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Cresce a demanda por due diligence de ESG em fornecedores   após diversos casos nos últimos anos de não conformidade na cadeia de fornecedores.

Quando contratado para estruturar nas organizações o ESG, um dos pontos que sempre procuro primeiro após uma avaliação do diagnóstico do nível de maturidade e, se for o caso implantar ou aprimorar com o departamento de suprimento os procedimentos de aquisição de matéria prima ou terceiros quanto a sua análise de risco do ESG.

Pela minha experiência o calcanhar de Aquiles das maiorias das organizações que atuo nos últimos anos.

A due diligence de ESG em fornecedores consiste na avaliação criteriosa dos aspectos ambientais, sociais e de governança das empresas que compõem a cadeia de suprimentos.

Esse processo visa identificar riscos, práticas inadequadas e oportunidades de melhoria, garantindo que os fornecedores estejam alinhados com os princípios éticos, regulatórios e de sustentabilidade exigidos pelo mercado e pelas legislações vigentes.

 Assim, a due diligence de ESG se torna um instrumento estratégico para mitigar impactos negativos e fortalecer a reputação corporativa.

Com o avanço das exigências de ESG e compliance no Brasil e no mundo, cresce também o escrutínio sobre como as empresas gerenciam riscos para além de suas operações internas.

Casos recentes no Brasil são diversos e um exemplo é a ação movida contra a Tesla (acusada de trabalho forçado e “greenwashing” em sua cadeia de fornecimento de cobalto), evidenciam que falhas na gestão de fornecedores rapidamente se transformam em crises reputacionais e jurídicas.

A governança que antes se limitava à conformidade documental, passa a exigir uma visão ampliada e contínua de toda a cadeia de valor.

Mesmo com políticas formalizadas e departamentos de compliance estruturados, muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para mapear riscos ESG ao longo da sua rede de terceiros.

A desconexão entre o discurso e a execução revela um ponto cego que pode comprometer não apenas a imagem institucional, mas também a saúde financeira do negócio.

Há uma expectativa cada vez maior de investidores, consumidores e órgãos reguladores por mais transparência e responsabilidade em todas as etapas da operação principalmente ´para os exportares para a Europa.

No entanto, a gestão de fornecedores ainda é vista por muitos como uma tarefa administrativa, quando, na verdade, trata-se de governança.

Fornecedores sem noção de conformidades e ou histórico negativo de reputação pode acarretar crises reputacionais graves.

Organizações acusadas na mídia envolvidas indiretamente com trabalho análogo à escravidão (Algumas do Agro em geral são bons exemplos recentes), compra de matéria-prima ilegal ou emissões irregulares de carbono são exemplos de situações que já levaram essas a enfrentar investigações e perder contratos importantes.

Nesse cenário, a análise de riscos na cadeia de suprimentos passa a exigir mais do que planilhas ou processos isolados.

É necessário integrar informações, automatizar processos e aplicar critérios consistentes e auditáveis, especialmente em empresas com uma rede ampla e complexa de fornecedores.

O verdadeiro desafio não é apenas coletar dados sobre os fornecedores, mas sim transformá-los em insights confiáveis, acionáveis e em conformidade com as políticas internas da empresa.

É isso que diferencia uma gestão de riscos reativa de uma gestão estratégica e preventiva.”

Funcionalidades de homologação, avaliação de riscos e due diligence contínua, integrando informações financeiras, jurídicas, reputacionais e ambientais em um único ambiente.

Com a crescente complexidade do ambiente regulatório e a consolidação dos critérios ESG como exigência de mercado, a gestão de fornecedores precisa evoluir para acompanhar essa transformação.

A centralização de dados, o uso de indicadores de risco padronizados e a automação de processos de homologação e avaliação de fornecedores tornam-se, portanto, pilares essenciais para uma gestão ESG eficiente e escalável.

Não basta saber quem é seu fornecedor mais ou menos.

É preciso saber com quem ele se relaciona, qual sua exposição a riscos e como ele impacta os seus próprios compromissos de governança.

Essa visibilidade é o que garante a integridade da cadeia.

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