Prevenção a acidentes socioambientais e sua devida importância (depois do próximo acidente!)


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Estaleiro

Estamos assistindo acidentes nas mídias, nossos colegas sendo presos, jornalistas virando especialistas em meio ambiente e a população teoricamente preocupada.

E daí?

Nada muda? Nãooooooo, muda sim, pelo menos agora temos cursos sendo vendidos sobre segurança de barragens e seus especialistas e advogados realizando mais fóruns e encontros sobre barragens etc.

Exatamente como no ano passado muitos cursos sobre o e-social e grandes especialistas do assunto.

Segue a vida!

Nada muda, o gerenciamento de risco de compliance (GRC) na tão bem defendida e bem pouco compreendida “GOVERNANÇA CORPORATIVA” continuará esquecendo os riscos socioambientais, o RH continuará preocupado em só cumprir tabela dos treinamentos e claro preocupadíssimos com outros assuntos, menos a cultura de prevenção.

E por onde anda os da “Sustentabilidade “tão preocupados com assuntos de sustentabilidade, relatórios de GRI, impacto social, participando de pactos e muita midiaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

E a cultura organizacional quanto a PREVENÇÃO e RISCOS SOCIOAMBIENTAIS?
Essa, só depois dos acidentes é claro!

Cultura de risco socioambiental, não vende na mídia né!

Quando gestor de Sustentabilidade e QSMS-RS em portos, estaleiros e plataformas, minha percepção inicial quanto a acidentes ambientais não ia muito além do normal, tanto quanto a outras questões da área, pois havia trabalhado alguns anos na indústria de óleo e gás, onde a preocupação era maior e constante, ou melhor, nosso maior pesadelo.

Doce ilusão e bem equivocada da minha parte, pois não tinha experiência até então nestas novas operações.

Acabou sendo muito mais difícil gerenciar com tantas atividades ao meu redor ao mesmo tempo juntas com a questão da prevenção e pronta resposta a acidentes ambientais! Bastante aprendizado na época.

Estaleiros , portos ou qualquer terminal marítimo, possuem uma grande quantidade das mais variáveis que necessitam muita atenção e devem ser consideradas em uma avalição de risco ambiental muito mais abrangente do que em plataformas ou um FPSOs, que, aliás, de tempos em tempos estas mesmas , encontram-se atracadas para manutenção ou abastecendo , aumentando muito mais os fatores de risco além dos que já existem nas operações do dia a dia destes sítios.

Não podendo ser relegadas ao segundo plano em uma gestão de QSMS-RS e Sustentabilidade à questão da prevenção a acidentes ambientais e sua pronta resposta.
Esta observação serve também para todos os modais logísticos.

Às vezes até nos parece que a existência de uma gestão de sustentabilidade em áreas perto dos corpos hídricos é tratada como uma oportunidade comercial, e não como uma obrigação legal, o que realmente é também.

Já escutamos alegações no sentido de que a prevenção ambiental é cara e em nossas instalações nunca aconteceram acidentes!

E que não traz benefícios um sistema de prontidão e pronta resposta a acidentes, razão pela qual se prefere “deixar este investimento de lado, para outra oportunidade, ou melhor, depois de um grande acidente (é o mais comum)”.

Este raciocínio não a poderia estar mais equivocado em uma gestão de riscos, e por diversos motivos este tipo de pensamento está longe em uma política de sustentabilidade corporativa.

Quanto vale a imagem arranhada de uma corporação depois de um grande acidente ambiental? Quanto vai custar à remedição depois do ocorrido?

Os que estão ambientalmente não conformes ou tanto quanto a não possuir prontidão e pronta resposta a acidentes possuem diversos empecilhos para o exercício de sua atividade.

Temos, por exemplo, que o terminal ou estaleiro que não estiver ambientalmente adequado dificilmente obterá incentivo nem investimentos, vez que a adequação ambiental é exigida pelas agências de fomento e pelas Instituições financeiras que não investem mais em empresas sem gestão de Sustentabilidade Corporativa.

Sem mencionar que as empresas de navegação e as que exploram a atividade da indústria do óleo & gás, não gostariam de se arriscar em estaleiros e portos, no caso de uma emergência estariam à mercê da sorte.

Além disso, à gestão que está ambientalmente inadequada está sobrevivendo em uma situação desconfortável, pois, como as demais, está sujeita à fiscalização dos órgãos administrativos e das autoridades policiais competentes para apurar a infração administrativa e penal ambiental.

Caso não esteja de acordo com suas obrigações ambientais, sofrerá as sanções aplicáveis e certamente o prejuízo será muito superior à suposta economia realizada por não se dar, por exemplo, a correta e adequada destinação de resíduos.

A conformidade legal ambiental e sustentabilidade corporativa são uma realidade que faz parte da vida da gestão dos estaleiros, portos e terminais portuários, e que deve ser encarada como um aspecto permanente do exercício da atividade, jamais esquecendo a equipe de prevenção e pronta resposta a acidentes.

É sempre bom lembrar que diversos cases já demonstraram que os portos, terminais e estaleiros ambientalmente conscientes nem sempre têm mais custo do que os inadequados, inclusive aos de alto potencial poluidor como os terminais líquidos e graneis.

Assim, os benefícios são óbvios e o custo é direto e/ou indiretamente compensado por uma boa gestão de sustentabilidade.

Uma boa gestão tem como objetivo ter suas operações dentro dos padrões de segurança, gestão a prevenção ambiental, buscar a adequação junto aos o órgão competente (são vários), e não aguardar depois de um acidente ambiental que o órgão lhe procure, pois, quando isto acontecer, aa consequências econômicas são enormes e criminais também.
Vale ressaltar que ninguém pode se abster de cumprir a lei alegando que a desconhece.

A necessidade da gestão se informar corretamente acerca das obrigações ambientais, realizar uma avalição de risco sobre suas atividades, estar bem preparado para acidentes ambientais com sua equipe de QSMS-RS.

É fundamental para um bom resultado do negócio com sustentabilidade, pois assim esperam as partes interessadas.

Estamos juntos!

 

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