Por que está na hora do conselho e CEOs tomarem uma posição sobre  Sustentabilidade Empresarial.


Por que está na hora do conselho e CEOs tomarem uma posição sobre  Sustentabilidade Empresarial.

Nestes últimos meses, comecei a participar em palestras sem querer, já que estava de retorno ao Brasil e os convites vieram.

Acredito ter alguma habilidade em me expressar, pois passei a minha vida profissional realizando apresentações tanto para colaboradores de chão de fábrica, CEOs, diretores e acionistas em diversos segmentos e diversos países.

Com tempo, fui desenvolvendo argumentos fortes para defender nossos: Capex, Heads counts, motivar, convencer e apresentar nossos Kpis.

Ainda mais quando nossa área de Sustentabilidade e QSMS-RS é vista como custo ou simplesmente de não agregar nada a marca ou vai passar essa moda! (Sim, já escutei isso).

Você tem que ser muito claro e convincente para alcançar seus objetivos através de sua mensagem.

E tenho ajudado a alguns evoluírem nesta mudança, por mais que pareça insignificativo para alguns tomadores de decisões em suas corporações, este assunto não mudará, pelo contrário será cada vez mais cobrado pela legislação e sociedade.

Independente do segmento, do tamanho da empresa, a realidade é uma.

Sustentabilidade empresarial deixou de “talvez” para “ser “faz tempo”!

Senão, vejamos:

Recebo uma ligação de um empresário preocupadíssimo, pois, tinha assistido uma de minhas apresentações em um evento, sobre a necessidade de ser sustentável como uma questão de sobrevivência do negócio.

Com suas próprias palavras, comentou que não deu à mínima, pois era dono de uma empresa de desenvolvimento de software e o que ele tinha a ver com isso?

Mas, lembrou-se de mim, depois do seguinte:

Uma empresa de telefonia baseada na Europa na qual ele era fornecedor tinha implantado um sistema de auditoria bem restrito para cadeia de suprimentos.

E se ele queria continuar na lista tinha que implantar um sistema de gestão ambiental e demonstrar seus Kpis!

Estava tão assustado e disse que pagava qualquer preço para se ajustar, pois se perdesse o contrato não saberia como ia ser.

Eu disse que não cobraria nada e só depois que seu investimento na área fosse aprovado pelo cliente poderíamos falar sobre o assunto.

Ele me perguntou: mas você trabalha de “graça”?

Apenas respondi que queria ser um parceiro e o tempo diria se deveríamos ir juntos adiante ou não na nova empreitada sustentável.

Que bom, que pude ajudar alguém, e a tempo.

Não é justo se aproveitar de alguém por falta de conhecimento do alcance do assunto.

Qual é a maior barreira para a sustentabilidade empresarial ser implantada?

Na minha visão, são muitas.

Mas eu gostaria de sinalizar uma que acho que ainda não recebeu muita atenção até agora.

Os conselhos de administração das empresas e seus gestores, ainda não estão convencidos!

Muitos só estão focados em desempenho financeiro em curto prazo em detrimento da organização que representam.

Não conseguem visualizar a mudança do mercado e a sociedade.

Mesmo os que não desejam olhar para a questão, vale lembrar que os seus maiores clientes, os que pagam suas contas estão atentos.

E a cobrança tanto pela legislação, como da sociedade é implacável.

“Você leva “N” anos para construir sua marca e em poucos minutos para destrui-la”.

Exemplos existem muitos, basta ler as notícias de hoje e é só escolher uma!

Executivos das maiores empresas do mundo, bem como aqueles com os maiores proprietários de ativos internacionais e gestores, já reconheceram que a “sustentabilidade empresarial” é algo que não pode mais ser relegado a um departamento esquecido, que muitas vezes têm o status de “segunda classe” na organização.

A questão de compliance, ambiental, social e questões de sustentabilidade de governança são cada vez mais tidas em conta na gestão corporativa e estratégias de investimento.

Em última análise, cabe ao conselho decidir se a sustentabilidade é importante para a empresa ou não.

Entre vários argumentos que poderíamos expor aqui, estes dois que vou mencionar a seguir podem ajudar a tomar uma decisão.

Quando leio nas manchetes que uma das maiores empresas do mundo com faturamento de bilhões de dólares, um dos melhores exemplos em sustentabilidade empresarial cancela acordos com empresas fornecedoras e transportadoras de seus produtos por não serem sustentáveis.

Quando bancos e seguradoras estão participando das exigências sobre esta questão, logo estes que possuem um foco bem nítido quanto à questão do retorno do investimento.

Podemos perceber a importância do assunto, ou não!

Convencidos?

Estamos Juntos !

  • Publicado em 25 de abril de 2016
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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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