GESTÃO DE SUSTENTABILIDADE /QSMS-RS COERÊNCIA ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA


Empresas, pelo menos em seu website, que possuem uma politica de QSMS-RS, certificações e algumas ações sociais já não são mais novidade, mas……… quais destas realmente tenham uma

cultura forte de QSMS-RS/Sustentabilidade?

Uma das mensagens que tento passar quando estou palestrando ou coaching os gestores da área é: NÃO BASTA SÓ REZAR TEM QUE ACREDITAR!

Fácil né, mas não é.

Sem uma boa liderança esta tarefa é difícil .

Certas organizações em que estive você sente ao conversar com um colaborador como a cultura organizacional esta enraizada. São empresas que tem líderes por trás de sua gestão sem dúvida.

Participei de um projeto no interior da selva da Libéria, era novo nesta empresa e sempre tive essa presunção em achar que não veria nada de novo ou que me surpreenderia, mas foi exatamente ao contrário, foi uma agradável surpresa.

Bem, era um projeto sensacional sem infraestrutura no local, começando do zero, não tínhamos lugar para morar etc..

Era meu sonho de consumo estar em um início de projeto desde os estudos para implantação.

Normalmente a turma do QSMS-RS é a ultima a chegar, pois a visão de que é só custo ainda esta bem enraizada para alguns.

Em uma manhã ,  meu Líder, para que não conhece o termo, meu Diretor do Projeto me presenteou com um livro no qual expunha a cultura da empresa escrita pelo seu fundador e passou o dia todo explicando. Senti que ele acreditava piamente e me contagiou.

Quando fui realizar meu primeiro diálogo de segurança abrindo o início do projeto, acreditem!

Quem estava atrás dos contratados e subcontratados bem quietinho, “MEU LIDER”, preciso dizer mais alguma coisa sobre a cultura de sustentabilidade da empresa? .

Aa partir deste evento e como mais uma lição aprendida, eu participo e incentivo diretores e equipe do projeto a fazer o mesmo.

Este artigo não é para criticar quem ou não, são os que acreditam, mas sim para mostrar de como a coerência do discurso para prática pode estar bem longe se não se acreditar na gestão de Sustentabilidade.

Nos Estados Unidos foi divulgado o resultado  das melhores  empresas com uma cultura forte de segurança ,na qual  que tinham  os melhores Kpis de QSMS-RS e Sustentabilidade .

Nada de novo, mas entre-as as razões explicando os critérios usados e atitudes em comum entre elas  , me chamou atenção o seguinte:

Primeiro; Saltou aos meus olhos a diversidade de negócios, eram 18 empresas na lista e representavam uma ampla gama de indústrias, desde a construção, varejo, mergulho comercial e muito mais.

Segundo; Elas não se concentravam apenas em números estatísticos de segurança, elas concentravam também , sobre a importância de todos os trabalhadores voltarem para casa com segurança no final do turno e fazer o que for preciso para que isso aconteça.

Acreditavam que não há nada mais importante do que proteger os seus trabalhadores, o meio ambiente e as comunidades em que atuam.

 A identificação de perigo é integrado ao estilo de trabalho do pessoal.

A cultura  de segurança , suporta a prioridade de uma solução, se um risco é identificado. 

Empresas globais , nunca foram tão grandes  como em qualquer momento na história recente da industrialização .

Pensemos sobre isso: dos 206 países reconhecidos pelas Nações Unidas, apenas 26 tiveram Produto Interno nominal Bruto (PIB) maior do que os números de vendas declarado por parte  de algumas dessas empresas globais .

Como os problemas sociais pioraram em algumas regiões, muitas empresas enxergaram  a possibilidade de também  ser a solução para eles.

É por isso, que a gestão de sustentabilidade e seus pilares QSMS-RS estão chegando à vanguarda das agendas de negócios ao redor do mundo.

Um número crescente de empresas já está percebendo que a escassez de recursos, as alterações climáticas, a desigualdade social, a corrupção e outros desafios fundamentais nossas sociedades enfrentam também são impedimentos para o crescimento econômico.

Algumas ainda possuem um conselho de administração em grande parte agnóstico, sem querer saber desses assuntos e ausente.

Triste em saber que maioria das vezes, as estruturas e operações de governança ainda tendem a ignorar a sustentabilidade ou classifica-la .

E até mesmo os parâmetros tradicionais da boa governança nem sempre é comum . “Por exemplo, enquanto há um intenso debate sobre a remuneração, planos de sucessão, para o assunto sustentabilidade, é raro.”

O sistema pelo qual grandes grupos são dirigidos e controlados, em que as questões de sustentabilidade estão integradas de uma forma que garanta a criação de valor para a empresa e resultados benéficos para todas as partes interessadas em longo prazo, ainda é pequeno.

Eu acredito firmemente que estamos fazendo progressos com as questões de sustentabilidade  , e engajar o conselho de administração e formação de líderes é o início.

De acordo com o modelo stakeholders, que surgiu nas recentes décadas, a empresa é vista como uma organização social que deve trazer algum tipo de benefício a todos os parceiros de negócios ou partes interessadas .

Este modelo também é conhecido como um modelo de responsabilidade social, tendo em conta que este modelo visa um equilíbrio social.

O lucro alcançado pela empresa é dividido proporcionalmente de acordo com a participação de cada elemento: acionistas ou proprietários (shareholders), clientes, fornecedores, etc.

Este modelo não privilegia somente a vertente financeira, mas também dá valor à vertente social e retribuída. Por esse motivo é considerado como um modelo de responsabilidade social ou corporativo.

Sem lideres que disseminem a cultura organizacional e que realmente contribuam para uma gestão Sustentável muitas empresas ainda perecerão pelo caminho.

Estamos juntos !

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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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