DESASTRES AMBIENTAIS CAUSAM DESASTRES SOCIOECONÔMICO !


Nunca como em nenhuma outra época o homem tentou reverter o quadro de degradação ecológica em que se encontra a Terra.

Pois para alguns já perdemos tempo que não se recupera mais.

Pela primeira vez na história, os estudiosos relacionaram os problemas sociais, econômicos e ambientais.

Sim, DESATRES AMBIENTAIS CAUSAM DESASTRES ECONÔMICOS, exemplos não faltaram este ano que passou (Barcarena/PA, Mariana /MG e claro a falta de água em SP) e logo no início deste ano no porto de Santos e em Cubatão.

Ao mesmo tempo em que assistimos povoados serem arrasados pelo desastre ambiental, o mesmo pede que a empresa volte a funcionar, pois são fonte financeiras para eles.

A crise global escancara a necessidade real de garimpar as soluções que viabilizem a construção de uma sociedade sustentável.

Trata-se de um olhar diferenciado nos processos para gerenciar o mundo. Esse despertar passa pelo conceito de proteção ao meio ambiente.

Empresas e a sociedade civil organizada tentam consolidar maneiras próprias de fazer o bem. Qualquer ação, por menor que seja, enriquece o universo que se busca através do exercício da cidadania.

A boa notícia brota dentro de algumas grandes corporações independente da atividade econômica e até pequenos negócios, pois as próprias organizações assumem o comando dessa transformação.

“O que hoje é opcional ser uma empresa Sustentável um dia será obrigação, esse pensamento tem sido cada vez mais refletido pelos executivos em suas empresas.

As corporações americanas e europeias já apresentam seu negócio aliado à missão econômica, social e ambiental num mesmo pacote.

Enquanto americanos e europeus desfrutam dos benefícios em adotar a Sustentabilidade como fator estratégico para o sucesso dos negócios, o movimento ainda se mostra tímido no Brasil.

No entanto, há iniciativas valorosas, principalmente quando as ações focalizam o meio ambiente aqui no Brasil.

Os empresários tornaram-se proativos, embalados principalmente pela asfixia pela qual passa o planeta, e por pressão da opinião pública.

Afinal de contas, não há mais como suportar que as tantas mil toneladas de gás carbônico permaneçam diariamente no ar, produzindo o efeito estufa e o danoso aumento da temperatura terrestre.

Muito menos que o desmatamento destrua as florestas e sepulte milhares de espécies animal e vegetal, sem falar da quantidade de resíduos perigosos serem depositados sem o menor critério em qualquer sitio.

Ao importar para cá os “cases” de sucesso, constatou-se que o desenvolvimento estruturado numa política de Sustentabilidade desperta o bem-estar das pessoas.

A responsabilidade ambiental, e sua gestão transformaram-se assim num compromisso corporativo com a comunidade.

Dentro das organizações, as políticas de recursos humanos, engenharia, e QSMS-RS, por exemplo, funcionam diante de um conjunto de metas único.

Não é mais admissível o conflito entre produção e ser Sustentável, foi se a época em que produção torcia o nariz para o pessoal de QSMS-RS.

Também não é mais permitido, por exemplo, o pessoal da segurança exercer o papel de polícia ou guarda de trânsito e inquisidor criando conflitos desnecessários e stress nos colaboradores, quando sua função principal é atuar como suporte para orientar o colaborador quanto a possíveis acidentes que venham a acontecer, ou seja, PREVENÇÃO.

Hoje, persuasão e liderança como exemplo são fundamentais para todos estarem alinhados com o negócio e sustentabilidade, pois sem este não existiria este debate.

O foco é no negócio e com sustentabilidade, ponto final.

Desde a escolha da matéria-prima até o destino final dos resíduos líquidos, sólidos e gasosos, calcula-se o equilíbrio entre o empreendimento rentável, mediante a uma gestão sustentável adequada.

São ações que gerenciam os efeitos colaterais dos agentes poluidores, previnem as tragédias ambientais, promovem a qualidade de vida e saúde dos funcionários e da população, divulgam uma boa imagem no mercado, gerando mais lucros, na medida em que reduzem gastos e custos operacionais.

Sustentabilidade é uma questão sócio econômica!

Não existe mais espaço para o questionamento a respeito, e quanto mais gestores de sustentabilidade estiverem agindo nas grandes corporações mais ouviremos falar sobre inovação, eficiência e em redução custos.

Estamos juntos !

Publicado em 30 de dezembro de 2015

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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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