NEGÓCIOS PRECISAM ADOTAR METAS DE SUSTENTABILIDADE !


Empresas que não alinharem em suas estratégias de gestão corporativa, práticas de Sustentabilidade em suas metas, vão perder espaço e mercado, não tenham a menor dúvida. Independente se vendem produtos ou serviços.

A sociedade não aceita mais nada que possa vir agredir o meio ambiente e cause impactos sócio ambientais, e muito menos as instituições financeiras, investidores e parceiros comerciais, estes então, não querem ver seus nomes atrelados a tais produtos e sabem muito bem que podem ser corresponsáveis civil e criminalmente por crimes ambientais.

Não só por que é só agradável ou interessante ser sustentável, mas também por visão estratégica da questão econômica, como também, uma questão de sobrevivência ao mercado cada vez mais exigente quanto a questão da responsabilidade sócio ambiental das marcas que consomem.

Agregar valor à marca, reduzir seus custos ambientais (que aumentam cada ano que se passa), remediar seus passivos ambientais, acidentes de trabalho e melhorar o relacionamento com as comunidades que são impactadas a volta são só alguns dos assuntos em que devem se preocupar para continuidade dos negócios.

Para ter uma noção melhor, do que estou falando, em minha vida profissional as comunidades a sua volta, por exemplo, as que não só se restringem a volta da planta industrial sempre tiveram atenção tanto como os dos outros assuntos de QSMS-RS.

Sabe muito bem quem trabalha em linhas de transmissão, por exemplo, quão tão importante é ter um bom relacionamento com as comunidades impactadas pelas torres para a integridade dos seus ativos.

Já trabalhei com instalação e manutenção de torres de transmissão, mineroduto, oleoduto e etc. e não ter um bom relacionamento com as comunidades impactadas podem inviabilizar o negócio.

Na COP 21 países adotaram uma agenda para o desenvolvimento sustentável. Isso foi histórico, nunca antes os líderes mundiais concordaram com uma agenda tão ampla para transformar as sociedades.

Naturalmente, o verdadeiro sucesso da agenda exige execução por todos nós, de governos e outros atores sociais.

Empresas, especialmente as grandes corporações que estabelecem os princípios da indústria e mercados têm um papel fundamental e deve ir mais além do ‘ business as usual ‘.

Evoluíram as regras da sociedade e atitudes gerenciais devem evoluir também.

Os valores sobre sustentabilidade devem ser construídos em estratégias, modelos de negócios e desenvolvimento de produtos.

Empresas que ignoram o meio ambiente, social e econômico e os valores globais expressados pela comunidade internacional mostram uma falta de conhecimento do mercado.

Urge um novo modelo de gestão a ser implantado e este novo pensamento é crucial.

É preciso ter atenção.

Se em uma cultura corporativa concentra-se apenas em indicadores de desempenho económico em curto prazo, seus colaboradores vão seguir a mesma linha de raciocínio e como consequência escolhem os fornecedores mais baratos independentemente de eles terem condições de trabalho degradantes ou de práticas ambientais deploráveis.

O resultado? A mídia está aí para contar.

O escândalo de emissões Volkswagen demonstra o que pode acontecer se gestão permanece distante de seus funcionários.

Transformação corporativa para a sustentabilidade é uma tarefa de liderança. Assim como escadas são limpas de cima a baixo, as reformas institucionais devem ser vividas pelos executivos, não só proclamadas.

Empresas verdadeiramente sustentável devem abraçar as reduções de emissões e energia verde e controlar seu uso de recursos não renováveis.

Devem investir em modelos de negócios que tragam produtos essenciais e serviços ao alcance de todos. E estes devem ter os mesmos padrões ambientais e sociais em todos os locais de produção.

“Valores devem ser construídos em estratégias, modelos de negócios e desenvolvimento de produtos.”

Todas estas reformas e inovação têm custos imediatos e seus retornos não viram rapidamente.

Empresas automobilísticas que investiram em soluções híbridas (carros) são preferidas dos clientes ecologicamente conscientes, por exemplo, mas sim, investimentos em sustentabilidade vão aumentar os custos e podem reduzir os lucros das vendas, pelo menos em curto prazo.

Eis porque nós devemos olhar para tais reformas e inovação como o preço necessário de integração, um investimento em credibilidade e um prémio para o sucesso futuro.

Não se pode esquecer que, qualquer investimento tem que dar retorno ao acionista.

Em tempo, custos serão deslocados pelo sucesso em novos mercados, maior motivação dos funcionários e clientes e ganhos de reputação.

Valores como a sustentabilidade, inclusão social e direitos humanos devem ser avaliados juntamente com medidas de sucesso econômico, quando as decisões são tomadas.

Códigos de conduta e diretrizes de sustentabilidade corporativa devem ser alterados. As avaliações de desempenho e decisões de bônus devem se referir a esses critérios.

O pensamento sobre sustentabilidade deve penetrar a cadeia de valor corporativo.

Que começa com a compra de matérias-primas e serviços, transporte, práticas de emprego e gestão ambiental na produção.

Estendendo até a embalagem e entrega a utilização de produtos e serviços pelos clientes e descarte do produto, reutilização ou reciclagem.

Todos os novos investimentos e pesquisa e desenvolvimento devem se submeter a uma avaliação de sustentabilidade.

A comunicação corporativa também precisa de uma revisão (VAMOS INOVAR?).

Um público esclarecido não encontra mais muita ‘poesia’ com fotos de crianças e trabalhadores alegres, não cola mais!

Fica difícil vender uma imagem quando sua taxa de acidente de trabalho é alta ou as comunidades sofrem com os impactos ou passivos ambientais.

A comunicação corporativa deve ser verdadeira e mostrar a transição para o modelo de desenvolvimento sustentável como um processo de aprendizagem, com contratempos e obstáculos relatados bem como sucessos e progresso.

Competir com integridade é um gerenciamento de risco inteligente.

Agindo contra resultados de interesses sociais globais e ambientais causam um dano à imagem da empresa de valor intangível, responsabilidade civil e criminal, os bancos não emprestam mais, sanções e etc.

Que digam as empresas que estão em nossa mídia global no momento como vilãs ambientais.

Estamos juntos !

  • Publicado em 19 de janeiro de 2016

 

 

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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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