Gestão de crise em acidentes ambientais. Sua empresa está pronta?



Diante dos acidentes ambientais que vem ocorrendo a décadas até os mais recentes, mesmo em empresas que estão envolvidas seriamente nas questões de sustentabilidade empresarial.

Podemos notar, um certo despreparo e falta de preocupação quanto à atenção devida a acidentes ambientais, com um grande potencial de arranhar sua imagem ou reputação, quando não gerenciado de forma adequada.

Acidentes ambientais acontecem, por cause vários fatores e infelizmente vão continuar acontecendo.

Se nós formos estudar os planos de emergência de algumas organizações, vamos verificar um cópia e cola de outros planos, como bem burocráticos e um fluxograma de ações supercomplicado para entender, imaginemos quando for pôr em prática.

Assisto, especialistas e mais especialistas em segurança e meio ambiente a ensinar como evitar os acidentes nas empresas, excelente!

Analiso estes modelo e métodos o tempo todo, mas quando chego no plano de emergência, parece que só mudou o nome da empresa, uma mesmice que chega a dar arrepios.

Muitos Diretores e CEO não tem a menor ideia do que contem nestes planos, e quando a vaca vai para brejo. Ficam sem saber o que fazer e a mercê da sorte.

Falta de experiência de quem elabora, pode ser.

Como nós dizemos quando passamos por um acidente e apareceu algum imprevisto,

” Não se aprende a fazer gerenciamento de crises sem passar por crises”.

Quando vamos entender, que um acidente dentro da organização é sim uma crise, e deve ser tratada como muita seriedade, independente do poder de impacto ambiental ou se é uma fatalidade ou não.

Se não for gerenciado como uma crise, pode começar pequeno e terminar em uma tremenda dor de cabeça se não existir uma comunicação eficiente interna e externa.

Acidentes deixam marcas psicológicas profundas nos colaboradores, acreditem em quem vos fala por experiência própria.

Não restam dúvidas de que a marca promove uma valorização no valor de mercado das empresas, já que se tornou um diferencial competitivo diante da concorrência, a questão da Sustentabilidade empresarial.

Como pode ser uma empresa sustentável, se na hora de um acidente não sabe como agir?

O que está por trás da marca é a reputação de uma empresa que foi construída no decorrer da sua existência.

Desta maneira, é necessário que as empresas busquem construir uma boa reputação e não meçam esforços para preservá-la e protegê-la.

Não basta ser sustentável, tem que abraçar a sustentabilidade!

“Se um acidente ambiental não é atendido, a credibilidade e reputação da empresa desaparecem rapidamente aos olhos do público.”

Acidentes ambientais são eventos imprevisíveis, que, provocam prejuízos significativos a uma empresa e logicamente.
Desta maneira, acidentes ambientais têm o potencial de desestruturar as operações de uma organização, diminuir suas vendas e criar problemas com o governo, prejudicando a empresa de diversos modos.

Com certeza reflete na percepção dos públicos prioritários em relação à empresa e consequentemente abalará sua reputação e credibilidade.

Um derrame de óleo, tombamento de um caminhão com produto perigoso em uma represa que abasteça uma cidade ou rompimento de uma barragem.

São alguns dos casos típicos envolvendo a existência de organizações que possivelmente tendem a enfrentar uma efetiva crise.

De fato, todas as atividades de transporte, armazenamento e produção estão sujeitas a acidentes ambientais.

A melhor forma de se lidar com estes fatos é através de um processo de preparação, ou seja, fazer uma avaliação de todos os possíveis riscos para poder, eventualmente, enfrentá-las.

Estudar os pontos onde a empresa é mais vulnerável, se faz imprescindível.

Com tal informação, é possível chegar à conclusão da existência de alguma previsibilidade dos eventos, que acarretam.
Não existe uma única fórmula para que uma organização lide com um possível risco.

É necessário que a empresa esteja sempre preparada, que esteja constantemente se preparando, se reciclando, e acima de tudo, aprendendo com os erros.

Gestão de lições aprendidas conta muito na elaboração de um plano de emergência.

Torna-se fator de sobrevivência para as empresas possuírem um planejamento preventivo de crise, ou melhor, um plano de gestão de crise para acidentes ambientais, minha experiência diz que acidentes ambientais seguem um determinado padrão.

E se têm um padrão por que não, de alguma forma, recorrer à prevenção?

É justamente a prevenção, o aspecto mais importante do gerenciamento, já que à hora do acidente é o momento de reagir, e não de planejar.

Um plano de gerenciamento é um conjunto de medidas, posturas e consensos capazes de fazer com que o sucesso de uma ação no lugar onde ocorreu uma situação adversa possa ser captado como tal.

A imagem transmitida por uma organização numa situação de crise é tão ou mais importante do que suas ações.

É importante frisar um aspecto muitas vezes omitido por alguns.

O gerenciamento não deve ser visto como uma fórmula de agir, e sim como uma maneira de pensar, uma filosofia.

Certamente, é possível determinar certo padrão no desencadeamento de eventos de acidentes, no entanto, isso não quer dizer que os eventos que desencadeiem um acidente não possuam particularidades que façam a total diferença.
Desta maneira, o mais importante é fato de adaptar preceitos teóricos à realidade prática.

Dentro do plano teórico, todo plano possui alguns pontos básicos como: avaliação dos riscos mais prováveis, comando das situações de crise, base de dados, definição do porta-voz e auditoria do acidente.

Por avaliação dos acidentes mais prováveis, entende-se por uma das primeiras funções do plano que é mapear os riscos.

O outro ponto é referente ao comando das situações que reza que todo plano e deve definir quais líderes que vão criar a cultura da organização para enfrentar o processo.

Alguns acidentes acarretam certa paralisia no alto nível gerencial de uma empresa.

Dessa maneira, para que a empresa possa funcionar de uma forma mais efetiva durante um acidente de grande magnitude é preciso um comando treinado que possa lidar com acontecimentos de tal natureza.

Em verdade, o plano de gerenciamento de acidentes ambientais deve ser encarado, pelas empresas como uma ferramenta decisiva no seu planejamento de marketing.

A prática tem mostrado que empresas com ações preventivas, que se preparam para situações de emergência, são as que obtêm maior sucesso nesses momentos e conseguem sofrer menos arranhões na imagem.

Estamos juntos!

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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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