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Como os processos do ESG redefinem as  decisões estrategicas e resultados nas organizações.

Organizações buscam produtividade e eficiência, fazendo mais com menos, ou seja, Lucro, estamos de acordo nessa questão.

E esse tal de ESG, onde entra nesse assunto?

Os processos de ajustes e certas modificações que são necessários para a implantação do ESG é visto como um obstáculo pois exige controles, investimentos e, novos modelos de governança.

Em parte, essa percepção é correta, já que pode reduzir margens e pressionar indicadores no curto prazo.

Quando sou contratado para implantar o ESG, sempre esbarro nessa questão ou dúvida dos CEO/Conselhos ou diretores.

E explicou baseado na minha vivência e experiência “Hands on” desde que comecei a trabalhar com ESG nos inícios dos anos 2000 para fundos de Investimentos.

 O erro está em não tratar esse efeito como escolha estratégica.

Ações estratégicas são decisões que conscientemente sacrificam eficiência imediata para construir capacidades organizacionais duradouras.

Diferem das ações táticas porque não buscam apenas melhorar o resultado imediatamente, mas proteger a capacidade da empresa de gerar valor ao longo do tempo.

Quando o ESG é tratado de forma estratégica, ele deixa de ser um conjunto de exigências externas e passa a atuar como filtro de decisões, influenciando processos, cultura e prioridades.

É justamente aqui que emerge um desconforto de quem “sempre fiz assim ” e deu certo (até agora).

A procura por produtividade em um curto espaço de tempo frequentemente colide com investimentos em ESG.

Critérios mais rigorosos, controles adicionais e decisões mais responsáveis podem alongar ciclos, elevar custos e reduzir a produtividade aparente no curto prazo.

O problema é que, quando a produtividade é medida apenas pela velocidade ou pelo resultado imediato, ela deixa de capturar perdas invisíveis que se acumulam em silêncio como riscos, retrabalho e impactos que só aparecem mais adiante.

Uma analogia ajuda a tornar esse dilema mais concreto. Investir nos estudos dos filhos é uma decisão estratégica que, durante anos, parece apenas consumir recursos

 O retorno não é imediato, nem garantido, nem facilmente mensurável.

Muitas vezes, ele não se materializa em ganhos financeiros diretos, mas em algo mais complexo como melhores escolhas, maior autonomia e capacidade de adaptação.

 Ainda assim, poucos discordam de que se trata de um investimento essencial.

 O ESG opera sob a mesma lógica, exigindo paciência, disciplina e disposição para lidar com retornos difusos.

Na prática, a agenda ESG influencia a organização em três frentes críticas.

A primeira é a redução de perdas.

Escândalos, interrupções operacionais, acidentes alinhados com crises socioambientais não aparecem como ineficiência nos relatórios tradicionais, mas corroem a produtividade real.

A segunda é o fator humano. Ambientes éticos e inclusivos reduzem rotatividade, preservam conhecimento e aumentam engajamento, elementos centrais para sustentar performance ao longo do tempo.

A terceira é a governança, que melhora a qualidade das decisões, reduz erros recorrentes e aumenta a confiança de investidores, clientes e parceiros.

No fim, a discussão não é se o ESG custa caro. Sim e toma tempo e, sim precisa de investimentos, nem sempre altos.

 A questão estratégica é quando e como a organização escolhe pagar essa conta.

Algumas organizações optam por maximizar resultados imediatos e empurrar riscos para o futuro.

Outras aceitam uma pressão inicial sobre indicadores para construir uma produtividade mais resiliente e sustentável.

A pergunta que fica para a liderança é simples e desconfortável:

Sua organização prefere ser lucrativa agora ou continuar sendo lucrativa por muitos anos, sobrevivendo a esse mundo globalizado exigente pelo ESG tanto pelo mercado financeiro, seguradoras bem como seus clientes?

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