Gestão em QSMS-RS e Sustentabilidade

No Brasil estamos surfando na crista da onda do ESG neste momento, jornalistas e marketeiros de plantão em todos so jornais falando a respeito, sem saber como é a realidade dos critérios em avaliação e manter estes paramentos dentro do QSMS-RS & Sustentabilidade, não é fácil!

Cá entre nós é um assunto antigo esse ESG no mundo lá fora, eu mesmo sou um exemplo, estive Head muitos anos de fundos ESG para energia renovável na África e Ásia, antes de regressar em definitivo a terrinha, mas não vem ao caso.

O assunto aqui é os ODSs, sinto que está meio abandonado ultimamente depois que o ESG ganhou mais apaixonados pelo tema.

Mas não podemos.

“Se você ainda não ouviu sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODSs)

Então você nestes últimos anos esteve escondido em um buraco bem longe da civilização sem acesso a nenhuma informação.”

E não será neste texto que vou explicar

Mas será as empresas sabem bem o que são estes objetivos? O que está implicado em assumi-los?

Têm noção que são: 17 objetivos, para não mencionar as 169 metas e 304 indicadores?

Sabem onde estão navegando?” Olha o green washing!

A todos os meus assessorados das organizações que me contratam, sempre lembro, que não é facial e tão pouco par amador, estabelecer uma verdadeira sustentabilidade corporativa e abraças os ODSs.

O que existe de gente pronta para denunciar green washing e com a net hoje, não é mole!

O contexto sócio psicológico em que as organizações em geral operam atualmente sofreram pronunciadas alterações em função da ampla familiaridade do público com as ideias sobre sustentabilidade corporativa e com as ODSs.

As eco catástrofes, tais como o constante rompimento de barragens de rejeitos, derrames de óleo, falta de água nos reservatórios são noticiadas com imagens que os modernos meios de comunicação transmitem ao mundo todo.

Elas dão origem a períodos passageiros de desaprovação máxima a indústria e em suas operações.

E o mais importante de tudo sua “RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL” e como consequência desvalorização de sua marca, seu bem maior para o mercado.

O desmatamento, a poluição da água e do ar e problemas de infiltração do solo levaram o público a conceituar a indústria de forma extremamente negativa, percebendo-a como irresponsável ou indiferente para com o meio ambiente e as comunidades que os acercam e, assim, indiretamente, para com os indivíduos e seus filhos.

Essa situação propõe novos problemas para seus dirigentes em relação à forma como eles devem se apresentar ao público.

Vários setores, procurando justificar práticas que foram criticadas, criaram organizações de relações públicas de porte respeitável.

E agora desesperadamente adotaram em sua comunicação o abraço aos ODSs.

Um bom número de empresas tentou mostrar-se sob uma ótica mais favorável fazendo doações a grupos socio ambientalistas, muito embora esta atitude possa ter efeito oposto ao desejado caso os grupos beneficiados fiquem com a imagem de comprometidos ou de dependentes.

Outras destinaram verbas para pesquisa ou relações com a comunidade visando à solução de problemas ecológicos específicos.

Essas medidas, desde que executadas com honestidade, provavelmente ajudam a abrandar a crítica direta do público e a pressão da regulamentação.

Ainda não se sabe se elas teriam efeitos sobre opiniões mais arraigadas da população.

Estamos caminhando para uma nova era de tecnologia limpa e segura para o ambiente.

No caso específico do segmento industrial em geral, este, nunca esteve sob tanta pressão e observação de órgãos ambientais e da sociedade.

Mas, mesmo antes dessas pressões já estávamos vivenciando tempos de mudança, melhorando a qualidade de nossos equipamentos e inovando em tecnologia.

Está na hora das organizações mostrarem à sociedade como estão posicionados em relação à sustentabilidade corporativa e os ODSs não só do seu negócio, mas com a sociedade.

E demonstrar seriedade em cumprir os ODS que escolherem abraçar e o que estão realizando em benefício de um meio ambiente sadio e ideal de vida para todos nós viventes desse planeta.

Estamos juntos!

Publicado por Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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