Evolução e quebra de paradigmas econômicos para uma gestão de risco em reputação socioambiental!


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Evolução e quebra de paradigmas econômicos para uma gestão de risco em reputação socioambiental!

Com o desastre ambiental em Mariana (MG), mais vazamentos de duas grandes industrias em Barcarena (PA), este ano de 2019 já temos um grande vazamento em uma plataforma de petróleo, problema da falta de água em São Paulo e o recorde das emissões de gases poluentes sendo noticiadas constantemente, só vem confirmar que a questão ambiental, um dos pilares da sustentabilidade veio para ficar em nosso dia a dia.

Não podemos esquecer o cachorrinho Manchinha que fechou uma loja de 8900 funcionários de uma grande empresa que tem grande preocupação com sua reputação socioambiental.

Mas é uma pena que ainda só se fala em meio ambiente ou impacto social quando acontece um desastre.

E as corporações e seus modelos de negócios?

Não existiu uma análise de risco de impacto socioambiental?

Comitê de crise?

O PAE estava revisado e atualizado?

Como fica o conselho da administração e seus acionistas assistindo a estes eventos?

Ações devem ser tomadas; é uma questão de sobrevivência da empresa?

Como anda sua reputação socioambiental, por aí?

Psiu, não adianta participar de pactos, institutos e ganhar prêmios em sustentabilidade não, tá!

A sociedade, já não compra mais. Basta olhar e ver que é o famoso green washing.

O certo é encarar de frete o erro e melhorar.

Depois que a vaca vai para brejo, não tem área de comunicação o e ações de sustentabilidade que dão resultados, a mancha estará lá para sempre, vira um case a ser estudado.

Até o próximo é claro.

O mundo corporativo mudou e muito, em relação a estas questões socioambientais, sem falar das instituições financeira e asseguradoras e isso é ótimo, iniciativas e cultura organizacionais com viés de sustentabilidade e uma QSMS-RS forte estão sendo implantadas e esperamos que no futuro as notícias sejam melhores.

O modelo econômico capitalista tradicional é eminentemente pragmático, quantitativo, com objetivo de gerar retorno financeiro aos acionistas e não leva em conta crenças e valores sociais e ambientais, senão em nível mínimo, compulsório e legal.

Este modelo é imediatista e movido pela recompensa de atendimento aos objetivos dos acionistas.

Estamos em momento de mudança de crenças e valores, tendendo para valorização dos aspectos sociais e ambientais e para a qualidade de vida no planeta e uma visão de longo prazo.

Esta mudança gera um novo paradigma, com novas teorias, e um novo modelo econômico floresce, com valorização do social e ambiental.

Estamos evoluindo do sistema econômico capitalista para um sistema mais abrangente “econômico socioambiental” integrado.

Os stakeholders (interessados) socioambientais estão chegando, e com peso.

Faz tempo que o econômico, o social e o ambiental têm lugar comum.

Quem ainda finge, e ainda não enxerga isso, terá grande surpresa e emoções fortes!

A globalização é fator importante para estratégia das empresas, principalmente as brasileiras.

Não exitirá empres que a sociedade não queira

Empresas que não se adaptam a este contexto perdem sinergia e tendem a ficar excluídas, perdendo competitividade.

Vejamos o exemplo das empresas do mercado comum europeu com mais de 500 funcionários, que a partir deste ano terão por obrigação apresentar os relatórios de sustentabilidade.

Assim, considerações aos aspectos sociais e ambientais passam a ser tema estratégico, gerando uma nova modelagem de negócios.

Boa parte do valor da empresa é intangível e afetado pela imagem e potencial de geração de valor.

Ter uma gestão de Sustentabilidade é, atualmente, uma atividade com grande apelo.

Do confronto de uma estratégia atual com uma emergente, surge uma necessidade de um novo alinhamento de toda organização, pela inclusão de mais um fator de sucesso, além de acionistas, clientes, processo, aprendizagem e crescimento “o socioambiental”.

Uma gestão sustentável com forte atuação na área de QSMS-RS passa a ser estratégica.

A empresa que atender aos requisitos de atuação social e ambiental justa está gerando valor para os acionistas e sociedade e ao mesmo tempo evitando custos e perdas contingenciais e intangíveis, que podem comprometer a sua sustentabilidade.

Os gestores terão de se adaptar aos novos conceitos, reciclar teorias, pensar no longo prazo, pensar na sustentabilidade da empresa, que implica em gerar valor num contexto sustentável de longo prazo.

O sistema de recompensas deverá ser alterado para incentivar este alinhamento e não comprometer o empreendimento.

Novos conceitos e ferramentas deverão ser agregados para incorporar conceitos de gestão estratégica de custos e benefícios ambientais.

A empresa que não atender aos requisitos de atuação social e ambiental está incorrendo em custos contingenciais e intangíveis, que podem comprometer a sua sustentabilidade.

Muitas questões deverão ser repensadas de forma estratégica, pois quando existem mudanças, decisões em condição de incerteza, um erro na decisão pode ser fatal neste mercado tão competitivo.

Estamos juntos!

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