Gestão em QSMS-RS e Sustentabilidade

Nunca entendi muito bem, por que essa euforia em ser certificado ISO, claro, a maioria das vezes é exigência do cliente, mas poucos pensam nos benefícios de um sistema de gestão sem êxtase de ser certificado,  aí vem a sensação, de que já como tenho um certificado na parede, não vão acontecer acidentes.

Oi? Quer mais de 100 exemplos de grandes acidentes com organizações certificadas?

Assistindo à televisão essa noite, achei interessante a ideia das mineradoras se mostrarem boazinhas com a questão socioambiental.

Estão certíssimas, aliás, aqui vai uma defesa de quem já foi um dia Diretor de QSMS -RS & Sustentabiliade em uma mineradora, essas não são os únicos que causam impactos socioambientais, a lista é grande.

Sabemos que ninguém quer ficar sem celular, computador e outros e que se não fosse a mineração não existiriam, mas esse debate deixo para outros mais eloquentes.

Um dos elementos chave da 14001(SGA)/2015 envolve a gestão de riscos, mas mesmo assim aquela sensação de zona conforto ainda é grande.

 A gestão de risco socioambiental não é mais uma escolha, é uma questão de sobrevivência na organização.

Se entendemos que risco é a probabilidade de algo acontecer, fica claro que ele está presente em todos os processos de uma empresa.

 E, por este motivo, as organizações estão buscando definir e implantar culturas de risco socioambiental, para facilitar a identificação e a gestão de possíveis crises.

Entre os principais riscos presentes no mundo corporativo e que, muitas vezes, são negligenciados pelas empresas, estão:

os financeiros; os operacionais; o risco da reputação ou de imagem e os socioambientais;

Risco socioambiental é comportamento, é cultural faz parte de uma Governança Corporativa

E o seu SGA tem que estar incluso nessa realidade, sim!

Acidentes socioambientais temos aos montes, fora os acidentes de segurança (mais um incêndio).

A fata de da gestao de lições aprendidas em acidentes socioambientais acredito ser um dos maiores pecados de uma alta direção

Acreditar que só acontece com os outros? não é possível em uma gestao de risco, muito menos no seu SGA

Mas, ainda mais importante do que identificar os riscos, é a maneira como as corporações lidam com eles.

Fala se tanto em Governa Corporativa e transparência e se não pensam nos riscos será que é por que não querem ser transparentes?

Ainda assistimos organizações, que só tem olhos para riscos em áreas específicas, como compliance e auditoria interna.

Entender que enxergar que o risco de uma forma mais transversal e bem menos específica, entendendo que a sua gestão não é mais responsabilidade exclusiva de alguma área, mas sim de todos os colaboradores.

A gestão do risco socioambiental no SGA é dever de todas as áreas em tomadas de decisão.

Com a implantação de uma cultura de risco, os colaboradores se tornam gestores, independente do conhecimento técnico e da área em que trabalham.

E, se todos são gestores de risco no SGA, não existe hierarquia na crise.

Organizações estão adotando esta postura e estimulando sua equipe, para que desenvolvam o protagonismo necessário para identificar os riscos e a autonomia e a segurança para procurar pessoas e/ou áreas envolvidas e tentar discutir, mitigar, minimizar ou assumi-los.

Cada vez mais fica evidente que o risco socioambiental tem mais a ver com comportamento e cultura do que com algo técnico ou específico.

 Portanto, a gestão dos riscos do SGA depende menos de conhecimento técnico, mas sim de como você se comporta em relação a eles.

 A Gestão de Risco socioambiental no SGA precisa fazer parte de uma cultura organizacional.

Uma empresa pode ter os melhores processos dentro da operação, mas sempre dependerá do comportamento humano para que eles funcionem corretamente e, consequentemente atenuem os riscos inerentes a qualquer atividade.

 Para isto, é preciso ter uma cultura de risco dentro do seu SGA, focada no comportamento, que previne, mitiga e assume os riscos.

Esta cultura define os comportamentos esperados, de acordo com a cultura de risco da empresa e habilita os profissionais para a gestão de risco.

Treinamentos de consciência e gestão de riscos mitigam riscos, NÃO ESQUEÇAM!

Após o trabalho de mapeamento dos riscos, eu particularmente uso modelo “BOW TIE” e da definição da cultura, as empresas devem capacitar seus colaboradores para a gestão do risco.

Gestão de riscos no SGA deve fazer parte da estratégia e ser considerado nos processos de cada setor ou departamento, por meio de um programa de educação efetivo.

Treinamentos de consciência e gestão auxiliam no processo de conhecimento e mudança do comportamento das pessoas em relação ao risco socioambiental do seu SGA.

Estamos juntos!

Publicado por Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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