HÁ DÉCADAS APLICANDO ESSA METODOLOGIA PELO MUNDO.
AGORA, TAMBÉM NO BRASIL.
Investigar um acidente não é procurar um culpado.
É entender por que o sistema permitiu que aquele evento acontecesse.
Ao longo de décadas atuando em diferentes países, operações e ambientes de risco, aprendi que uma investigação realmente eficaz precisa ir muito além da pergunta:
“QUEM ERROU ou ONDE FALHOU A BARREIRA ?”
O ICAM permite estruturar a investigação olhando para os diferentes fatores que contribuíram para o evento:
• Pessoas e ações
• Condições do ambiente
• Barreiras e controles
• Fatores organizacionais
• Decisões de gestão
• Falhas sistêmicas
3 CASOS. 3 REALIDADES. A MESMA LÓGICA DE INVESTIGAÇÃO.
01 | REFINARIA — NIGÉRIA 🇳🇬
Em uma operação de refino, a investigação utilizando o ICAM permitiu sair da análise superficial do evento e aprofundar a identificação dos fatores contribuintes, condições operacionais, barreiras e aspectos organizacionais envolvidos.
02 | CONSTRUÇÃO DE HIDRELÉTRICA — UGANDA 🇺🇬
Em um grande projeto de construção de infraestrutura, o ICAM foi utilizado para analisar um evento dentro de um ambiente marcado por múltiplas interfaces, atividades críticas, equipes diferentes e riscos operacionais.
O foco não foi simplesmente identificar quem estava envolvido, mas compreender como as condições do sistema contribuíram para que o evento acontecesse.
03 | USINA SUCROENERGÉTICA — CENTRO-OESTE DO BRASIL 🇧🇷
No setor sucroenergético, a metodologia foi aplicada à realidade de uma operação industrial e agrícola complexa, permitindo analisar fatores humanos, operacionais, barreiras de controle e decisões organizacionais.
Três ambientes completamente diferentes.
Uma refinaria na África.
Uma grande obra de infraestrutura em Uganda.
Uma operação sucroenergética no Centro-Oeste brasileiro.
E uma mesma lição:
O EVENTO É APENAS O PONTO DE PARTIDA DA INVESTIGAÇÃO.
Na prática, existe uma diferença enorme entre conhecer uma metodologia e ter experiência para aplicá-la em situações reais.
Já vi investigações que encontraram rapidamente um “erro humano” e encerraram o caso.
O problema é que, muitas vezes, o erro humano é apenas o último elo de uma cadeia de condições e decisões anteriores.
A pergunta que faço é outra:
O QUE PRECISOU ACONTECER ANTES PARA QUE O ERRO FOSSE POSSÍVEL?
Essa mudança de perspectiva transforma a investigação.
O objetivo não deve ser simplesmente explicar o que aconteceu.
Deve ser identificar quais barreiras falharam, quais fatores contribuíram e o que precisa mudar para evitar a recorrência.
Depois de décadas no mundo corporativo, uma das maiores lições que carrego é:
EVENTOS NÃO ACONTECEM POR UMA ÚNICA CAUSA.
E INVESTIGAÇÕES SUPERFICIAIS PRODUZEM PREVENÇÃO SUPERFICIAL.
ICAM + ANÁLISE CRÍTICA + EXPERIÊNCIA DE CAMPO = APRENDIZADO ORGANIZACIONAL.
Não se trata apenas de investigar o passado.
TRATA-SE DE USAR O EVENTO PARA MUDAR O FUTURO.
Estamos juntos