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Em Energia e Mineração, gestão de relacionamento com as comunidades, não é para amadores!


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Quando assumi a Vice-presidência de QSMS-RS e Sustentabilidade para África e Asia, uma das decisões em que me prontifiquei a melhorar em minhas ações, era a de não de interferir nas gerencias locais (micro management) e ser o melhor suporte para todos.

Respeitando sempre as decisões do profissional e sua equipe nas linhas de frentes de cada site e cada país, até por que sempre achei o maior equívoco que um gestor possa fazer logo ao assumir, é mudar a equipe local.

Nunca concordei com essa atitude, a equipe já conhece o local, como funciona e quem é quem na operação do dia a dia.

E se você traz gente de fora, mesmo que seja de sua total confiança, cria uma falsa zona de conforto, pois tanto o professional quanto você são novatos na área não sabem de nada ainda e toma tempo para tomar pé.

Temos que dar chance a todos a mostrarem seu trabalho, antes de decidir alguma mudança.

Com várias aquisições depois de due diligencies em PCHs, usinas eólicas, portos, mineração e de infraestrutura.

Íamos acolhendo os novos gestores da área de QSMS-RS e Sustentabilidade, orientando sobre a cultura organizacional da empresa, compliance, quanto aos objetivos a serem alcançados e respeitando suas decisões de gestão.

Como de hábito, pedia o currículo de toda a equipe antes de chegar ao local recém adquirido seja para uma visita ou inspeção para poder entender melhor a equipe e buscar pontos de convergência para uma aproximação no intuito de construir uma confiança mutua.

Após uma aquisição de uma grande operação onde várias comunidades estavam envolvidas no processo, na due diligence de QSMS-RS de aquisição não haviam identificado nada que pudéssemos nos preocupar.

Eis que acontece 2 acidentes socio ambiental de uma vez (sempre assim, desgraça pouco é bobagem), uma de nossas barragens havia rompido e invadido algumas residências e em nosso parque eólico a comunidade teve problemas com a consultoria contratada para os projetos sociais e bloqueou o acesso.   

Sem fatalidade, graças a Deus, mas com enorme repercussão na mídia (para variar), lá fomos nós dar suporte a equipe local.

Sempre gostei de lidar com comunidades, aprendi muito com meus erros na Amazônia, Africa, Ásia e Golfo em como lidar com as comunidades.

Sempre procurei estudar antes de chegar a cada uma delas, entendê-las e tentar não se comportar como um intruso que chega somente interessado em resolver as questões da empresa.

Mais uma vez reforço com a minha experiência, que o objetivo de se fazer confiável e ser transparente é fundamental para um relacionamento entre comunidades e suas operações.

Só que achegar a comunidade fui quase apedrejado, tínhamos fornecido tudo, compromisso em limpar as ruas, reformar as casas afetadas, limpar os rios etc. E tudo foi feito!

Mas mesmo assim, estava uma situação quase que incontrolável por parte da comunidade.

Chamei e o gestor de QSMS-RS do local e perguntei o que estava acontecendo.

 E este me explica o que poderia ser um dos motivos; A gestora de relações com comunidades, era de outra nacionalidade, não se comunicava bem e não primava muito pela simpatia.

Contou uma passagem que se passou como exemplo: Na copa do mundo a coordenadora me aparece com a camisa do maior rival do país na comunidade, em outra ocasião chamou o time mais popular do estado para realizar uma ação social na comunidade, foi um sucesso de mídia, mas ao receber o time logo de cara registrou que torcia para o maior rival deles no estado e por aí foi.

Este era o resumo dos acontecimentos, ou melhor o resultado da análise de causa raiz do problema. FALTA DE EMPATIA!!!

E com acidente socioambiental nada mais lógico que ela saísse na frente para atender !!!!, podia do dar certo?

Nunca!

 Como eu não fui prestar atenção neste detalhe quando analisei os currículos em minhas visitas e pudesse orientar o gestor local, por mais que ela fosse boa profissional, não tinha perfil e nem experiência em lidar com comunidades daquele país, nem sensibilidade com o dia a dia.

Ainda por cima, um dos consultores da consultoria para projetos sociais, tinha cometido vários deslizes que aqui não vale a pena mencionar e resumindo parque eólico bloqueado pela população

E lá vou eu conversar com os Warlords (senhores da guerra), anciãos etc.

Mais um erro meu em não analisar profundamente quem é era a consultoria e o perfil da equipe que iria atuar e o mais importante controlar quando havia mudança na equipe de consultores e entrava no projeto.

Aprenda com meus erros!

Como a empresa ajudava muito as comunidades e a equipe dela era local, muitas questões eram contornadas e não demonstrava que o existia um conflito.

Mas como na área de QSMS-RS e Sustentabilidade se alguma coisa pode dar errado, vai acontecer. 

Aconteceu, ……… e a primeira a pessoa a falar com os líderes das comunidades após ao desastre foi a coordenadora de comunidades. 

E a dor de cabeça já estava feita, não bastasse nosso erro por causa do acidente, tínhamos como ponte de comunicação a pessoa que não era muito popular assim vamos dizer e lidarmos da melhor maneira possível.

Já participei em muitos projetos onde perdemos muito tempo e dinheiro por péssimo relacionamento com comunidades.

O profissional de relações comunitárias necessita possuir um perfil especial para lidar com as comunidades.

Na minha opinião não basta ter Pós, MBA, mestrado etc. se não tem o essencial no perfil deste colaborador e for de muito bom em escrever no ar-condicionado, GOSTAR DE GENTE. 

Se não se põe no lugar delas, não vai entender o que se passa e não poderá ajudá-los. 

E as consequências, para organização todos nós já podemos imaginar como termina.

Estamos juntos!

 

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