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Adequar-se ao ESG não é mais uma escolha. É uma condição para competir, mas, sem um objetivo não funciona.

Durante muitos anos, ouvi empresários dizerem que ESG era uma tendência.

 Depois, que era uma exigência europeia.

Em seguida, que seria importante apenas para grandes empresas.

Hoje, a realidade do mercado mostra exatamente o contrário.

A pergunta deixou de ser “Minha empresa precisa de ESG?”

A pergunta correta é:

“Quanto custa para minha empresa não estar preparada para o ESG?”

Os sinais estão em todos os lugares.

Fundos de investimento avaliam riscos ESG antes de investir.

Bancos incorporam critérios socioambientais na análise de crédito.

Seguradoras consideram a maturidade da gestão de riscos para precificar ou até conceder cobertura.

Grandes clientes nacionais e internacionais exigem comprovação de práticas ESG de seus fornecedores.

Operações de fusões e aquisições (M&A) dependem cada vez mais de due diligencies socioambientais robustas.

Órgãos reguladores ampliam continuamente as exigências de transparência, governança e gestão de riscos.

Ou seja, o ESG deixou de ser um diferencial de marketing para se tornar um fator decisivo de competitividade.

Mas existe um aspecto que poucas empresas percebem.

ESG não significa apenas proteger o meio ambiente.

Significa demonstrar ao mercado que a organização possui capacidade de identificar, avaliar, controlar e monitorar seus riscos, tomar decisões baseadas em governança, proteger seus ativos, preservar sua reputação e garantir a sustentabilidade econômica do negócio no longo prazo.

Empresas maduras em ESG normalmente apresentam maior resiliência, melhor governança, processos mais estruturados, menor exposição a passivos ambientais e sociais e maior capacidade de atrair investidores e parceiros estratégicos.

Por outro lado, organizações que tratam o ESG apenas como um relatório anual ou um requisito documental tendem a descobrir suas vulnerabilidades quando já estão enfrentando um acidente operacional, uma ação judicial, uma restrição de crédito, a perda de um contrato importante ou uma due diligence que identifica riscos relevantes.

Foi exatamente esse trabalho que desenvolvi durante mais de 40 anos de carreira internacional.

Atuei em projetos de gestão de riscos, sustentabilidade, governança e due diligencies socioambientais em diversos países, incluindo os últimos 15 anos como Vice-Presidente de ESG para alguns dos maiores fundos de investimento da Europa e dos Estados Unidos.

Nesses processos, o objetivo nunca foi produzir um relatório bonito.

O objetivo era responder perguntas fundamentais para investidores e conselhos de administração:

• A empresa conhece seus riscos?

• Seus controles são eficazes?

• Sua governança funciona na prática?

• Existem passivos ocultos que podem comprometer o investimento?

• A organização está preparada para crescer de forma sustentável?

Essas mesmas perguntas continuam sendo feitas hoje.

A diferença é que agora elas também chegam às empresas brasileiras por meio de bancos, investidores, seguradoras, clientes, auditorias e cadeias globais de fornecimento.

É justamente por isso que, na Roberto Roche & Associados, aplicamos no Brasil a mesma metodologia internacional que utilizamos durante décadas em projetos para investidores institucionais.

Realizamos avaliações do nível de maturidade ESG, due diligencies socioambientais, diagnósticos de governança e gestão de riscos, identificando vulnerabilidades e apoiando empresas na construção de modelos de gestão capazes de atender às expectativas do mercado e gerar valor de longo prazo.

Adequar-se ao ESG não significa apenas atender uma exigência regulatória.

Significa proteger o patrimônio da empresa, facilitar o acesso a capital, fortalecer a confiança de investidores, conquistar novos mercados e transformar riscos em vantagem competitiva.

O mercado mudou.

Os investidores mudaram.

Os clientes mudaram.

A pergunta é:

Sua empresa já evoluiu na mesma velocidade?

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