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APRENDA COM OS ERROS DOS OUTROS

VOCÊ NÃO PRECISA SOFRER O ACIDENTE PARA APRENDER A LIÇÃO.

20 de abril de 2010.

No Golfo do México, a plataforma Deepwater Horizon sofreu uma explosão durante a operação do poço Macondo.

  • 11 pessoas morreram.
  • O incêndio durou cerca de 36 horas.
  • A plataforma afundou.
  • E o petróleo continuou vazando por 87 dias.

Mas existe uma pergunta ainda mais importante do que:

“O que causou o acidente?”

A pergunta é:

O QUE A ORGANIZAÇÃO PODERIA TER APRENDIDO ANTES DO ACIDENTE?

E, principalmente:

O QUE AS OUTRAS EMPRESAS DEVERIAM TER APRENDIDO COM ELE?

Esse é o verdadeiro significado de gestão de lições aprendidas.

  • Não é fazer uma reunião depois do acidente.
  • Não é escrever um relatório.
  • Não é colocar uma apresentação no treinamento.
  • Não é enviar um e-mail:
  • “Atenção para que isso não aconteça conosco.”

Isso não é aprender.

Aprender é transformar uma ocorrência em mudança real na gestão do risco.

O PROBLEMA É QUE MUITAS EMPRESAS SÓ APRENDEM DEPOIS QUE PAGAM A CONTA.

Um acidente grave acontece.

  • Forma-se uma comissão.
  • Faz-se uma investigação.
  • Identificam-se causas.
  • Criam-se recomendações.
  • Atualizam-se procedimentos.
  • Realizam-se treinamentos.
  • E alguns meses depois…

A organização volta à rotina.

Até que outro evento aconteça.

E começa tudo novamente.

Isso não é gestão de aprendizagem.

É repetição de risco.

ACIDENTE NÃO É APENAS UM EVENTO.

É UMA FONTE DE INTELIGÊNCIA.

Um acidente de outra empresa pode revelar:

  • Uma ameaça existente na sua operação;
  • Uma barreira que você acredita ser eficaz, mas não é;
  • Uma falha de procedimento;
  • Uma interface crítica entre contratadas;
  • Uma deficiência de competência;
  • Uma decisão sob pressão;
  • Uma falha de comunicação;
  • Uma fragilidade de manutenção;
  • Uma exposição socioambiental;

Ou um risco que simplesmente não estava no radar da liderança.

E existe algo ainda mais poderoso:

O NEAR MISS. (QUASE ACIDENTE)

O quase-acidente é uma oportunidade de aprender sem pagar o preço de um acidente grave.

Mas muitas organizações desperdiçam essa oportunidade.

  • Registram.
  • Arquivam.
  • Encerram.

E seguem em frente.

LIÇÃO APRENDIDA NÃO É “REGISTRAR”.

É MUDAR.

Uma verdadeira gestão de lições aprendidas deveria perguntar:

1. O que aconteceu?

2. Por que aconteceu?

3. Quais barreiras falharam?

4. Quais barreiras impediram que o evento fosse ainda pior?

5. Esse mesmo cenário pode existir na minha empresa?

6. Quais riscos semelhantes existem em outras operações?

7. O que precisa ser alterado?

8. Quem é responsável pela mudança?

9. Qual é o prazo?

10. Como vamos verificar se a mudança realmente funcionou?

Sem a última pergunta, muitas “lições aprendidas” são apenas lições registradas.

E AQUI ENTRA O BOW TIE.

O Bow Tie permite sair da narrativa do acidente e visualizar o risco de maneira estruturada:

AMEAÇAS → EVENTO TOPO → CONSEQUÊNCIAS

E, principalmente:

BARREIRAS PREVENTIVAS + BARREIRAS MITIGADORAS.

Quando acontece um acidente em outra empresa, a pergunta passa a ser:

“ONDE ESTÃO ESSAS BARREIRAS NA MINHA ORGANIZAÇÃO?”

Elas existem?

  • São adequadas?
  • São independentes?
  • São monitoradas?
  • Estão funcionando?
  • Alguém é responsável por elas?

Ou existem apenas no procedimento?

Essa é uma diferença brutal entre ter um sistema de gestão e ter gestão de riscos de verdade.

Estamos juntos

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