Reassentamento de comunidades seja involuntário ou voluntário, precisa ser com coração e Governança.


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Fronteira do Laos com o Cambodia, anos 80, e como se diz: A primeira vez é difícil de esquecer e esta experiência em reassentamento, não foi uma das melhores.

Impacto socioambiental: Barulho, odor, explosão e alagamento.

Naquela época, (antes internet e celular etc.) passar a máquina e ficar calado era o comum, obras de engenharia, perfuração mineração passava a maquina memso e ficava por isso.

Eu, gestor novinho, com a primeira vez com o título de HESC- (Segurança, saude meio ambiente e comunidades), até então nunca tinha lidado com comunidades.

Mencionando rápido tambem foi minha primeira experiência trabalhar em paises que tinham sido arrasados depois de uma guerra civil, vieram Libéria, Ruanda, Angola e outros., mas fica para outro texto.

Se eu chegasse para você agora, que está lendo exte texto e dissesse;

Olha vamos mudar você, sua familia e sua cidade de que mora de lugar dentro de alguns meses.

Como voce se sentiria?

Qual seria sua atitude?

Como assim, minha vida, minha casa, meus amigos tudo o que eu tenho e construí, você vai me tirar daqui?

Não é fácil, precisa ter muito estômago para fazer isso.

Ahhh, é para o seu bem, para o bem do país, para o progresso, vamos ter mais empregos, você terá uma casa melhor etc. 

Tudo vai ser mais sustentável e viva a Sustentabilidade Corporativa.

E o mundo corporativo te joga no seu colo e você houve a seguinte frase do seu chefe:

“DÁ O TEU JEITO “, temos que fazer, o governo deu autorização e os investidores estão esperando.

Só mais um empreendimento, bem-vindo ao mundo corporativo.

E fomos lá, reunir com os moradores da vila, a primeira a ser impactada e dar a BOA NOTÍCIA.

Imagina a cena, em um país destruído pela guerra, alguém acha que entregaram todas as armas?

Campo minado e bombas que ainda não tinham explodido de montão à beça (frase da filha).

Tive dedo na minha cara, soltaram cachorro encima de min (mordida na perna) e ainda tentaram jogar cocô (sorte que não acertou) mas pegou na intérprete.

Muita negociação, muita paciência e muito entendimento de todas as preocupações

E a vida foi ensinando a lidar com estas situações, a história é longa e fica para uma conversa ou palestra.

Desde que regressei ao Brasil tenho realizado muitas due diligencies socioambientais para grupos de investidores e deparado com problemas com comunidades.

Nada de novo, pois já vi de tudo (nem sempre, as vezes tem uma surpresinha), mas é impressionante como estas situações se repetem.

Perdão a turma da segurança do trabalho, mas: Acidente do trabalho, não param empreendimento(infelizmente), mas Meio ambiente e Comunidade; SIM !!!!, até encerra.

Vejamos o eu tenho identificado nessas minhas atuações agora como consultor

A falta de um estudo socioeconômica muito bem feito é a causa raiz das maiorias dos conflitos, a falta de um mapeamento sério dos stakeholders não fica atrás outra coisa que me chamou atenção tambem foi a falta de um plano de segurança publica.

Essas questões que mencionei so básicas para lidar com as tomadas das decisões no relacionamento com as comunidades ainda mais quando houver reassentamento.

Inadmissível falhar nestes aspectos, são vidas que nós vamos impactar para o resto da vida de delas.

Onde entra o coração e governança no muno corporativo: Em entender que são, como vivem, e como poder ajudar, amenizar, mitigar o sofrimento do inevitável e ser TRANSPARENTE!

Esse não trabalho não é para poucos, nem tão pouco para consultor de ar-condicionado que nunca conviveram com este problema como corporativo.

Dar pitaco depois virar as costas e ir embora é fácil, mas para quem fica é …….

Não basta acreditar na causa, TEM QUA ABRAÇAR também.

Este tipo de situação tem que ser elaborado e realizado com muito carinho, claro com profissionalismo, nada de assistencialismo, mas com coração também.

O mundo precisa, certo. A economia precisa, certo.

Mas tem toda uma vida naquele lugar que precisa e merece ser respeitada.

Já perdi a contas de comunidades que reassentei e nos últimos anos na Africa Oriental e Asia, nunca foi fácil memso quando é reassentamento voluntario, os desafios são enormes.

Desde da história mencionado acima, e com as lições aprendidas da vida profissional.

Colocar o coração e ser transparente também faz parte de ser bom gestor ter sucesso quando se lida com reassentamento com comunidades

Estamos juntos!

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