indiretos, como reputação, engajamento dos colaboradores e conformidade regulatória.

A experiência mostra que a maioria das iniciativas ESG pode apresentar ROI positivo quando analisada detalhadamente.

No entanto, nem todos os ganhos são imediatamente documentáveis: alguns investimentos trazem retorno apenas no longo prazo e podem ser mais especulativos embora tanto a prática quanto a lógica indiquem que agregam valor.

É importante ressaltar que, se o ESG não for apresentado em termos financeiros, dificilmente receberá a atenção e os investimentos necessários.

Portanto, o foco não deve ser apenas perseguir o projeto com maior ROI, mas sim ser capaz de explicar claramente os resultados e custos de cada iniciativa.

Isso permite que a administração tome decisões informadas sobre o portfólio de projetos ESG.

Na prática, é possível documentar casos de negócios sólidos na maioria das situações, mesmo considerando iniciativas com ROI menor, mas seguro, e outros benefícios mais difíceis de quantificar.

A decisão de implementá-las ou adiá-las deve estar alinhada à estratégia escolhida.

2. Certeza nos cálculos: Até que ponto é possível?

Todo cálculo de ROI depende de hipóteses e projeções sobre o futuro, o que naturalmente envolve incertezas.

O importante não é ocultar essa incerteza, mas torná-la transparente.

Hoje, a Inteligência Artificial permite coletar e analisar grandes volumes de informações relevantes e atualizadas, integrando-as às experiências práticas dos clientes. Isso pode ser complementado por dados primários, como entrevistas com partes interessadas e pesquisas específicas.

O resultado não é um número “perfeito”, mas sim uma compreensão clara do potencial de retorno e das incertezas envolvidas –exatamente o que a administração necessita para priorizar projetos de maneira consciente.

3. ESG: Responsabilidade exclusiva das finanças?

Definitivamente não, embora a área financeira tenha papel crucial no processo.

O ideal é adotar uma abordagem integrada, na qual a mensuração financeira do ROI apoia a tomada de decisão estratégica, sem ofuscar os demais impactos sociais e ambientais das iniciativas ESG.

Reconhecer e comunicar os limites dos cálculos financeiros, bem como os benefícios intangíveis, fortalece a confiança e a transparência perante todas as partes interessadas.

Os especialistas em ESG são capazes de identificar iniciativas relevantes, enquanto a área financeira traduz esses projetos para uma linguagem comparável a outros investimentos, como tecnologia, logística e produção.

Não se trata de abordagens concorrentes, mas de competências complementares: a estratégia ESG mais robusta surge quando o conhecimento técnico em sustentabilidade se alia à disciplina financeira, garantindo priorização e alocação eficaz de recursos.

O ROI em ESG não substitui a responsabilidade empresarial, mas é uma ferramenta fundamental para tomadas de decisões mais assertivas, permitindo que projetos ESG disputem investimentos em igualdade de condições com outros projetos estratégicos.

Se quiser discutir como trabalhar o ROI em ESG na prática, entre em contato  terei prazer em compartilhar experiências e conhecer seus desafios.

Estamos juntos.

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