Rio 2016, com o tema Sustentabilidade, será que agora vai decolar?


Não tem como negar que foi um show a abertura.

E quando o tema da sustentabilidade, mudanças climáticas e inclusão social vieram como foco principal, senti que agora é a hora!

Pelo menos tive que explicar aos meus filhos o significado do tema e aos amigos deles que vieram me perguntar, pois meu filho saiu dizendo no condomínio que eu trabalho com esta tal de sustentabilidade.

Sensacional mais ainda, ao exigirem que a cadeia de fornecedores aos jogos fosse auditada quanto ao seu impacto ambiental.

Mas para nós profissionais que atuamos na área de Sustentabilidade há anos em nossas empresas.

Será que agora nós vamos assistir com mais vigor atitudes na direção de ser 100% sustentável em nossas organizações, sem maquiagem verde ou pequenas ações isoladas tentando contabilizar a ideia de ser sustentável?

Vamos esperar para ver e continuar em nosso caminho.

Possivelmente vamos assistir muito marketing a respeito e infelizmente o marketing falso verde virá junto.

Vamos ficar em alerta!

Se não, veja esta situação que observo muito comum por aí.

O Edifício mais sustentável da cidade !!!!

Como tenho viajado um pouco ultimamente, tenho encontrado a mesma propaganda acima em algumas cidades que tenho tido o prazer em participar em eventos sobre QSMS-RS e Sustentabilidade

Maquiagem verde?

Não sei, mas que chama a atenção, sim, e agora com o tema nas mídias muito mais.

E não podemos deixar de elogiar que é uma estratégia de vendas muito boa.

Trazer a sustentabilidade para a gestão dos negócios de forma estratégica certamente não é uma tarefa simples.

Mas, não há como escapar:

Empresas têm de estar atentas às oportunidades emergentes da nova economia e agir no sentido de fazer dos negócios, cada vez mais, como agentes transformadores para a sociedade em tempos de aquecimento global e escassez de recursos.

Para que essa evolução aconteça, no entanto, uma mudança cultural precisa ganhar espaço dentro das organizações e claro em nossa sociedade.

E aí, nós profissionais da área que temos que atuar e ser firmes em nosso propósito de seguirmos na direção de sermos realmente 100% sustentáveis.

Sem ilusão, é claro. Estamos em um mundo corporativo.

“O investimento em sustentabilidade tem que dar retorno aos acionistas e este se paga com a economia dos recursos que poder ser através de inovação, por exemplo. ”

Não é possível enxergarmos o desenvolvimento sem que ele seja sustentável, esta é uma realidade que alguns ainda estão tentando não encarar.

Sem dúvida é uma questão que passou ser considerada como sendo necessária a sobrevivência das organizações.
A sustentabilidade empresarial como qualquer negócio deve ser bem planejada, gerenciada e com resultados.

E através destes resultados podemos mudar o conceito de que ser 100% sustentável é impossível e economicamente inviável.

Para serem sustentáveis as organizações devem responder a demandas sociais, culturais, ambientais e econômicas.
“Seu negócio não vai sobreviver sem esses quatro aspectos que visam o bem-estar da comunidade”

Agora é hora, vai decolar? não sei .

Mas que a oportunidade de discutimos o tema e encorajar para mudanças em nossa sociedade e dentro nossas organizações é ótima, ninguém duvide.

Estamos juntos!

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Sobre Roberto Roche

Roberto Roche ao longo de três décadas consolidou sua experiência exercendo vários cargos de alta direção em QSMS–RS & Sustentabilidade nas áreas de Óleo & Gás, Construção Civil Pesada, Montagem Industrial, Portos e Mineração em mais de 15 países na América Latina, África e Oriente Médio como Mars, Queiroz Galvao Internacional e Odebrecht Internacional e Imerys .

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