IMPACTO SOCIOAMBIENTAL , A NECESSIDADE DE UMA POLÍTICA BASEADA EM ANÁLISE DE RISCO E SEU GERENCIAMENTO.


É inadmissível que se aceite diagnósticos ou propostas políticas que não contenham salvaguardas ambientais antes de uma criteriosa análise de risco e seu gerenciamento.

Mas o que se pode observar, é a total falta de responsabilidade perante a sociedade quando acontece uma catástrofe ambiental.

Depois do desastre, sempre surgem: os críticos, os defensores, os experts na gestão de riscos, a solidariedade aflora e etc.

No entanto ninguém menciona claramente por que deixaram acontecer.

Mas sim de pronto …….. , perante a mídia decisões são tomadas, obras agendadas, programas políticos a serem implantados são mostrados e outras coisas mais, como de sempre.

E em que se basearam essas decisões e essas propostas antes e depois dos acidentes?

Qual o risco de realiza-las?

Quando será levado a sério a análise de risco nas tomadas decisões?

O risco apresenta se de múltiplas formas, segundo se trata da sua dimensão social, econômica, ambiental ou política.

Para tal, devem-se redobrar esforços para desenvolver políticas e conceitos comuns para expressar as múltiplas facetas do risco e como gerenciá-lo, com o fim de melhorar a forma de diálogo entre os diferentes atores sociais e dentro dos diversos gêneros as múltiplas dimensões do risco, educando as gerações futuras sobre próximos riscos.

Face à prevalência de argumentos que propõem que a redução de riscos é excessivamente custosa, desde uma perspectiva de custo/benefício, recordamos que existem também outros critérios não econômicos para avaliar as medidas de redução do risco.

A prevenção deve ser encarada como um sábio investimento e não apenas como um custo.

Uma gestão efetiva do risco requer condições de governabilidade que permitam a aposta em aplicação de políticas de redução de riscos de desastres.

A gestão do risco é uma responsabilidade inerente do estado.

Tanto os riscos, como o desempenho da gestão do risco, requerem mecanismos de acompanhamento que permitam detectar tendências, identificar lucros e boas práticas, e denunciar a negligência, a corrupção e as práticas que perpetuam condições de risco.

Tal requer um sistema de controles e de prestação de contas, por parte da entidade do estado com competências para fiscalizar, reforçando a transparência da gestão pública e privada do risco.

Surgem novos desafios associados aos processos de globalização econômica, migrações internacionais e megaprojetos de infraestruturas.

As regras atuais que regem as relações econômicas internacionais e a nova ordem econômica mundial devem ser estudadas e aplicadas a partir de uma perspectiva de redução de riscos.

As alterações globais ambientais estão acelerando as ameaças existentes, configurando novos cenários de risco em muitos países.

Estes cenários derivam de processos complexos de degradação ambiental, urbanização não planificada e desenvolvimentos tecnológicos sem adequadas medidas de controlo.

Tal requer uma gestão prospectiva do risco que privilegie os investimentos responsáveis em prevenção e atenuação, tanto em contextos de desenvolvimento como nos processos de reabilitação e reconstrução perante os desafios ambientais que depara a sociedade global, os governos dos estados devem saber gerir a sua parte de responsabilidade de forma a conseguir a tão almejada responsabilidade socioambiental.

Estamos Juntos!

Publicado em 12 de julho de 2016

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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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