Água vai valer mais que petróleo e preparem se para as guerras !


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ÁGUA VAI VALER MAIS QUE PETRÓLEO!

Ontem dia mundial da água!

Jornais e a mídia comemorando (não sei por que) e outros mostrando os grandes desastres socioambientais e suas consequências com nossos rios e mares.

Tomei coragem e vamos lá, desteto o MAIS DO MESMO, não queria escrever a mesmice.

Muito mimimimi ambiental e pouca ação.

Mas como trabalhando no mundo árabe e em alguns desertos comecei a dar um valor a água que é difícil de explicar.

Ainda mais quando tinha que negociar com os senhores da guerra do local, onde a água era moeda de troca.

Assistindo gente morrendo de sede nos paises da Africa Oriental por onde trabalhei e como essa mercadoria vale ouro.

E aqui no Brasil DESPREZAMOS, tem muita né! ATÈ QUANDO?
Por que não escrever também para chamar atenção

Por muito tempo, forjou-se a ideia de que um dos indicadores mais seguros de riqueza de uma nação era o tamanho das reservas de petróleo em seu subsolo.

Atualmente, economistas, empresas e políticos começam a levar em conta outro tipo de líquido para determinar a prosperidade futura desse ou daquele país: a água.

Em tese, ela é mais abundante que o petróleo 70% da superfície do plane­ta são cobertas por esse líquido fundamental para a existência de qualquer tipo de vida, o que equivale a aproximadamente 1,5 bilhão de quilômetros cúbicos de água.

A complicação é que menos de 1 % desse volume é apropriado para ser bebido ou usado na agricultura. Nos últimos setenta anos, a população do planeta triplicou enquanto a demanda por água aumentou seis vezes.

Estima-se que a humanidade use atualmente 50% das reservas de água potável do planeta.

Se o padrão atual de consumo for mantido, serão 75% em 2025. Esse índice chegaria a 90% se os países em desenvolvimento alcançassem consumo igual ao dos países industrializados.

Do ponto de vista econômico, água e petróleo pertenciam, até bem pouco tempo atrás, a categorias com valores incomparáveis.

O combustível é um resíduo fóssil, que existe em quantidades esgotáveis e cuja extração requer investimentos pesados.

A água é um recurso renovável pelo ciclo natural da evaporação/­chuva e distribuído com fartura na superfície do planeta.

Ocorre que a intervenção humana afetou de forma dramática o ciclo natural de renovação dos recursos hídricos.

Mais da meta­de dos rios está poluído pelos despejos de esgotos, resíduos industriais e agrotóxicos.
Estima-se que 30% das maiores bacias hidrográficas perderam mais da metade da cobertura vegetal original, o que levou à redução da quantidade de água.
Nove de cada dez litros de água utilizados no Terceiro Mundo são de­volvidos à natureza sem nenhum tipo de trata­mento. Por causa disso, o conceito de água como uma dádiva inesgotável e gratuita da natureza é coisa do passado.
Hoje há tecnologia para a reciclagem de água.

A cidade de Durban, na África do Sul, por exemplo, trata o esgoto doméstico e re­vende a água para uso industrial.

Isso significa uma economia de 10% do volume de água utilizado.

Também é preciso diminuir a captação dos lençóis freáticos, que estão sendo exauridos além da capacidade de recuperação.

Uma coisa é certa: a água é uma mercadoria de valor crescente, que diga São Paulo neste exato momento.

Estima-se que a indústria encarregada de captar a água das fontes, entregá-la na torneira do consumidor e tratá-la antes que volte para a natureza movimente 400 bilhões de dólares, entre ­empresas públicas e privadas.

Isso equivale a 40% do setor petrolífero e é 30% maior que o setor farmacêutico.

Como o petróleo no passado, a água está no cerne de um número cada vez maior de tensões internacionais.

A ONU calcula que 300 rios são objetos de conflitos fronteiriços.
Ninguém quer ceder um líquido tão precioso numa região com sede!


Estamos juntos!

 

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