Gestão em QSMS-RS e Sustentabilidade

Como consultor tenho encontrado junto aos colegas uma certa dificuldade na compreensão da real importância dada a gestão de riscos socioambientais.

A gestão de riscos é base de uma Sustentabilidade Corporativa, pois a ignorância destes, deixa a organização vulnerável e vivendo sobressaltos.

Me especializei em riscos socioambientais faz tempo e quando realizo due diligencies nossa intuição nos guia direto a buscá-los nas diligencies, é impressionante como deixam passar certos riscos, e normalmente é por que acham que “nunca vai acontecer “!

Mas um dia chega!

Uma das grandes dificuldades que nossos colegas encontram em gestão de riscos socioambientais é conseguir entender a relação direta que ocorre entre riscos e vulnerabilidade.

Na maioria das vezes, mesmo os profissionais já experientes da área de QSMS-RS & Sustentabilidade encontram esta dificuldade.

Embora o gestor, consiga facilmente identificar os riscos e mensura-los, nem sempre ele é capaz de agir diretamente sobre os riscos em si.

Vamos considerar que o gestor em QSMS-RS & Sustentabilidade de uma empresa de energia a chegue a óbvia conclusão de que ele possui um alto risco se tiver um péssimo relacionamento com as comunidades.

Na realidade, ele consegue identificar ou tentar levantar os possíveis agentes causadores deste risco e os fatores de risco, estimar a probabilidade deste evento de risco vir a ocorrer e avaliar os impactos financeiros advindos deste evento, mas não consegue agir diretamente sobre estas circunstancias para evitar a concretização do risco.

 Não consegue convencer o agente causador do risco melhorar o relacionamento com as comunidades.  Não consegue impedir que os principais stakeholders externos sejam identificados e melhore a comunicação.

O que o gestor de risco consegue fazer, após ter identificado e mensurado o seu risco em termos de probabilidade e impacto é agir diretamente nas barreiras de proteção que podem mitigar determinado risco.

Na realidade, o foco principal do gestor não será em diminuir o risco em si, mas sim diminuir as vulnerabilidades existentes nos seus sistemas de proteção.

O principal papel do gestor de riscos corporativos em QSMS-RS & Sustentabilidade está em equilibrar esta balança composta por 2 pratos: Riscos X Sistemas de Proteção.

Enquanto no de um lado ele identifica os riscos e mensura-os em termos de impacto (severidade) e probabilidade (frequência), do outro lado da balança ele identifica as barreiras de proteção que ele necessitar ter para fazer frente aos riscos e identifica as vulnerabilidades em cada um deles em termos de recursos materiais, capital intelectual, normas e procedimentos e cultura organizacional para ter um sistema de gestão de riscos socioambientais  alinhado com o apetite de risco dos investidores e com a tolerância (resiliência financeira) da organização para absorver eventuais perdas.

Somente o correto entendimento destes fatores supracitados possibilita a implantação de uma gestão de riscos socioambientais efetivo com respostas alinhada com os interesses dos investidores, sem engessar a operação e o negócio e sem expor os colaboradores a riscos desnecessários.

Em nossa área de QSMS-RS & Sustentabilidade não existe zona de conforto e a gestão de riscos socioambientais além de fazer parte por uma questão de sobrevivência da organização, também é uma ferramenta para melhorar seu sistema de gestão.

Estamos juntos!

Publicado por Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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